A minha história continua.. A Mel mesmo com o biberão continuava a não estar bem.
Como tínhamos mudado de Pediatra, este muito preocupado e atencioso, sugeriu que tentássemos mudar de atitude em relação à Mel. Não estipular horários, seguir o ritmo dela…
E assim o fizemos, mas infelizmente a nossa pequenina continuava mal-disposta. Passava os meus dias com ela ao colo, porque se a deitava bolçava e já não mamava na mamada seguinte. Mesmo de noite ficava com ela uma hora após a mamada.
Colocá-la a arrotar era um verdadeiro suplício. Ela gritava e reprimia o arroto e se não arrotasse não mamava… uma angústia para mim.
Pensava que a “dureza” de ter um bebé pequeno seriam as noites mal dormidas (e eu só dormia 2 horas por noite), mas para mim a dificuldade não era essa, era a angústia, o cansaço que me deixava destruída e a ela também. Dormir de dia era impossível, entre ficar com ela ao colo, tirar leite e outras pequenas tarefas essa missão era impensável.
A Mel dormia mal… não chorava porque sempre foi muito resignada, mas contorcia-se, gemia e eu não podia fazer nada para a ajudar! Que terrível impotência…
Aos 3 meses e 3 semanas, por indicação do Pediatra introduzimos as papas, para ver se com os sólidos ela melhorava.
Os meses foram passando e quase que passei a acreditar que tinha de aceitar que a minha filha era especial e que não havia nada a fazer. Até que ela nos deu sinais, da pior forma possível, de que isto não podia continuar assim. Começou a rejeitar a comida… passava cerca de 16 horas sem ingerir um mililitro.
Foi aí que disse para mim mesma que isto não podia continuar e fui ao Hospital São João. Foi-lhe diagnosticado uma Esofagite (que significa inflamação do esófago) em consequência de refluxo, que ela sofria desde que nasceu…
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