Estou com uma enorme vontade de renovar o meu jardim, criar um espaço único, de recolhimento e fantasia, para mim, para o N. e para a nossa sweet Mel.
Já tenho a sorte de ter um espaço verde, que a maioria de nós, que vivemos na cidade, não temos, agora só falta transformá-lo. Espero é consegui-lo com pouco dinheiro!
O N. diz que coloca o estrado e eu ando a magicar o resto... Vamos lá ver!
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Tentação
Não são uma tentação? Queria comprar umas para a minha filha e outras para mim (esta parte é bem mais dificil)!
Em baixo de forma
Ando meia enjoada, com tonturas e muito cansada. É certo que não durmo bem há algum tempo, mas desconfio que o problema seja outro.
Desde que no Hospital me disseram que podia ingerir alimentos que contivessem proteínas de leite de vaca, porque a Mel já o tolerava, comecei a comer pão com manteiga, iogurtes, queijo, gelados, bolachas...
Enfim, tirar a barriga de misérias.
Sempre tive uma alimentação saudável e estes excessos devem-me estar a dar cabo do meu organismo. Sinto-me pouco saudável. Confesso que o prazer de comer, não compensa o mal-estar global. Gosto de sentir o corpo em harmonia e equilibrado.
Por isso, está decido, vou voltar aos meus velhos habitos. Legumes, fruta, e mais legumes e fruta, cereais e alguns (poucos) laticínios.
No que respeita ao equilibrio mental, nunca me senti assim, tão plena, tão completa, tão feliz! E a Mel contribui muito para isso!
Depois de fins-de-semana de trabalho, finalmente vou tirar uns dias para saborear a minha filhota.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Vídeo para amigas grávidas
Aviso prévio: Não é recomendável a indivíduos do género masculino (eles não iam aguentar), nem a Mulheres facilmente impressionáveis!
Sei que é um pouco explicito demais, mas resolvi postá-lo, porque tenho algumas amigas grávidas e achei este vídeo bastante esclarecedor. Tira um pouco aquela ideia de que ter um filho implica uma dor insuportável.
http://www.youtube.com/watch?v=cc43BDu_RoY&feature=related
Não coloquei o video directamente, porque assim, quer não quer, não vê.
Sei que é um pouco explicito demais, mas resolvi postá-lo, porque tenho algumas amigas grávidas e achei este vídeo bastante esclarecedor. Tira um pouco aquela ideia de que ter um filho implica uma dor insuportável.
http://www.youtube.com/watch?v=cc43BDu_RoY&feature=related
Não coloquei o video directamente, porque assim, quer não quer, não vê.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Os signos e as crianças
Os astros podem ajudar-nos a entender melhor as crianças e, consequentemente, a educá-las.
Carneiro
Esse pequeno nativo costuma ser muito decidido desde bem novo! Ele é capaz de se impor até perante os adultos! Por ser autoritário, ele sempre vai liderar seu grupinho de amigos. Para educá-lo, é preciso mostrar firmeza e não fazer todas as suas vontades. Essa criança frequentemente é impaciente, ansiosa e cheia de energia. Uma boa dica é colocá-la para fazer alguma actividade física e nunca deixá-la sem nada para fazer dentro de casa.
Touro
O pequeno taurino costuma ser teimoso e ciumento. Por isso, é preciso fazê-lo entender que os pais não são propriedades dele. Na hora de se desfazer dos brinquedos dessa criança, nada de decidir sem que ele saiba, já que ele se apega demais às coisas materiais. O contato físico é algo muito importante para o taurino desde o seu nascimento. Ele precisa ser cuidado com beijos, abraços e muito carinho.
Gémeos
A especialidade do pequeno geminiano é encher os pais de perguntas! É preciso paciência para explicar a este pequeno nativo tudo o que ele quiser saber. Já que se interessa tanto por novos conhecimentos, o ideal é que se estimule desde cedo neste nativo o hábito da leitura. Faça com que ele leia nas suas horas vagas. Outra coisa que o pequeno geminiano sabe fazer bem são amizades! Sempre muito falante, ele sempre será destaque na sala de aula. Só é preciso cuidado com a tendência que eles têm de fantasiar as coisas... É normal que as crianças desse signo gostem de aumentar e inventar histórias.
Caranguejo
Estes pequenos nativos costumam ser caseiros e ter dificuldade para fazer amizade com os vizinhos e os colegas de escola. O caranguejo, desde bem novinho, costuma demonstrar sua timidez. Não se assuste com a mania destas crianças de guardar bugigangas, pois elas vão querer coleccionar tudo o que puderem. Por ser muito manhoso, é bom ter cuidado para não mimar demais esse nativo, pois ele sabe como ganhar qualquer adulto no choro. É preciso criá-lo com muito carinho e incentivá-lo a fazer coisas novas e ganhar independência.
Leão
Cheio de ideias e independente, o pequeno leonino tem uma personalidade forte e gosta de se meter em todos os assuntos. Adora brincar com muitas crianças, desde que ele esteja sempre em destaque. Na escola, sua aula preferida é a de artes. É preciso ensinar-lhe desde cedo que as pessoas são diferentes e que não se pode ditar regras. Quando as coisas não acontecem do seu jeito, pode mostrar-se mal humorado.
Virgem
Desde bem pequeno, o virginiano demonstra habilidade manual e um óptimo raciocínio. Gosta de brincadeiras inteligentes, como jogos de adivinhações e educativos. Depois de brincar, o pequeno nativo vai organizar seus brinquedos. Já que adoram organizar tudo, os pais devem incentivá-los a ajudar nas tarefas do lar. A dedicação às pessoas estará presente desde seus primeiros passos.
Balança
A criança libriana é sociável, simpática e criativa. Adora passar o tempo livre com livros de colorir ou quadrinhos de pintura. Esse pequeno pode apresentar dificuldades para tomar decisões, por isso, é preciso que os pais o ajudem e o encorajem nessas horas. Seu comportamento é sempre muito agradável e adora conviver com os amiguinhos. Brincar sozinho é uma coisa que esse pequeno não sabe fazer muito bem.
Escorpião
O pequeno escorpiano é emocional, mas pode se mostrar indiferente. É preciso que os pais o façam entender que as pessoas são diferentes e que é preciso aprender a tolerar o lado positivo e negativo de cada um. Se isso não acontecer, esse pequeno tende a ser radical e a falar o que pensa, podendo magoar seus amiguinhos. Não importa a brincadeira, o que ele quer é vencer! Esse nativo gosta de brincadeiras de esconder e que exijam observação.
Sagitário
A criança de Sagitário topa qualquer brincadeira...O importante é se divertir! Por ser muito inquieta e espontânea, pode acabar não deixando ninguém brincar, pois vai querer fazer tudo sozinha. Os pais precisam ter cuidado para que o pequeno não fique acostumado a fazer tudo o que quer. Actividades ao ar livre e desporto são as melhores opções para entreter esses pequenos.
Capricórnio
Esse pequeno nativo sabe ser educado e respeitar seus pais. A criança capricorniana adora brincar com adultos e fazer de conta que está trabalhando. Ela não se deixa intimidar nunca e gosta que seus pais transmitam a ele força e segurança. Mostra-se de forma distante e desprendida para camuflar a sua sensibilidade. É preciso criá-lo com carinho e segurança, pois bem cedo já vão demonstrar maturidade.
Aquário
Inquieto, porém meigo. O pequeno aquariano é cheio de ideias e muito curioso! Esse nativo está sempre procurando o que fazer. Desde bem novo, demonstra seu interesse por tecnologia, e costuma adorar vídeo games e jogos tecnológicos. Os pais devem aceitá-lo, e não, querer mudá-lo, pois isso pode aumentar a sua rebeldia. Cuidado com os castigos! Deixá-lo um tempo sem poder falar com o amiguinho já é uma boa lição.
Peixes
Muito sensível e emotivo, o pequeno pisciano tem um ar angelical e sabe cativar todos que o rodeiam. Ele fará de tudo para agradar as pessoas! O carinho e o amor dos seus pais são importantes na sua criação. Por ser muito fantasioso, adora ouvir histórias antes de dormir. Só é preciso que os pais tenham o cuidado de ensinar a diferença entre sonho e vida real. Adoram desenhar, pintar e brincar na areia. Imaginar é com ele mesmo!
A astrologia conforme está aqui descrita é um pouco redutora, sendo que podemos ter características do nosso signo solar, mas também de muitos outros, porque o mapa astral é complexo. Mas não deixo de gostar destas curiosidades.
Para quem gosta de aprofundar conhecimentos nesta área e quer algo mais personalizado e fiável, existe um site brasileiro que é um dos melhores na área e que nos fornece vários estudos (mini) gratuitos e um horóscopo com os nossos principais trânsitos, que é absolutamente esclarecedor.
Aqui vai:
terça-feira, 17 de maio de 2011
Educar pela arte - dúvidas
Sei que ainda falta algum tempo, mas estou cheia de dúvidas quanto à escola da Mel.
O mais importante é a Mel ser feliz! Acredito que a pedagogia Waldorf é fantástica, porque trabalha cada ser como um indivíduo único, explorando as suas qualidades e trabalhando a criatividade. As crianças tornam-se diferenciadoras. E aqui reside o meu maior dilema!
A diferenciação é boa, porque numa sociedade global, quem tem potencialidades únicas, consegue encontrar o seu "nicho". Mas sei também que a diferenciação pode ser penalizadora, porque o ser diferente pode constituir um estigma.
Tudo depende da criança e apesar da Mel, aos poucos, se apresentar como uma pessoinha criativa e determinada, está naturalmente a se construir.
Este sistema de ensino não é muito comum em Portugal. Nos países nórdicos é um sistema de ensino apreciado e recomendado.
A pedagogia Waldorf foi idealizada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner em 1919 na Alemanha. Esta pedagogia acredita que quando uma criança consegue relacionar o que aprende com as suas próprias experiências, o seu interesse vital desperta, a sua memória activa-se e o aprendido torna-se seu.
O sentir é estimulado na constante abordagem artística e nas atividades artesanais específicas para cada idade. O pensar é cultivado paulatinamente, desde a imaginação incentivada por meio de contos, lendas e mitos – no início da escolaridade –, até o pensar abstrato.
Procura-se desenvolver as qualidades necessárias para que os jovens floresçam e saibam lidar com as constantes e velozes mudanças que se apresentam no mundo, com criatividade, flexibilidade, responsabilidade e capacidade de questionamento.
Existem no Porto duas escolas, uma deles a Casa do Cuco (só jardim de infância), outra é a Escola dos Gambozinos que acolhe crianças dos 3 anos ao 5.º ano de escolaridade.
A Escola dos Gambozinos, para crianças dos 3 aos 11, 12 anos, tem escadas de madeira, fotos e trabalhos nas paredes, cortinas com pautas de música, sofás antigos, pianos em várias salas, mesas redondas e quadradas, quadros com giz, livros, espaços ao ar livre, uma sala com segredos onde se ensina Filosofia e História, uma biblioteca com um piano de cauda. Tem um cão que se chama Grão, peixes, pássaros e coelhos. Tem flores nos pátios. Uma sala onde se toca jazz. Segue um modelo que não é de uma escola, segue o modelo de oficinas. Tem regras, mas apenas normas que se destinam a desaparecer porque só essas, entendem, é que fazem sentido.
Em Lisboa existem mais!
Nos próximos tempos vou questionar-me, o que fazer? Espero encontrar a resposta certa!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
O sorriso deles cria dependência
É por volta das seis semanas que ocorre o primeiro sorriso intencional, todos os sorrisos esboçados antes são apenas reflexos musculares.
Segundo o psicanalista austríaco René Spitz o sorriso é o primeiro organizador da personalidade e primeiro sinal de socialização. É assim que se aprende a dar e a receber. Neste caso, o bebé aprende que para receber a atenção da mãe ou do pai basta dar um sorriso. Depois, pensa que pode conquistar o mundo mostrando as gengivas e ri para tudo e para todos.
Aos seis meses, dá mais um passo no processo da comunicação: torna-se selectivo. Já não ri por tudo e por nada. Sorri mais para saudar quem conhece.
Entretanto, também começa a «dobrar o riso», a dar gargalhadas sonoras, de tal forma, que, às vezes, parece que vai ficar sem ar. Mas não fica. Os pais é que ficam quase com a respiração suspensa e os batimentos cardíacos acelerados de deslumbramento e felicidade!
É mesmo verdade!!!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Contra o direito à greve
Eduardo Sá Quarta, 27 Abril 2011
"Sou contra o direito à greve! Não contra o direito a todas as greves, é claro, mas contra as greves em que as famílias vivem há tempo demais. Greve aos fins-de-semana, greve às tardes de sábado com chá e torradas, greve às visitas aos amigos e greve às viagens. Greve aos gestos de carinho, greve à tagarelice e greve aos mimos. Greve às perguntas embaraçosas e aos porquês. Greve ao direito de andar nas nuvens e ao brincar. Greve ao «já te disse hoje que gosto de ti?». Greve aos abraços e às festinhas. E greve ao direito de deitarmos a cabeça num colo de confiança e ao direito de, quase sem querermos, fecharmos os olhos, de seguida."
Tempo livre preenchido com criatividade
Quantas vezes não sabemos o que fazer com os nossos "piolhos" no fim de semana?
Queremos fazer uma festa de anos diferente e não sabemos como?
A Artista Graça Paz presenteia-nos com óptimas ideias...
As propostas são:
Ateliers para trabalhar a imaginação e a criatividade da pequenada...
e
Festas com arte:
"Em vez de chamar palhaços, ou fazer festas em locais desprovidos de criatividade, ou até, ficar com a casa destruída melhor será ficar com ela coberta de obras de arte!!"
Visitem o blog, é delicioso!
http://gracapazkidsblog.blogspot.com/
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Um mUndo melhor
Crise, só se fala de crise, como se de uma peste se tratasse, que assolou o nosso País e algo a que somos totalmente alheios.
O que mais me incomoda é que a visão do Mundo é estreita e ainda não compreendemos que estamos perante uma mudança profunda e que se não a aceitamos e nos adaptamos, vamos sofrer graves consequências.
Mas, como considero o Homem um ser inteligente, tenho esperança que consigamos percepcionar esta realidade e alterar esta nossa forma de agir.
A natureza está doente, consome-se e deita-se fora, alteramos padrões de consumo de alimentos, esquecemo-nos do que é reparar…
Às vezes dou por mim a pensar que me estou a transformar numa daquelas pessoas que pertence ao partido os “verdes”.
Mas não é disso que se trata, quanto mais vivo, menos me identifico com esta sociedade.
Estou cansada de aditivos, conservantes, estabilizadores, corantes e emulsionantes!
Vivo num dilema constante entre o que considero ser correcto e o melhor em termos sociais, e aquilo que acaba por ser mais fácil, que é seguir a maré.
Portugal tem uma oportunidade ser competitivo e basta para isso que apostemos no futuro e nas tendências, que certamente farão um País e um Mundo melhor:
- Eco-turismo;
- Agricultura Biológica;
- Produtos ecológicos;
- Energias renováveis;
- Design
Temos produtos únicos no mundo como a Maçã Bravo de Esmolfe ou a Pêra Rocha, os sabonetes da Ach. Brito, os sapatos da Fly London, o mobiliário da Piurra, e tantos outros.
Apostar na diferenciação, criando peças únicas, que nos fazem sentir especiais. Este é o caminho… E sempre com muito equilíbrio e respeito pela natureza e pelos outros.
Um gesto simples que todos podemos fazer e que contribui enormemente para o ambiente é diminuir o consumo de proteínas animais, carne e peixe. E é claro de artigos embalados (apesar de isso ser bastante mais difícil de evitar), prefiram sempre as embalagens de grandes formatos e optem por legumes e frutas sem embalagem.
Espero que a minha filha consiga partilhar as mesmas ideias e que o Mundo dela esteja bem mais harmonioso!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Actividades para bebés e crianças
Um espaço diferente, mesmo no centro do Porto, na Rua Miguel Bombarda. Chama-se Miguel Bombarda 566 e tem oficinas criativas para bebés e crianças.
Uma delícia...
http://bombarda566oficinasdeartes.blogspot.com/
Uma delícia...
http://bombarda566oficinasdeartes.blogspot.com/
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Entrevista fantástica a Eduardo Sá: Ser Pai
Eduardo Sá deixa uma mensagem para os pais e encarregados de educação: “os pais são seguramente muito melhores pais do que eles imaginam. Muitas vezes, há uma atmosfera no ar que eu não compreendo; é uma atmosfera alarmada que muitas vezes mostra perigos onde eles não existem, e eu gostava muito que os pais percebessem isso: que são os melhores pais que a humanidade já conheceu, não se demitam e escutem muitas mais vezes o vosso coração”.
Para o professor e pedopsiquiatra existem três regras importantes na educação de uma criança: “o mais tempo possível de colo, autoridade e autonomia, porque crianças autónomas são crianças saudáveis”.
Para Eduardo Sá, as crianças da sociedade actual são “mais intensas”.
Seguem excertos de uma entrevista fantástica que deu ao Jornal "as beiras":
Disse um dia que as crianças estão em vias de extinção…
Estão. Não digo isso pelo facto de o Governo e a oposição as terem transformado numa espécie de conta poupança reforma. Acho até divertido que se fale de tudo e mais alguma coisa nas várias campanhas – presidenciais incluídas – e as questões das crianças e a política de fundo para a família nem sequer exista. Portanto, o que é que a mim me preocupa? Preocupa-me esta ideia complemente absurda de crescimento, que dá a entender que as crianças têm que ser jovens tecnocratas de fraldas antes dos seis, têm que ser jovens tecnocratas de mochila depois dos seis e têm que ser jovens tecnocratas de sucesso ao entrarem na universidade para que, finalmente – como se fosse uma linha de montagem –, saíssem todos mestres. Mestre é a designação mais vergonhosa que eu já vi para um título académico, porque é um título que reconhecemos aos sábios.
Andamos a enganar os jovens?
Isto é o cúmulo da publicidade enganosa. Explicar a miúdos com 22 e 23 anos que são mestres, de maneira a esperar que eles sejam, de preferência, ídolos antes dos 30… Anda toda a gente num registo eufórico e doente, que não percebe que as pessoas precisam de tempo para crescer. Acho engraçadíssimo quando dizem com orgulho que no jardim-de-infância há crianças que já sabem ler e escrever, mas não é isso que as torna mais sábias. Às vezes, as pessoas confundem macacos de imitação com crianças sábias. Acho engraçadíssimo quando as crianças não podem errar – eu julgava que errar era aprender. Mas não: as crianças têm que ter notas que são insufladas sabe Deus pelo quê. Vivem empanturradas em explicações. Se os pais puderem utilizar todo o tempo que a escola coloca ao serviço das famílias, elas podem passar 55 horas por semana na escola… Estamos a espatifar a infância das crianças, a espatifar a adolescência e, depois, com um olhar absolutamente cândido, dizemos que elas têm défi ces de atenção.
Existe a ideia que as pessoas mais escolarizadas são pessoas mais educadas?
Vive-se com essa a ideia. E peço desculpa, mas as pessoas, com toda a boa vontade do mundo, estão a tornar as crianças mais estúpidas. Se as crianças não aprendem a tolerar as frustrações, nunca hão de ser engenhosas e nunca hão de aprender com as dificuldades. A dor dói, magoa, mas é uma oportunidade de crescimento e não há dores que venham por bem. As dores são as grandes oportunidades para nos interpelarmos e para nos transformarmos. E nós não damos oportunidade às crianças para serem crianças. Queremo-las como fossem clones daquilo que nós sonhámos ser, mas que não fomos capazes. E, nestas circunstâncias, tem que haver alguém com algum bom senso que diga “tenham cuidado que estão a comprometer tudo”.
As crianças brincam pouco?
As crianças brincam de menos. Se houvesse em Portugal um Ministério da Educação digno desse nome, teria outro tipo de cuidado com os recreios das escolas. Os recreios das escolas públicas são uma vergonha. Não reúnem condições indispensáveis para brincar. As escolas deviam ter recreios cobertos, mas brincar é, para os governantes, uma atividade tipo primavera-verão: quando está frio e a chover, as crianças não podem ficar nas salas, não podem ficar nos espaços comuns, não podem andar na chuva… Brincam nos beirais, que é uma preparação para os desportos radicais. Mas, na falta de cuidados em relação às crianças, há um exemplo que é o mais delicioso do mundo: não compreendo porque é que as crianças têm uma disciplina de Educação para Saúde e depois, nomeadamente nas escolas públicas, as casas de banho dos alunos não cumprem as condições indispensáveis em termos de saúde pública. Para a ASAE, a segurança alimentar é importante, a contrafação é importante. As crianças, não.
É possível ensinar as pessoas a serem bons pais?
É. Os pais precisam de falar pelos filhos: eles sabem muito bem que quem nos ama diz-nos por atos (e por omissões) qualquer coisa como: “sente-me em ti, pensa por mim e fala por nós”. E, de facto, os pais às vezes sentem, pensam, mas não falam. Não falam nem por eles, nem pelos filhos. Ensinar pode fazer-se de maneira divertida, pode significar dizermos aos pais que estão obrigados a dar uma hora por dia aos filhos. Uma hora de mãe ou uma hora de pai, faz muito melhor do que o óleo de fígado de bacalhau para as crianças crescerem. E é necessário dizer aos pais que têm fazer, pelo menos, uma asneira de oito em oito horas. Os pais que não fazem asneiras não são bons pais.
Costuma dizer que as pessoas têm o coração apertado até ao último botão. É o que se passa com os pais?
Acho que somos todos mal-educados. Todos tivemos uma educação judaico-cristã, uma educação positivista que, em muitos aspetos foi importante, mas que criou um vício de forma muito cartesiano que nos leva a imaginar que, quanto mais racionais, melhores pessoas. Fomos todos mal-educados para as emoções. Ainda continuamos a achar que ter raiva é uma coisa feia, como se a raiva não fosse o melhor ansiolítico do mundo. Quem assume que tem ódio de vez em quando? E o ódio só acontece quando alguém que nos ama nos magoa muito. As emoções são um GPS fantástico que temos na nossa vida e nós somos educados para reprimir as emoções. Quando reprimimos as emoções, além dos efeitos neurológicos que isto provoca, vai introduzir uma coisa que é pior: à medida que não transformamos as emoções em palavras, passamos a ficar partidos ao meio. Sentimos tudo, somos tremendamente intuitivos, mas depois deixamos de aprender a falar. Quanto menos somos educados para as emoções, menos educados nos tornamos para as palavras e mais começamos a adoecer.
Somos, então, mal-educados para o amor?
Somos também mal-educados para o amor. Mas para que é que é preciso educação sexual nas escolas? Vai-me desculpar, a sexualidade faz muito bem à saúde. Mas muitas vezes esta “educação moral e religiosa parte II” está a partir do pressuposto de coisas erradas. Educar para o amor é uma coisa muito mais séria. É muito importante dizer o que é o aparelho reprodutor e falar de meios contracetivos… nada disso merece questão. Mas o que eu gostava é que também se explicasse o que é que são as relações amorosas. Devia ou não devia ser proibido casar com o primeiro namorado? Só devia. Quer dizer: passamos a vida a dizer que errar é aprender, mas nas relações amorosas temos que acertar à primeira. Onde é que isto já se viu? Isto é mentira. Se queremos educar para as relações amorosas, devíamos dizer que devia ser proibido casar para sempre.
Não devia ser para sempre?
São todas para sempre. Mas o que eu gostava que as pessoas percebessem é que quanto mais importante é uma relação mais frágil se torna. Porque exigimos às pessoas que amamos – e bem –aquilo que não exigimos a mais ninguém. E quanto mais importante for uma relação, mais preciosa ela é. Era muito bom que nós dissemos que todas as relações morrem, sobretudo as mais importantes e, sobretudo, se foram maltratadas. No fundo, educam-nos para nós abotoarmos o coração até o último botão. E, às vezes, as pessoas despem-se facilmente por fora e têm dificuldade em perceber que o grande desafio da vida é despirmo-nos por dentro. É darmo-nos a conhecer por dentro.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Amamentação após 1 ano de idade
AHHH!! É verdade, continuo a amamentar...
E ouço, ainda amamentas? Sim, mas alguém já se lembrou de perguntar a um Macaco (ou a outro mamífero qualquer) se vai continuar a amamentar a Sua cria de 1 ano de idade. Lógico que não, é natural que o faça, amamentam até aos 4 anos...
Sei que não somos macacos, mas somos mamíferos e enquanto temos leite devemos amamentar, pelo menos enquanto mãe e filho se sentirem confortáveis, que é basicamente o mais importante.
Por isso, sem recriminações ou julgamentos, porque também não julgo ninguém por não amamentar!
E ouço, ainda amamentas? Sim, mas alguém já se lembrou de perguntar a um Macaco (ou a outro mamífero qualquer) se vai continuar a amamentar a Sua cria de 1 ano de idade. Lógico que não, é natural que o faça, amamentam até aos 4 anos...
Sei que não somos macacos, mas somos mamíferos e enquanto temos leite devemos amamentar, pelo menos enquanto mãe e filho se sentirem confortáveis, que é basicamente o mais importante.
Por isso, sem recriminações ou julgamentos, porque também não julgo ninguém por não amamentar!
Apaixonados
Já não coloco um post há muito tempo.
Não me tem apetecido.
Mas hoje apeteceu-me!
A minha filhota está fantástica... Não deixa de ter os seus altos e baixos (o meu coração fica apertado dia sim dia não), mas quando olho para ela, noto que está mais robusta, mais resistente.
É uma bebé, quase menina, independente, criativa e curiosa, muito bem disposta e com uma ternura imensa.
Cada vez mais dou valor ao meu jardim, que me possibilita momentos deliciosos na companhia dela. Ela adora mexer na terra, nas flores, nas pedrinhas... uma delícia.
E passaram-se quase 16 meses desde a Sua existência e desde a minha mudança...
A nossa relação é cada vez mais empática e contagiante. E alegro-me porque a do N. com ela também.
No fundo somos uma família de apaixonados!
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