sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pais e Mães, mas também Homens e Mulheres


Sempre que falo com amigas e amigos pais surgem sempre as mesmas afirmações, por parte deles e delas. Parece que somos formatados pelos nossos novos papeis e que Homem e Mulher vivem as coisas de forma diferente.
Não gosto de estereotipos, mas acabo por chegar à conclusão que no meu Universo definitivamente os Pais e as Mães queixam-se das mesmas coisas e sentem os mesmos medos e emoções. Obviamente, sabendo que cada um tem a Sua personnalidade e que isso intensifica ou atenua estas sensações.

E que sensações são essas, perguntam?
Quando nos tornamos pais, assumimos novos papéis sociais, que exigem adaptação. Trata-se de uma transição profunda, que altera a nossa forma de viver e sentir. Mesmos os casais mais ajustados sofrem tensão na transição, devido a pressões psicológicas e sociais.

Um ponto de stress surge com a divisão das tarefas domésticas e dos cuidados do bebé. A divisão de tarefas domésticas acaba por não ser tão equilibrada como gostariam o que gera conflitos no casal.

Diferenças Homens/Mulheres

As Mulheres queixam-se de uma diminuição da satisfação conjugal e sofrem o maior índice de mudança pessoal.

Os Homens têm a percepção do declínio da satisfação conjugal.

Mães investem mais e envolvem-se mais com os filhos.

Pai faz um maior investimento em actividade lúdicas com o filhote.

Mães participam no cuidado primário dos bebés e os pais ajudam e não dividem as responsabilidades parentais. A mãe acha que deve exercer todos os cuidados, afastando o pai, originando sentimentos de ciúme e insegurança.

Pais decepcionados com o papel secundário que assumem na vida da mulher após a paternidade.

Comum aos dois: perda de intimidade na relação conjugal, perda de espaço em casa e perda de tempo disponível para si mesmos.


Le Masters citada por Rocha

“as mulheres, quando se tornam mães, tendem a reclamar de um cansaço crónico, de um confinamento prolongado dentro de casa e uma vida social menos activa, das longas horas de vigília a que são submetidas e de uma queda vertiginosa nos padrões de arrumação da casa. Além disso, elas demonstram uma certa insatisfação e uma preocupação excessiva consigo mesma e com sua aparência.”"Os maridos repetem os mesmos temas, queixam-se de uma aumento da pressão sócio-economica e um declínio da correspondência sexual das esposas. Grande parte da amostra de casais da sua pesquisa afirma que o nascimento do primeiro filho correspondeu a uma ampla e severa crise nas suas vidas, porém consideram que valeu a pena."

Apesar de todos estes sentimentos, se existir cumplicidade e amor entre o casal, estas questões são ultrapassadas. Também nós temos de crescer e pensar menos no imediato (estes sentimentos são só nos primeiros tempos).

Eu e o N. também tivemos o nosso período de adaptação, embora o N. seja fantástico e me ajude imenso com a Mel. Mas passamos por alguns dos items acima expostos, contudo nada que dois berros e muitos abraços não ultrapassem. Sim, às vezes a tensão é libertada assim.

E esta é a mais pura das verdades "Vale tudo a pena"...

1 comentário:

  1. Touché!Adoro o teu blogue!

    Estive numa consulta esta semana e a médica quando soube que tinha sido Pai disse-me "existe a vida antes dos filhos e a vida apôs os filhos, nada será igual..." Só faltava o eco e as tres trovoadas a seguir...

    De qualquer maneira, que a nossa vida muda muda! mas Quote "vale tudo a pena"...

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