Esta é para ti Rita...
"Uma criança aos berros no chão do supermercado... A gritar que não quer jantar... Raro é o pai que nunca teve de lidar com uma birra do filho. Entre os 18 meses e os 3/4 anos, quase todas as crianças passam, com menor ou maior intensidade, por momentos destes, o que deixa frequentemente os pais desarmados, sem saber como reagir.
A boa notícia é que tal situação é um sinal de crescimento, e é característica duma fase em que a criança procura afirmar-se, com sentimentos e vontades próprias.
Apesar de ser difícil lidar com este tipo de comportamentos, eles podem tornar-se em óptimas oportunidades de ajudar a criança a aprender a conviver com sentimentos como a frustração e a zanga, e a desenvolver a capacidade de auto-controlo. A tarefa dos pais é ensinar à criança outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o facto de que nem sempre lhe fazem a vontade.
Nestes momentos, é necessário que os pais não tenham receio de dizer não, explicando a razão de o fazerem. Cabe-lhes ensinar aos filhos que as birras não os farão mudar a sua opinião, bem como que o seu amor pelo filho não se alterará. Se mesmo assim não resultar, procure distraí-lo ou não lhe dê atenção por alguns minutos. Muitas birras terminam quando deixam de ter público e, com os pais por perto, tornam-se mais difíceis de controlar.
Após a criança controlar-se, felicite-a por ter optado pelo bom comportamento, e procure falar com ela sobre alternativas de conduta mais eficazes que as birras.
Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. Aprender que tudo tem limites, abre caminho para um convívio saudável com os outros e para uma boa integração na sociedade.
O objectivo é a autodisciplina, porém, não pense que esta será a última birra...
Psicólogo Bruno Pereira Gomes"
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Mitos e Perspectivas - Mito nº 1
"Chorar é bom para os pulmões do bebé"
Não ouça este conselho de boa vontade mas disparatado - se o seu bebé está a chorar, geralmente há uma boa razão. Como qualquer mãe sabe, o choro de um bebé significa "quero comer", "estou cansado", "tenho dores", "estou molhado" ou até "estou demasiado excitado, deixem-me em paz". Chorar é a forma de o seu bebé lhe comunicar alguma coisa e é natural e saudável responder a isso.
Como concordo com esta opinião. Bebés que vêem as suas necessidades atendidas, aprendem a confiar e serão certamente adultos mais seguros e felizes.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Enfim...
Confirma-se através de analises ao sangue que a pequenina é alérgica à proteína do leite de vaca e uma alergia severa. É raro num bebé estas análises demonstrarem a alergia, mas infelizmente devido à reactividade do organismo da Mel, foi possível verificá-lo.
Em termos de ferro, tiroide e outros nutrientes a Mel está bem e tudo graças ao leite materno.
Vou esperar que ela estabilize para nos aventurarmos novamente na introdução de outros alimentos.
Depois do frango, perú e coelho, sem sucesso, tentaremos a vitela e rezo para que a aceitação seja possível.
Ontem estava muito triste, porque tinha a esperança que a alergia fosse apenas imaginação minha... e porque em vez do querido médico Jorge Amil, fomos consultados por uma outra médica, que não gosto e que pouco segurança me transmitiu...
Só espero que em Outubro a consulta seja novamente com o Dr. Jorge Amil.
Com tudo isto a pequenina desceu novamente de percentil. Já não está no 5... mas no 3...
Será certamente uma fase. E serve-me de lição que não posso confiar nas empadas do Celeiro, apesar de me terem dito que a margarina não tinha leite, mas tinha...
Em termos de ferro, tiroide e outros nutrientes a Mel está bem e tudo graças ao leite materno.
Vou esperar que ela estabilize para nos aventurarmos novamente na introdução de outros alimentos.
Depois do frango, perú e coelho, sem sucesso, tentaremos a vitela e rezo para que a aceitação seja possível.
Ontem estava muito triste, porque tinha a esperança que a alergia fosse apenas imaginação minha... e porque em vez do querido médico Jorge Amil, fomos consultados por uma outra médica, que não gosto e que pouco segurança me transmitiu...
Só espero que em Outubro a consulta seja novamente com o Dr. Jorge Amil.
Com tudo isto a pequenina desceu novamente de percentil. Já não está no 5... mas no 3...
Será certamente uma fase. E serve-me de lição que não posso confiar nas empadas do Celeiro, apesar de me terem dito que a margarina não tinha leite, mas tinha...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Estou farta…. Fartinha
Como se já não bastasse ter que tirar leite 6 vezes por dia, ainda tenho de ouvir e sentir as pessoas a sufocarem-me, a pressionarem-me para eu deixar de amamentar.
Sim, porque amamento através de uma máquina, não porque tenha prazer nisso, muito pelo contrário, mas porque é o melhor para a minha filha.
Faço dieta de leite, derivados, ovos e soja, não porque queira, mas porque é o melhor para a minha filha.
Sei que perdi 8 kilos do meu peso habitual, mas a minha filha é bem mais importante que tudo o resto.
E para todas as mães que querem amamentar e não o conseguem fazer pela via tradicional, maravilhosa, que é a natural, sim é possível amamentar em exclusivo através da máquina.
Faço-o à 7 meses… Em casa, na casa dos meus Pais, dos meus sogros, em estações de serviço, casas de banho, salas de reunião e até no avião, tudo é possível, desde que seja feito com muito amor…
Obrigada ao meu super maridão, que me dá força, ajuda-me para que isto seja possível…
terça-feira, 21 de setembro de 2010
WISHBONE DESIGN - Bicicleta 3 em 1
Estas bicicletas de madeira para bebés da Wishbone Design da Nova Zelândia são fabulosas.
Vencedora de vários prémios de design ambiental e considerado um dos 100 melhores produtos VERDES pela revista TIME, são ambientalmente responsáveis pois todos os componentes são amigos do ambiente, reciclados e sustentáveis.
É uma bicicleta 3 em 1 que acompanha diferentes etapas no crescimento da criança, começando como triciclo a partir do 1º ano e depois como bicicleta. Quando crescem mais um pouco, o quadro vira-se e torna-se a maior bicicleta sem pedais do mercado.
Não são o máximo?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Pergunta difícil
Quando estive com a minha amiga S., ela perguntava-me quais as coisas que são verdadeiramente necessárias quando se tem um filho e as dispensáveis.
Pergunta difícil...
Mas odeio tralhas que não se usam, parece que me bloqueia a circulação de energia em casa, sei lá. Mas como somos todos diferentes e as nossas necessidades também, resolvi apontar as melhores compras que fiz.
Assim:
Assim:
- Não uso toalhetes. São agressivos para a pele do bebé e poluem imenso o ambiente. Por isso uso compressas de algodão para bebé que compro no Jumbo e Água Termal da Uriage para Bebé. O cheirinho é delicioso e são bem mais económicos;
- Um parque insuflável: A Mel adora brincar neste parque. Não se sente presa e pode interagir connosco. Tem na Verbaudet, mas no Toysrus é mais barato 10€.
- Um cesto respirável para guardar os brinquedos e acessórios do banho. Assim não andam espalhados pela casa de banho.
- Balde para fraldas: muito prático para ter no quarto.
O que dispensei ou dispensaria (cada mãe tem a sua percepção):
- Espreguiçadeira (só dá até aos seis meses), contam-se as horas em que a Mel lá esteve sentada;
- Esterilizador (custa mais lavar, esterilar na panela é rápido. Os esterilizadores de microondas são controversos, mas são óptimos para guardar os biberões depois de esterilizados na panela, é o que faço);
- Carrinho, em especial pesado. Nunca ando de carrinho. Acredito que andarei quando ela for mais pesada. Muitos pais compram um carrinho todo quitado, pesado e depois compram um mais leve, quando o bebé tem um ano... Aconselho a esperar e comprar só o mais leve!
Mas Mamãs, ajudem a minha amiga S. e digam da Vossa justiça...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Casinha de cartão
O que estou a pensar comprar quando a minha pequenota for maior... Já a estou a imaginar lá dentro e partes do corpo da mãe também:)
É irresistível
Ter uma menina é irresistível para nós Mães...
As roupas, os acessórios são deliciosos.
Ainda este fim-de-semana comprei umas galochas e só me apetecia trazer umas para ela!
Quando ela começar a pedir, estou desgraçada, porque não sei quem será a mais vaidosa...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pais e Mães, mas também Homens e Mulheres
Sempre que falo com amigas e amigos pais surgem sempre as mesmas afirmações, por parte deles e delas. Parece que somos formatados pelos nossos novos papeis e que Homem e Mulher vivem as coisas de forma diferente.
Não gosto de estereotipos, mas acabo por chegar à conclusão que no meu Universo definitivamente os Pais e as Mães queixam-se das mesmas coisas e sentem os mesmos medos e emoções. Obviamente, sabendo que cada um tem a Sua personnalidade e que isso intensifica ou atenua estas sensações.
E que sensações são essas, perguntam?
Quando nos tornamos pais, assumimos novos papéis sociais, que exigem adaptação. Trata-se de uma transição profunda, que altera a nossa forma de viver e sentir. Mesmos os casais mais ajustados sofrem tensão na transição, devido a pressões psicológicas e sociais.
Um ponto de stress surge com a divisão das tarefas domésticas e dos cuidados do bebé. A divisão de tarefas domésticas acaba por não ser tão equilibrada como gostariam o que gera conflitos no casal.
Diferenças Homens/Mulheres
As Mulheres queixam-se de uma diminuição da satisfação conjugal e sofrem o maior índice de mudança pessoal.
Os Homens têm a percepção do declínio da satisfação conjugal.
Mães investem mais e envolvem-se mais com os filhos.
Pai faz um maior investimento em actividade lúdicas com o filhote.
Mães participam no cuidado primário dos bebés e os pais ajudam e não dividem as responsabilidades parentais. A mãe acha que deve exercer todos os cuidados, afastando o pai, originando sentimentos de ciúme e insegurança.
Pais decepcionados com o papel secundário que assumem na vida da mulher após a paternidade.
Comum aos dois: perda de intimidade na relação conjugal, perda de espaço em casa e perda de tempo disponível para si mesmos.
Le Masters citada por Rocha
“as mulheres, quando se tornam mães, tendem a reclamar de um cansaço crónico, de um confinamento prolongado dentro de casa e uma vida social menos activa, das longas horas de vigília a que são submetidas e de uma queda vertiginosa nos padrões de arrumação da casa. Além disso, elas demonstram uma certa insatisfação e uma preocupação excessiva consigo mesma e com sua aparência.”"Os maridos repetem os mesmos temas, queixam-se de uma aumento da pressão sócio-economica e um declínio da correspondência sexual das esposas. Grande parte da amostra de casais da sua pesquisa afirma que o nascimento do primeiro filho correspondeu a uma ampla e severa crise nas suas vidas, porém consideram que valeu a pena."
Apesar de todos estes sentimentos, se existir cumplicidade e amor entre o casal, estas questões são ultrapassadas. Também nós temos de crescer e pensar menos no imediato (estes sentimentos são só nos primeiros tempos).
Eu e o N. também tivemos o nosso período de adaptação, embora o N. seja fantástico e me ajude imenso com a Mel. Mas passamos por alguns dos items acima expostos, contudo nada que dois berros e muitos abraços não ultrapassem. Sim, às vezes a tensão é libertada assim.
E esta é a mais pura das verdades "Vale tudo a pena"...
Boas
Boas notícias.. A Mel está bem melhor...
Depois de uma semana atribulada com ida ao Hospital, análises ao sangue e eu dilacerada a segurar-lhe na mãozinha... ela está bem disposta e a comer...
O senão é que tive de retomar a medicação!
Ela é tão pequenita que me corta o coração.
Tive de suspender a carne na sopa... Tinha a esperança que o Coelho não lhe fizesse reacção, mas tentativa fracassada. Frango nem pensar... está dificil.
Foi numa consulta em Julho que me falaram pela primeira vez em alergia multipla...
Estou desejosa que chegue o dia 27 de Setembro... Temos os resultados dos exames!
Depois de uma semana atribulada com ida ao Hospital, análises ao sangue e eu dilacerada a segurar-lhe na mãozinha... ela está bem disposta e a comer...
O senão é que tive de retomar a medicação!
Ela é tão pequenita que me corta o coração.
Tive de suspender a carne na sopa... Tinha a esperança que o Coelho não lhe fizesse reacção, mas tentativa fracassada. Frango nem pensar... está dificil.
Foi numa consulta em Julho que me falaram pela primeira vez em alergia multipla...
Estou desejosa que chegue o dia 27 de Setembro... Temos os resultados dos exames!
domingo, 5 de setembro de 2010
Hoje é um daqueles dias
Não é muito meu costume desabafar aqui no blogue. Não foi para isso que o criei...
Mas hoje é um daqueles dias, em que me sinto sem forças. A minha pequenota está de rastos... Não come, não dorme... Contorce-se e eu sem saber porquê.
Foi uma noite em claro. Por fim, perto das seis da manhã, já exausta, adormeceu...
O dia de hoje não foi melhor... recusou todas as mamadas!
Só a sopa é que foi. E eu sinto-me impotente.
Talvez amanhã esteja melhor...
Mas hoje é um daqueles dias, em que me sinto sem forças. A minha pequenota está de rastos... Não come, não dorme... Contorce-se e eu sem saber porquê.
Foi uma noite em claro. Por fim, perto das seis da manhã, já exausta, adormeceu...
O dia de hoje não foi melhor... recusou todas as mamadas!
Só a sopa é que foi. E eu sinto-me impotente.
Talvez amanhã esteja melhor...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Um exemplo fantástico de Educação Positiva
“Mara Nunes é psicopedagoga, tem 30 anos e uma filha com 15 meses. Já seguia alguns dos princípios da Educação Intuitiva profissionalmente. Agora aplica-os na aventura de educar a sua filha.
"Já antes de engravidar me interessava muito pela área da educação, pela vertente profissional. Mas procurava alargar conhecimentos e conhecer novas abordagens. Encontrei muitas visões diferentes da forma convencional de educar, da forma como a maioria de nós, pais, teremos sido educados.
Com a minha filha, comecei a tomar uma série de opções que eram instintivas para mim. Só depois conheci a Educação Intuitiva e percebi que se enquadrava nas opções que eu já fazia. Até aí achava que era uma visão pessoal, todas as pessoas à minha volta questionavam as minhas escolhas, como o parto em casa para respeitar mais o bebé e os seus ritmos, como pôr a minha a filha a dormir comigo, ou andar sempre com ela ao colo, no pano, ou ainda, hoje, continuar a dar-lhe de mamar.
Não sabia que havia um nome para tudo isso e grupos de pais que se juntavam para trocar experiências. Achei que fazia todo o sentido participar.
Penso que os pais hoje estão muito perdidos entre a forma ideal de educar e aquilo que conseguem, de facto, fazer. Por isso, estes grupos são muito úteis. Porque o mais difícil, neste processo, é lidar com as pressões exteriores.
A minha filha é bastante autónoma
Logo para começar, o parto foi muito respeitado e cada vez acho mais que o nascimento é a base de muito do que acontece ao longo da vida. Há coisas que têm explicação muito mais atrás do que nós imaginamos. Isso é logo um dos princípios da educação intuitiva.
Depois é tudo muito natural e ao ritmo dela. Até aos 12 meses, os sólidos foram sendo introduzidos muito devagar, só à medida que ela procurava. Foi alimentada sobretudo com leite materno. As pessoas achavam que ela ia ficar doente, que depois não ia querer comer.
Quando saio com ela para fazer caminhadas ou para ir às compras vai sempre no pano, desde as seis semanas de vida. Nunca usei o carrinho.
Hoje come praticamente tudo, adora comer, come sozinha com a sua colher. Para quem pensa que as crianças ficam muito dependentes, só posso dizer que a minha filha é uma criança normal, mas talvez mais autónoma do que é a média. Quando me dizem «Está muito agarrada a ti», eu respondo, «Claro, só pode estar a agarrada a mim, passa o dia comigo. A quem é que havia de estar agarrada?»
É isso que eu quero, que ela crie um vínculo grande e forte comigo. Quando se for afastando, ganhando autonomia sei que vai estar forte e segura. Esse é o instinto de todos os pais, mas por razões culturais e pela forma como está estruturada a nossa sociedade, virada para o trabalho e para as questões económicas à frente de todas as outras, vamos contrariando isso e arranjando formas alternativas que agora defendemos como as melhores.
A minha filha já vai buscar o bacio sozinha de manhã e está a deixar as fraldas. Nunca teve cólicas. Nunca esteve doente, nem mesmo quando os dentes romperam. Está sempre bem disposta.
É precisa muita disponibilidade para estabelecer limites de forma inequívoca
Agora está a começar a querer fazer valer a vontade dela. Pela Disciplina Positiva, outro princípio da Educação Intuitiva, vamos procurar estabelecer limites, mas explicando-lhe o porquê desses limites e fazendo-a ver o que acontece quando não os respeita. Trata-se de envolvê-la de criar conhecimento com ela.
É um método que eu já usava no meu trabalho com crianças. Claro que com os nossos filhos é mais difícil. Claro que vai haver conflitos, mas acredito que esta é a melhor forma de educar. Vai haver birras, vai insistir em coisas que não são as que eu quero. Mas nós, pais, estamos lá para mostrar quais são os limites e para mostrá-lo sem margem para dúvidas, sem incoerências.
É difícil, é preciso muita experiência e auto-controlo. Há sempre limites, muito bem estabelecidos, não se pense que a criança anda à deriva a fazer o que lhe apetece a cada momento. Simplesmente evitamos o Não constante e os castigos.
Sei, por experiência, que a Disciplina Positiva não leva a crianças mimadas e que não respeitam os outros. Tem o efeito precisamente contrário. O facto de participarem na criação de regras, não quer dizer que as vão transgredir mais, pelo contrário.
Claro que isto exige muito mais presença e muito mais disponibilidade. É nisso que eu acredito, é isso que eu quero dar à minha filha."
Educação positiva ou intuitiva
O ponto de partida...
... foi a Teoria da Vinculação dos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth, desenvolvida a partir do final dos anos 60. Eles mostraram que o bebé nasce com uma série de mecanismos que lhe permitem ligar-se a uma ou duas figuras de referência, normalmente a mãe e/ou o pai. A forma como decorre essa ligação vai ser determinante para todas as relações sociais do indivíduo, ao longo da vida, e para o desenvolvimento da sua personalidade.
Segundo a teoria de Bowlby, se existe na infância alguém em quem se pode confiar, que está sempre lá, que é «um porto seguro», então «os seres humanos de todas as idades são mais felizes e mais capazes de desenvolver os seus talentos».
Foi acreditando neste pressuposto que Barbara Nicholson e Lysa Parker fundaram, em 1994, a Attachment Parenting International(API). Desde logo com grupos de apoio, que divulgavam e davam suporte à passagem das teorias à prática. Na Europa o movimento está pouco divulgado, mas nos EUA é bastante divulgado e debatido. O pediatra Dr. Sears foi um dos seus precursores e continua um dos principais defensores. Também tem muitos opositores, claro. Afinal, a educação não é uma ciência exacta, como todos os pais já devem ter percebido.
Respeitar as crianças
«As pessoas que tentam respeitar as crianças enfrentam sérias dificuldades», afirma. «Não dês tanto colo, não dês de mamar à noite, estás a estragá-lo com mimos, chorar faz bem, deixa-o adormecer sozinho, eles têm muitas manhas, isso não é fome é mimo... são frases comuns que traduzem a forma como na nossa sociedade é regra educar uma criança. O objectivo principal é a independência, a autonomia, como se fosse suposto uma criança tornar-se independente na primeira infância», aponta Natália.
«É suposto uma criança ser dependente e prefiro que seja dependente de mim do que de alguém que eu não conheço. Além disso, a independência tem de vir da segurança interior e essa só se consegue com o tempo e com respostas positivas às necessidades de um bebé. Não está previsto pela natureza uma criança de três anos sair para caçar quando tem fome! É natural que sejam dependentes!».
Respeitar as crianças é fácil se fizermos o exercício de nos pormos no lugar delas. E se conseguirmos lembrar-nos da nossa infância. «Baixarmo-nos para conversarmos olhos nos olhos, ouvirmos o que nos dizem, em vez de ditarmos ordens de cima, será um bom princípio», aconselha Natália.
Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer». Descubra então que ferramentas são essas e como podem funcionar no seu filho, através dos oito princípios da Educação Intuitiva que Natália Fialho ajudou a trocar por miúdos:
1- Preparação para o parto e para a maternidade/paternidade
2- Alimentar com amor e com respeito
3- Responder às necessidades emocionais da criança
4- Promover o contacto físico
5- Responder às necessidades nocturnas das crianças
6- Garantir proximidade
7- Praticar a disciplina positiva
8- Procurar o equilíbrio entre vida familiar e pessoal
Deixar as crianças participar na solução de um problema é uma maneira de as deixar mais predispostas a segui-la. Fazer com elas um cartaz com a rotina da hora de deitar, por exemplo. Deixá-las consultá-lo e seguir a sequência, descobrindo elas o que vem a seguir a lavar os dentes e o que fazer a seguir à história. É como um jogo que as envolve e que pode evitar algum desgaste.
Quando vamos sair de um sítio onde as crianças estão muito bem a brincar, não devemos dizer de repente, está na hora de ir embora e arrastá-las por um braço porque não querem ir. As crianças envolvem-se muito nas brincadeiras e têm dificuldade em fazer uma transição de actividade. Devemos prepará-las e deixá-las participar. «Vamos combinar uma coisa: está quase na hora de ir embora, mas tu é que vais avisar a mãe. Quando acabares este puzzle, ainda podes fazer mais aquele e depois vais chamar a mãe para irmos embora, combinado?» Esta é uma forma quase garantida de evitar conflitos.
Mas os conflitos também vão acontecer. Nessa altura, a disciplina positiva propõe ensinar as crianças a respeitar todas as pessoas, como nós as respeitamos e elas. Se o seu filho bateu noutra criança no parque, em vez de o tratar como um agressor, de o envergonhar e de tratar o outro como uma vítima, deve tentar perceber o que motivou a agressão. Explicar que conversando se consegue resolver melhor os problemas. Em vez de o obrigar a pedir desculpa (que são aquelas desculpas impostas e não vêm de dentro, é como os beijinhos que os obrigamos a dar às tias chatas) tente resolver, respeitando todas as partes. E não impondo o seu poder. Deixar que as crianças tenham algum poder dá-lhes auto-estima, mas também as obriga a pensar nas consequências dos seus actos.
BabyBananaBrush
O seu Bebé já quer morder tudo?
Escova de Dentes para o bebé a partir dos 3 meses. A escova com maior sucesso junto dos bebés pois é muito fácil de agarrar.
A sua forma e dimensões são perfeitas para as mãos dos bebés.
Feita em 100% silicone semi-flexivel, evita acidentes mesmo que o bebé caia enquanto escova os dentes.
Pode ser Fervida para esterilizar e pode ir ao frigorifico para aliviar as gengivas e o crescimento dos dentes com o frio.
Desenvolvida por uma mãe/higienista dental.
Escova de Dentes para o bebé a partir dos 3 meses. A escova com maior sucesso junto dos bebés pois é muito fácil de agarrar.
A sua forma e dimensões são perfeitas para as mãos dos bebés.
Feita em 100% silicone semi-flexivel, evita acidentes mesmo que o bebé caia enquanto escova os dentes.
Pode ser Fervida para esterilizar e pode ir ao frigorifico para aliviar as gengivas e o crescimento dos dentes com o frio.
Desenvolvida por uma mãe/higienista dental.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Agora podemos andar bonitas
Pendente em silicone, porque eles adoram por na boca os colares das mães! Finalmente existem colares e pulseiras que podem morder à vontade sem se magoarem. Feitos em silicone seguro para bebés, livres de Ftalatos, BPA, PVC e Chumbo.
Vende-se no D´Barriga e em http://www.bebesdaterra.pt/
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