quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Relaxar para crescer
Segunda-feira: toque atrás de toque, elas correm de sala para sala. Chegado o fim das aulas, agarram na mochila, já a caminho do automóvel e disparam rumo à Natação, Ténis, Judo ou Inglês, engolindo um lanche para aconchegar...preparam-se à pressa, que o tempo voa! Finda a actividade, arrancam para casa a todo o vapor, mergulham no banho, jantam e saltam para a cama (isto nos dias calmos, nos quais não há trabalhos de casa para realizar). Amanhã será terça-feira...
O ritmo exasperante a que habituamos as nossas crianças, de forma a corresponder às exigências crescentes da sociedade imediatista em que vivemos, traduz-se em horários a full-time, em que são equiparadas a ‘mini-adultos’. O desejo natural dos pais de as dotar e capacitar de mais recursos e “ferramentas”, para enfrentar os desafios, representa um acréscimo de oportunidades para o desenvolvimento da criança. Contudo, importa considerar que a criança precisa de momentos para relaxar.
A desvalorização dos momentos de relaxamento, por parte dos pais, associada à adopção do papel de ‘mini-adulto’ pela criança; a ocorrência de mudanças familiares; situações de crise; problemas na escola entre outros, podem originar estresse, dificuldades em gerir a ansiedade, perturbações do sono, alterações do comportamento e mesmo, do desempenho académico desta.
STOP: MOMENTO PARA RELAXAR
As técnicas de relaxamento são utilizadas na maioria das intervenções psicológicas a problemas que manifestam sintomas de ansiedade. De igual modo, o relaxamento pode ser promotor do desenvolvimento da criança e, simultaneamente, revelar-se um factor preventivo de eventuais complicações como as já mencionadas. Para tal, os pais podem incrementar esta prática no quotidiano da criança.
Enquanto agentes modeladores do comportamento da criança, compete aos pais apoiar e orientar o processo de parar para sentir, pensar, consciencializar-se, enfim relaxar. À medida que os pais lhe ensinam modos de relaxar, a criança interioriza-os e aprende a considerá-los um recurso ao longo da vida.
O relaxamento permite à criança renovar e ampliar, mental e fisicamente, a sua energia. Ajuda-a a expandir o conhecimento de si e dos outros, aumenta a sua auto-estima e favorece a aprendizagem de modos de actuar perante situações geradoras de estresse. Desta forma, competências essenciais como; atenção, memória, auto-regulação, criatividade, resolução de problemas, consciência de si, do seu corpo, das suas sensações e emoções, capacidade de escuta e análise, entre outras, são aprendidas e/ou potenciadas, favorecendo o seu desempenho em ocasiões futuras, nos mais variados contextos. Isto é, desenvolve novos recursos emocionais e cognitivos, através do ensaio de diferentes respostas exploratórias às dificuldades sentidas.
SAIBA AJUDAR
Existem diversas práticas de relaxamento que podem ser efectuadas de forma lúdica e apelativa entre pais e filhos, sem grande complexidade. Eis as algumas ideias:
Ensine-o a respirar
O respirar de forma profunda e compassada promove uma diminuição da activação fisiológica e, consequente, distensão muscular. Use um balão ou um apito para tornar a tarefa mais aliciante. No caso de optar por um apito, a respiração deve ser lenta a ponto deste não emitir qualquer som.
Usar a distracção
Existem actividades que, só por si, podem induzir estados de relaxamento. Tais como, a leitura de um livro ou revista, pintar, escrever, andar de bicicleta, dançar, etc. Além de distrair a criança quando está tensa ajuda-a a descentrar-se das suas preocupações.
Aliviar a tensão muscular
Peça à criança que se deite confortavelmente e feche os olhos. De seguida, ensine-a a concentrar e anular a tensão numa determinada parte do corpo, percorrendo sucessivamente todas as partes. Recorra a instruções como, “Faz força no braço direito.”, “Descansa-o.” Este exercício possibilita uma descarga das tensões acumuladas.
O poder do toque
O toque das pessoas significativas reduz os índices de ansiedade e transmite uma sensação de segurança e bem-estar. Um abraço, beijo, carícia, massagem, cócegas suaves, exemplificam contactos físicos que ajudam a criança a relaxar.
Contudo, este contacto físico não agrada a todas as crianças. Assim sendo, os pais podem deixar que seja ela a tocar-lhes. Por exemplo, permitindo que ela os penteie, massaje, faça cócegas, etc.
Utilizar a música
Coloque uma música calma, ainda que de fundo, o que incita um estado de relaxamento, quer aos pais, quer aos filhos. Esta prática minimiza o estresse ligado às rotinas diárias.
Falar de emoções
Por vezes, a criança sente medo e constrangimento em expor abertamente as suas emoções e sentimentos, por se considerar diferente, o que lhe pode causar ansiedade, tristeza, zanga, etc. Proporcionar momentos de diálogo espontâneo, com a criança, acerca dos sentimentos e emoções de ambos, permite-lhe sentir alívio e aceitação, por parte dos outros.
Elabore verbalizações que expressem claramente emoções como, por exemplo, “Sentes-te preocupado com o teste de amanhã?”, “Por vezes, quando tinha a tua idade, também me sentia nervoso.”, “Ficas-te com medo por o pai estar doente?”
Descontrair pela visualização
Esta prática pode revelar-se muito útil na hora da criança ir dormir.
Mais uma vez, a criança deve deitar-se confortavelmente e fechar os olhos. De seguida, peça-lhe para se visualizar num lugar do agrado da mesma, de preferência tranquilo e familiar, como a praia ou um campo. Posteriormente, sugira-lhe que imagine sensações características desse lugar (por exemplo, ouvir o som do mar ou do vento nas árvores, sentir o sabor de um gelado). Pode ser praticada em família, sem fronteiras para a imaginação.
Relaxar a brincar
Vestir a pele de um herói, construir um castelo, ser médico, professora ou pirata, fazer um puzzle, jogar à bola ou à apanhada... Brinque com a criança.
Brincar é o meio privilegiado desta explorar, conhecer e comunicar as suas vivências interiores. Ajuda-a a relaxar e a lidar com medos e angústias próprias da sua idade, estimulando a imaginação e criatividade.
Independentemente das práticas utilizadas, a premissa é relaxar. Páre, relaxe e divirta-se com o seu filho.
Escrito por Lúcia Fernandes (Psicóloga e Psicoterapeuta) e Bruno Gomes (Psicólogo e Psicoterapeuta)
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Como Melhorar a Autoestima dos Nossos Filhos
◦ É importante permitir às crianças a livre expressão dos seus sentimentos, mesmo os negativos. Por vezes, desvalorizamos sentimentos muito fortes das crianças, com expressões como "não se chora", ou "isso não é nada". Se a criança sente, é porque tem razões para isso, e é importante validar esses sentimentos e permitir-lhe que os partilhe connosco.
◦ Nem sempre é possível mas, quando for apropriado, permita que as crianças tomem as suas próprias decisões. Pode-se, por exemplo, pedir que opinem sobre questões como onde ir passear, que actividade realizar, entre outras. Tal faz com que se senta importante, valorizada e respeitada.
◦ Tal como os adultos, as crianças também apreciam (e merecem) que respeitem os seus espaços e limites. Expressões como "com licença" e "obrigado" podem ajudar a que a criança se sinta confiante e respeitada.
◦ Ouvir as crianças. Mesmo nos momentos em que sentimos pressa, é importante parar para ouvir e valorizar o que a criança nos transmite. Quando tal não é possível, é preferível explicar que será melhor falar sobre esse assunto mais tarde. Mas, mal seja possível, aborde novamente a questão junto da criança.
◦ Elogie-as com frequência, mas quando e onde o merecerem. Os elogios são uma óptima ferramenta para a construção da auto-estima, mas só quando atribuídos pelo mérito, e de forma coerente. Mais do que o resultado, reforce o esforço da criança para ser bem sucedida.
◦ É frequente em nós, adultos, esquecermo-nos de que já fomos crianças, e de que a sua forma de entender e percepcionar o mundo é muito diferente da do adulto. Procure empatizar com a criança, e perceber como ela se sente em determinado momento. Deste modo, será para nós mais fácil entender o seu ponto de vista e, assim, lidar com ela.
◦ Partilhe com os seus filhos os seus gostos, o que valoriza e o que ama.
◦ Enquanto modelo para as crianças, transmita e seja entusiasta, positivo e alegre.
◦ Ao reencontrar o seu filho após um dia de trabalho, experimente perguntar pelas coisas boas do seu dia, o que mais gostou, o que valorizou. De seguida, expresse-lhe igualmente o que mais gostou do seu dia.
◦ É sempre positivo interessar-se pelos pequenos êxitos das crianças, e "perder" alguns minutos a elogiar as primeiras tentativas no caminho certo.
◦ O nosso cansaço, muitas vezes resultado de um dia de trabalho, pode potenciar momentos em que "descarregamos" nas crianças de forma descontextualizada e injusta. É necessário avaliarmos o nosso estado e, quando necessário, recorrer ao parceiro para que lide com determinadas situações, resguardando o adulto mais cansado (e a criança).
◦ Esta é uma verdade que deve ser aplicada para todas as crianças mas que, torna-se mais relevante quando se trata de irmãos: o recorrer às comparações para repreender ou fazer a criança ver qual o comportamento desejável não é uma boa estratégia pedagógica. Não é positivo para nenhuma das crianças, e há sempre alguma que fica prejudicada com a situação.
◦ Termina-se com uma proposta: uma vez por dia (no mínimo), elogiar algo bem feito de cada criança, com naturalidade e no momento em que a criança realiza o comportamento alvo do elogio.
Bruno Pereira Gomes - Psicologo
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Ter alergias em Portugal
Para algumas crianças que sofrem de alergias, o único leite/alimento que podem ingerir é um leite intitulado de NEOCATE.
No Brasil, como em todos os Países da Europa, este leite especial é comparticipado pelo estado. Em Portugal não o é. Eu felizmente ainda amamento e tenho apenas uma lata para qualquer eventualidade. Mas há famílias que gastam 1.700 euros por mês neste leite, porque os seus filhos só podem consumir este suplemento, nada mais, nem carne, nem peixe, nem legumes. Nada. Cada lata custa cerca de 60 € e dá para 3 dias (correspondente ao peso da minha filha)... E foi um senhor do PS que retirou a comparticipação... Solução para estas famílias? Muitas recorrem a familiares que vivem noutros países europeus...
A Mel está a tentar a carne de vitela (depois de fracassado o frango, o perú e o coelho) e até agora está tudo bem... Eu nem acredito, espero que se mantenha assim.
Mas para a futuras mamãs, seguem umas dicas, que ajudam a prevenir a alergia multipla. E nunca deixem que na maternidade lhe dêem leite artificial, porque pode despoletar alergias.
Prevenção da alergia múltipla
É possível prevenir ou retardar a aparição de alergias em crianças mediante intervenções dietéticas que se iniciam desde a gravidez. Em mães com antecedentes alérgicos, recomenda-se evitar durante a gravidez os alimentos alergénicos tais como, leite, ovo, peixe, mariscos, amendoins e soja, e substituí-los por outros que não comprometam seu estado nutricional, complementando com cálcio quando necessário. A mãe deve continuar a evitar os alimentos durante o aleitamento materno exclusivo e mantê-lo por no mínimo seis meses, já que alérgenicos alimentares podem ser transmitidos através do leite materno.
Mães que relatam ter ingerido alimentos alergénicos, como amendoim ou nozes quando grávidas e quando amamentavam os seus filhos, sentem-se culpadas por acreditarem que a alergia da criança tenha sido causada pelo aleitamento materno.
A introdução de alimentos sólidos com potencial alergénico deve ser adiada em crianças com antecedentes familiares de alergia. Recomenda-se que a introdução desses alimentos aconteça após o primeiro ano de idade para alimentos como, ovo, pescados e soja. Por volta dos três anos de idade, pode-se introduzir o amendoim.
Apesar de todas as dificuldades quanto ao diagnóstico correto da alergia alimentar, a sua importância é inquestionável na faixa etária pediátrica, sendo necessária uma abordagem ampla, na qual envolve atendimento multidisciplinar e a conscientização da família quanto à importância das orientações a serem seguidas, objetivando o controlo dos sintomas.
Crianças com alergia múltipla devem ser encaminhadas para um Nutricionista para se assegurarem que a dieta de eliminação da criança seja nutricionalmente adequada.
Cuidados con as reações alérgicas na crianças
A alergia pode ser fatal. Existem formas de reações alérgicas que podem matar em alguns minutos: o edema de Quincke e o choque anafilático. O edema de Quincke é caracterizado por um inchaço localizado ao nível das vias respiratórias. A pessoa afetada pode assim ser vítima de asfixia. Já o choque anafilático é uma reação generalizada grave, que começa por um mal-estar e que pode levar a uma insuficiência circulatória aguda, acompanhada de dificuldade respiratória. Na ausência de tratamento (injeção de adrenalina), a violência deste choque pode levar à morte. As picadas de himenópteros (abelhas,vespas), certos medicamentos e alimentos podem provocar este tipo de reação.
A alergia pode ser fatal. Existem formas de reações alérgicas que podem matar em alguns minutos: o edema de Quincke e o choque anafilático. O edema de Quincke é caracterizado por um inchaço localizado ao nível das vias respiratórias. A pessoa afetada pode assim ser vítima de asfixia. Já o choque anafilático é uma reação generalizada grave, que começa por um mal-estar e que pode levar a uma insuficiência circulatória aguda, acompanhada de dificuldade respiratória. Na ausência de tratamento (injeção de adrenalina), a violência deste choque pode levar à morte. As picadas de himenópteros (abelhas,vespas), certos medicamentos e alimentos podem provocar este tipo de reação.
Uma alergia não tratada pode manter-se durante toda a vida e pode mesmo complicar-se ou agravar-se. No entanto, se for controlada a tempo, pode desaparecer. Os medicamentos como os anti-histamínicos e os corticosteróides proporcionam alívio imediato, mas não tratam o problema de fundo. A dessensibilização alergénica é um tratamento mais específico e consiste na readaptação progressiva do organismo ao alérgeno responsável pela doença alérgica. O ideal é combinar estes dois tipos de tratamentos.
Existe uma predisposição genética para a alergia. Quanto maior o número de pessoas dentro de uma família com casos de alergia, maior o risco da criança nascer com algum tipo de alergia:
- 15% se não houver hereditariedade.
- 15% se não houver hereditariedade.
- 40% se o pai ou a mãe for alérgico(a).
- 60% se o pai e a mãe forem alérgicos.
- 75% se o pai, a mãe e um membro da família próxima forem alérgicos.
É a sensibilidade alérgica que se transmite e não a alergia em si mesma (os filhos não serão forçosamente alérgicos ao mesmo alergénio que os pais).
Alergia Multipla
"Alergia infantil múltipla
Escrito por Pablo Zevallos
É cada vez maior o número de crianças com algum tipo de alergia. Segundo especialistas, 1 em cada 3 adultos e 4 em cada 10 crianças tem algum tipo de alergia. Têm aparecido casos de alergia total a comida. Hoje no mundo, cerca de 30% da população tem algum tipo de alergia. A previsão para o final do século é de 50%.
A alergia trata-se de uma verdadeira guerra do organismo visando expulsar um corpo estranho. Os anticorpos provocam no sangue, liberação de histamina, substância responsável pelos sintomas mais comuns da alergia, como os espirros.
No Brasil, o casal de irmãos João Víthor e Nicole também desenvolveram casos curiosos de alergia. Nicole, de 2 anos só pode beber bebida láctea. Cada lata dura em torno de 1 dia e meio e custa por volta de R$ 500,00. Já seu irmão João Víthor, só pode tomar outro tipo de leite (a lata custa R$ 450,00) e só come carne de rã (R$ 60,00 o quilo). Segundo a mãe, o mais difícil foi o diagnóstico da alergia múltipla. Desde que nasceu, o menino vomitava muito e tinha diarréias contantes e sempre diagnosticavam como virose ou fome. Somente aos 9 meses de idade receberam o diagnóstico, quando iniciou o tratamento.
Os meninos têm alergias a sabonete, cremes hidratantes e a alguns medicamentos. João Víthor não foi para a escola porque os médicos também identificaram alergia a cola, giz de cera, massinha de modelar e outros itens presentes na sala de aula.
A esperança dos pais é que alguns médicos afirmam que o caso deles evoluem para a cura, mas não tem data definida para isso.
A Prefeitura de Goiânia custeia as latas de leite para as crianças, mas sengundo a mãe, de vez em quando atrasam e têm que recorrer ao Ministério Público.
É importante alertarmos que as crianças brasileiras tem direitos legais ao fornecimento de medicamentos e atendimento médico especializado. Muitas vezes é necessário mover uma ação judicial. Leites especiais e medicamentos de alto custo, o governo deve assumir."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Perspectivas nº2 - "Mamã - Fazes-me sentir tão feliz"
A diversão conjunta liberta dopamina e opinóides no cérebro do seu filho. Com o tempo, ele irá associar os relacionamentos humanos com boas sensações, calor emocional e espirito brincalhão. Tudo isto é fundamental para ele ser capaz de desenvolver relacionamentos positivos na vida.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Perspectivas - nº1 - Tristeza
Ignorar a tristeza de uma criança pode levá-la a aprender a desinteressar-se dos outros. É importante ser-se sensível à sua dor emocional e mostrar-lhe sempre compaixão pela sua angústia genuina.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Mito nº 4 - O Meu filho deve ir para o Infantário por volta dos 2, 3 anos
"A pesquisa científica demonstra uma melhoria no desempenho cognitivo de uma criança que frequentou um infantário antes dos cinco anos de idade. Mas, infelizmente estas mudanças positivas não encontraram extensão semelhante na saúde e na inteligência emocionais. Aqui, verificamos que o oposto é verdade."
A Ciência da Paternidade - Margot Sunderland
Em bebés com menos de um ano os efeitos nefastos são ainda maiores, porque estes aprendem a calarem os seus sentimentos.
As crianças apresentam níveis elevadíssimos de cortisol, aumentando a agressividade, a sua não sujeição e a uma dificuldade de relacionamento entre pais e filhos.
Os bebés até aos dois anos podem considerar difíceis os dias passados no infantário porque não fazem ideia do tempo, não tendo por isso noção de quando o pai ou a mãe o vão buscar.
Tenho a sorte de ter uma Mãe disponível, que adora a Mel... Mas e as Mães que não têm? Que outro remédio têm? Por isso, é que cada vez menos acredito neste sistema social, nesta sociedade estranha que nos obriga a fazer aquilo em que não acreditamos (estilo carneirinhos)...
Queria poder ter mais tempo para a minha filha e não me submeter a regras estúpidas, que obedeço cegamente, por razões quase desconhecidas!
Por isso, quem tiver avós disponíveis ou uma ama amorosa e confiável, não pense duas vezes... o seu filho tem a vida toda para socializar e mil e uma oportunidades para o fazer de outra forma...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Ser Mãe e Mulher
Não sei se é algo generalizado, é pelo menos algo que sinto e que nunca tinha percepcionado em "Mães"...
Ser Mãe transformou-me numa Mulher mais forte e confiante.
Muito se fala nas inseguranças femininas, seja no seu papel de Mãe, seja no de Mulher, devido às alterações decorrentes no corpo devido à gravidez. Mas eu não as sinto... É incrível e nem sei como explicar... porque de facto tenho a necessidade de ser uma Mãe perfeita, contudo não sofro de ansiedade... Sinto-me extremamente magra (nunca pesei 45 kilos e não gosto de me ver assim), mas ao mesmo tempo sinto-me muito confiante (estilo super mulher - talvez um bocadinho menos:))...
Enfim, um mix de coisas...
E acima de tudo, cada vez mais acredito que o equilibrio e a confiança nascem dentro de nós. Espero que esta alegria e serenidade tornem a minha filha na criança mais feliz do Mundo, porque ela fez de mim a Mulher mais feliz do mundo.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Meias para gatinhar
Não são o máximo?
Com as collants de gatinhar da Sterntaler ninguém pára o seu bebé! Com uma sola anti-derrapante que permite a tracção necessária caso do bebé se levante, anti derrapante no peito do pé para dar segurança evitando que as pernas escorreguem e Joalheira anti derrapante que protege e dá traccção para um gatinhar seguro. Com motivo na parte de trás. Podem ser secas na máquina e tal como todos os texteis Sterntaler têm certificação Oeko-tex 100 que atesta que toda a sua confecção é feita livre de quimicos nocivos.
Também quero umas... Onde? Na Ecological Kids http://www.ecologicalkids.pt/
Com as collants de gatinhar da Sterntaler ninguém pára o seu bebé! Com uma sola anti-derrapante que permite a tracção necessária caso do bebé se levante, anti derrapante no peito do pé para dar segurança evitando que as pernas escorreguem e Joalheira anti derrapante que protege e dá traccção para um gatinhar seguro. Com motivo na parte de trás. Podem ser secas na máquina e tal como todos os texteis Sterntaler têm certificação Oeko-tex 100 que atesta que toda a sua confecção é feita livre de quimicos nocivos.
Também quero umas... Onde? Na Ecological Kids http://www.ecologicalkids.pt/
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Como estimular o meu Bebé? Dicas
1º. mês - Converse ou cante para o bebé. O som da sua voz é reconfortante e transmite-lhe segurança.
Faça massagens à criança, estimule cada parte do corpo dela: pés, mãos, costas, rosto. Pode-se colocar música suave e revelar, através deste contacto físico, os seus sentimentos por ele pois, o toque das mãos transmite amor, carinho e segurança.
2º mês - Apresente objectos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos.
Junto ao berço coloque um móbil colorido dentro do campo de visão do bebé.
3º. mês - Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebé tentará imitar e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos.
Estimule o tacto do bebé com objectos de diferentes texturas. Ex.: passar no pé ou na mão dele uma pluma e observar as reacções; encostar na mão algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado apoiado por almofadas.
4º. mês - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebé tentará imitar.
Mande-lhe brinquedos (bolas, dados) para ele tentar agarrar.
5º. mês - Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que ele agarrar, vai levar à boca.
Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. Espalhe brinquedos à sua volta deixe-o a brincar no chão.
6º. mês - Durante as refeições relate ao bebé o que ele está a comer. Mostre-lhe os alimentos.
Nesta fase, convide a criança para passear, e espere que ela lhe estenda os braços.
Imite o barulho dos animais e objectos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre, deixe-o próximo das árvores, para que ele observe o balancear o e barulho das folhas.
7º. mês – Proporcione à criança a manipulação de brinquedos que façam barulho, de diferentes cores, formas e tamanhos. Coloque-os próximos do bebé e estimule-o de modo a ele ir buscá-los.
Ensine-o a dizer adeus. Em pouco tempo repetirá os gestos dos adultos.
8º. mês - Brinque às escondidas com uma toalha ou cortina. Permita que a criança mande objectos para o chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento. Desta forma, está-se a fomentar a noção de causa e efeito.
Conte histórias, mostrando as imagens do livro.
9º. mês - Deixe perto do bebé brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e a encaixá-los.
Quando junto do bebé, relate-lhe tudo o que faz. Ele começará a repetir sílabas. Converse sobre animais e imite o barulho dos mesmos.
10º. mês - Converse com o bebé e dê-lhe alternativas. Por exemplo: "Queres o urso ou a bola". Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido.
Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará os seus monossílabos.
Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, está a incentivar a linguagem.
11º. mês - Participe nas brincadeiras da criança. Deixe à mão objectos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde.
Chame a atenção dele para objectos e animais conhecidos e também para as novidades.
Estimule-o a beber água em copos ou com o auxílio de palhinhas.
12º mês - Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique-lhe tudo: o que estão a fazer, onde vão, etc... Brinque às escondidas ou à apanhada com a criança. Jogue à bola com ela.
Psicólogo Bruno Pereira Gomes
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Mito nº3 - Os dentes dão febre
Os dentes não dão febre!! É comum ouvir esta expressão mas ela não é verdadeira. Os dentes ao romperem tornam o bebé mais irritado e fazem com que se babem mais. Eles levam muitas vezes as mãos e os objectos contaminados à boca, o que provoca uma maior probabilidade de infecção. As infecções, essas sim, dão febre, e quase sempre, simultaneamente "ao nascer dos dentes" existe uma constipação.
Fonte: Momentos Pediátricos http://mo-mentospediatricos.blogspot.com/2010_04_25_archive.html
Febre
A minha Mel está de rastos.. Febre alta, dores abdominais, dorme mal e umas diarreias. Eczema na pele e muito aborrecimento.
É a primeira vez que a vejo assim... Já teve doentinha, mas não neste estado.
Fica caidinha, com os olhos fundos e o meu coração fica apertado, apertado...
Para mamãs e futuras mamãs stressadas
Fique atento aos principais sinais de stress
Quando o stress atinge níveis elevados pode representar uma ameaça grave à saúde, gerar esgotamento e desencadear doenças como úlceras, dores crónicas, problemas cardíacos, dermatológicos, depressão, entre outros. O nível de stress depende de como cada um lida e interpreta as situações do dia-a-dia. Saber o que gera tensão e ansiedade e aprender a lidar com os conflitos e emoções é fundamental.
Então, para manter o stress sob controlo, é importante que você reveja e modifique seu estilo de vida. Não existe receita pronta, mas algumas dicas são válidas:
- Respeite e valorize seu corpo e sua mente;
- Conheça seus desejos, competências, conflitos e dificuldades;
- Procure dosear prazer e obrigações;
- Organize sua agenda e compromissos;
- Não seja perfeccionista (esta é difícil para mim!!);
- Aprenda a dizer “não” (esta é para ti amiga S.);
- Identifique suas principais fontes de stress;
- Faça pequenas pausas no trabalho;
- Procure actividades de lazer;
- Nas férias procure relaxar;
- Cultive os seus amigos e os relacionamentos familiares;
- Pratique exercício físico;
- Procure ter uma alimentação saudável e balanceada;
- Durma o suficiente para descansar (para mim, neste momento também é difícil);
- E a minha preferida: “Mude de canal” quando estiver aborrecido – ouça uma música, lembre-se de algo bom que fez ultimamente, imagine-se num lugar que lhe inspira segurança e bem-estar;
Sei que é dificil, mas lembre-se que só se vive uma vez.. ou talvez mais... Mas só uma de cada vez:)
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Mimar bebés torna-os adultos menos stressados
Um estudo publicado no “Jornal de Epidemiologia e Saúde Comunitária”, um jornal norte-americano, demonstra que mimar os bebés os torna mais bem preparados para enfrentar os problemas da vida na idade adulta. Na pesquisa realizada durante vários anos com 482 pessoas no Estado americano de Rhode Island, os cientistas compararam dados sobre a relação dos bebés de 8 meses com a sua mãe e o seu desempenho emocional, medido por testes, aos 34 anos de idade.
Eles queriam verificar a noção segundo a qual os vínculos afectivos fortes a partir da primeira infância fornecem uma base sólida para se sair bem diante dos problemas da vida.
Até então, os estudos sobre o assunto eram baseados em relatos de lembranças da infância, sem nenhum acompanhamento.
Em cerca de um caso em dez, o psicólogo notou um baixo nível de afecto maternal em relação ao bebé. Em 85% dos casos, o nível de afeição era normal, e elevado em 6% dos casos.
Essas pessoas acompanhadas foram testadas, depois, aos 34 anos, sobre uma lista de sintomas reveladores de ansiedade e hostilidade e mal-estar em relação ao mundo.
Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objecto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos. A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar.
Segundo eles, isto confirma que as experiências, mesmo as mais precoces, podem influenciar na vida adulta. As memórias biológicas construídas cedo podem "produzir vulnerabilidades latentes", diz o estudo.
Eu mimo muito a minha filhota e vou continuar a mimar... sempre...
Mito nº 2 - Os bebés ficam mimados se pegarmos muito neles?
Pelo contrário. Durante os primeiros meses, pegar nele fá-lo sentir-se amado e seguro. Tornam-se bebés mais calmos e felizes.
E todas nós queremos que os nossos filhotes sejam muito felizes...
E todas nós queremos que os nossos filhotes sejam muito felizes...
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