quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sling

             

Adoro andar com a minha Filhota no Sling. É simplesmente delicioso. Comprei um carrinho, mas nunca o uso, porque a sensação de proximidade com o Sling é fantástica. Para quem tem receio do sling, também podem optar pelo Marsúpio. O Sling é mais prático para colocar e tirar e tem várias posições.

Vantagens para o bebé

Carinho: recebe mais ternura por estar mais próximo dos pais. O uso do sling promove a criação de laços com o bebé, a sensação de proximidade e os sentimentos de confiança. Também por isso se recomenda o seu uso com bebés prematuros, pois estes têm uma necessidade ainda maior de contacto físico com a mãe. Embalo: ajuda a embalar e a acalmar o bebé quando está agitado. Os bebés que são transportados ao colo regularmente não tendem a desenvolver o medo da perda ou a solidão, pelo que choram menos e tornam-se independentes mais cedo.
Actividade: promove a interacção por estar ao nível dos adultos. Quando está acordado tem oportunidade de observar o ambiente que o rodeia quer em casa, quer na rua.
Confiança: facilita a adaptação a ambientes e pessoas estranhas, por estar no colo habitual. Evita assim a ansiedade comum nestas situações.
Aprendizagem: um bebé calmo e confiante está mais disponível para aprender.

Vantagens para os pais

Mobilidade máxima: permite passeios em qualquer piso ou ambiente. Quer se esteja na cidade no meio de uma multidão ou no meio do campo, a irregularidade do terreno deixa de ser um problema, ao contrário do que sucede com os carrinhos de bebé. Pelo mesmo motivo, com o sling é mais fácil caminhar na praia, andar de metro ou mesmo ir de férias com pouca bagagem e o máximo de mobilidade.
Mãos livres: o facto de permitir que uma ou as duas mãos fiquem livres é uma das principais vantagens para os pais e é a que faz do sling o perfeito aliado de quem tem filhos mais velhos.
Ergonómico: extremamente confortável. O peso do bebé incide não só no ombro mas também nas costas, barriga e anca, sendo assim distribuido uniformemente pelo tronco.

                              

Elegante: de aspecto simples e distinto, pode ser combinado com as suas roupas como qualquer outro acessório de moda. Na maior parte dos tipos de porta-bebé, a pessoa que o usa tende a desaparecer atrás dele. De todos os porta-bebés, o pouch sling - aquele que vendemos - é o mais subtil e elegante. Estão disponíveis tecidos de várias cores e padrões para combinar com o seu guarda-roupa (para transportar um bebé não tem necessariamente de se andar coberto de ursinhos e coelhinhos!).
Versátil: o mesmo sling pode ser utilizado desde recém-nascido até cerca dos dois anos, em várias posições.
Discreto: o bebé pode ser amamentado no sling com discrição.
Prático: uma só peça de tecido sem molas, argolas, fivelas ou velcro. Fácil de colocar e retirar o bebé. O sling é de fácil manutenção: é só lavar na máquina a frio e secar ao ar para evitar que os tecidos 100% algodão encolham.
Volume compacto: pode ser dobrado e guardado em qualquer mala de mão ou saco de mudas quando não estiver a ser usado.
Inteligente: um porta-bebés que reune todas estas vantagens, que um carrinho nunca sonharia ter, e que ainda custa 8 a 10 vezes menos... é uma compra inteligente.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sacos para bebé



Mantas pesadas, colchas fofas em lã, almofadas e edredões têm sido associados ao síndrome de morte súbita do lactente, ou SMSL e, de preferência, não deverão ser utilizados em bebés com menos de 1 ano de idade.


O que utilizar então?


O saco de bebé (ninho) - sobretudo no Inverno ou nas noites mais frias - uma espécie de saco-cama concebido para manter o bebé quente, mas sem prender os movimentos. Há a versão sem mangas e com mangas amovíveis. Em ambos os casos os braços podem mover-se livremente. Além disso, tem um fecho no fundo e, assim, — ao contrário de uma manta solta — não pode ser afastado a pontapé nem deslizar para cima da cabeça do bebé (factor de risco de SMS).

Os da Zara Home e dos da Verbaudet são práticos, acessíveis e muito fofos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O problema das alergias - Dr. Carlos Gonzalez

O Dr. Carlos Gonzalez é um fantástico pediatra Espanhol, conhecido mundialmente pelo trabalho desenvolvido. Este excerto é tirado do livro "Mi niño no me come". Recomendo vivamente este autor e um outro livro que se intitula de "Besame mucho". Foi pena eu só ter lido este texto quando ela fez 6 meses e não aos 2 meses…

"O problema das alergias

Outra razão para uma criança se recusar a comer é que determinados alimentos a fazem sentir-se mal. A alergia alimentar pode ser perigosa. A experiência de Isabel mostra-nos que a dificuldade em reconhecer os primeiros sintomas pode levar ao desmame precoce e também ao agravamento do problema:

"Eu sou mãe de uma bebé de 7 meses que era amamentada até agora. No começo, tudo estava a correr muito bem e se dependesse de mim ela seria amamentada por muito mais tempo. Parecia que ela queria o leite que fluía rápido, mas mamava 5 minutos e começava a chorar. Amamentar passou a ficar muito difícil nos últimos três meses. Mas eu tinha certeza de que era o melhor para ela e insistia na amamentação, até que eu não pude mais mantê-la. Decidi, então, por desmamá-la. Eu achava que a amamentação deveria ser prazeirosa para mãe e bebé, mas eu não podia ver mais a minha filha a sofrer em cada mamada. Quando eu introduzi o primeiro biberão de fórmula, fiquei assustada ao ver as manchas vermelhas que surgiram no seu rosto após cinco minutos. Eu tive que continuar a amamentar a minha filha por mais algum tempo enquanto o médico realizava alguns exames de alergia."

Os testes, como era esperado, deram positivos. Os sintomas que a filha de Isabel apresentava durante a amamentação eram uma clara indicação de uma alergia ainda não diagnosticada. Sem a percepção do que deveria ser feito, quando o diagnóstico foi confirmado, ninguém explicou a Isabel a razão do comportamento de sua filha durante a amamentação.

Muitas mães dizem que seus bebés "rejeitam o peito". Um bebé que mamava bem há alguns dias ou semanas, de repente passa a mamar por 5 minutos e então começa a chorar. Isto pode ser atribuído a duas causas diferentes:

A) Um bebé começa a mamar de forma feliz. Alimenta-se, ficando satisfeito, em cinco minutos ou menos, pára e fica saciado. Se a mãe achar que esse bebé precisa mamar pelo menos 10 minutos, ela achará que esse bebé não mamou o suficiente, e tentará amamentá-lo mais. O bebé vai ficando chateado por ser forçado a comer.

B) Um bebé começa a mamar mais ou menos feliz, mas mostra-se desconfortável, até que deixa o peito a chorar. Algumas mães dirão: "É como se o leite magoasse o seu estômago, então ele chora de dor." Uma excelente explicação para o que realmente está a acontecer.

A primeira situação é totalmente normal, e corresponde a uma diminuição na necessidade da alimentação que acontece à medida que a criança cresce (como explicarei mais tarde, ver "A crise dos 3 meses"). Não há nada a fazer, além de reconhecer que a criança está satisfeita e não insistir mais no peito. Se o bebé é forçado a mamar no peito, é bem provável que com o passar das semanas ele desenvolva alguma aversão ao peito e pode começar a chorar até mesmo antes de o peito ser oferecido, o que ficará mais difícil distinguir a situação A da B. Mas se pensar no passado, poderá ser capaz de se lembrar como as coisas começaram e descobrir que se trata de um caso como a situação "A".

Na segunda situação, está claro que a causa é alguma alergia ou intolerância a algum alimento ou medicamento que a mãe está ingerindo. E quase sempre o culpado é o leite de vaca, embora também possa ser peixe, ovos, soja, frutas cítricas ou outros alimentos. Isto foi o que aconteceu com a filha de Isabel. Se, naquele momento, Isabel tivesse eliminado todo leite de vaca da sua dieta, ela teria poupado muitas lágrimas e sofrimento, a reacção alérgica que sua filha teve com o primeiro biberão, o desnecessário desmame, e todas as dificuldades de alimentar um bebé alérgico com fórmulas hipoalergénicas (que além do alto custo, tem gosto terrível, o que faz o bebé recusá-las muitas vezes).

Porque a filha de Isabel choraria após 3 minutos no peito? Algumas proteínas do leite de vaca (assim como as proteínas de qualquer alimento que a mãe coma) podem passar para o leite. É claro que a quantidade é pequena e é raro que haja uma reacção generalizada, como as manchas vermelhas espalhadas pelo corpo, como aconteceu com o primeiro biberão. Geralmente, a reacção ocorre apenas onde há contacto: no esófago, no estômago e no intestino da criança. Em poucos minutos há uma inflamação e um desconforto nesses lugares. E a mãe não verá nada, mas a criança sentirá, porque dói!

Se seu filho apresentar sintomas parecidos com os da filha de Isabel e durante a amamentação começar a chorar, como se estivesse a doer (e especialmente se observar eczemas ou irritações na pele), deverá fazer um teste para a alergia ao leite de vaca. Para fazer isso, a mãe deve manter a amamentação e remover todo leite e derivados e todos os produtos que levam leite e derivados de sua dieta. Torne-se uma especialista em leitura de rótulos e elimine qualquer coisa que contenha leite na composição. Pães, algumas sobremesas, chocolates, e algumas comidas processadas, margarinas, etc.

Você terá que esperar de 7 a 10 dias sem comer ou beber qualquer produto com leite de vaca.
O resultado não será imediato; as proteínas do leite de vaca já foram encontradas no leite materno até 5 dias após ter cessado totalmente o consumo de leite na dieta da mãe. Não substitua o leite de vaca por leite de soja, uma vez que este é tão alergénico quanto o primeiro.

Se após 10 dias, os sintomas de seu filho não desapareceram, ele provavelmente não é alérgico ao leite de vaca ou é alérgico a outros alimentos também. Você pode tentar retirar da dieta peixe e ovos. Se os sintomas não estão melhorando e você não deseja perder muito tempo, elimine leite e derivados, ovos, peixe, soja, e qualquer outro alimento que você suspeite e depois adicione um de cada vez de volta à dieta. Algumas crianças são alérgicas a dois ou mais itens e eles só melhoram quando a mãe elimina todos da sua dieta ao mesmo tempo. Uma vez conheci um bebé que era alérgico ao leite de vaca e a pêssegos. A mãe notou que quando parou com o leite de vaca, mas começou a tomar suco de pêssegos, seu filho não melhorava.

Se os sintomas melhoraram após retirar leite de vaca e derivados da sua dieta, pode ter sido apenas coincidência. Reintroduza o leite de vaca para ver o que acontece. Mas não faça isso devagar, uma vez que os sintomas possam ser leves e você não perceberá. Beba dois copos de leite em um dia e se nada acontecer, seu filho não é alérgico ao leite. A melhoria foi coincidência e é melhor deixar isso para lá. Algumas vezes, algumas mães são advertidas a eliminarem leite e derivados de sua dieta, como se o leite de vaca fosse o culpado de todos os choros, eczemas, e narizes entupidos e a mãe perde meses ou anos sem beber nada de leite desnecessariamente.

Se após a reintrodução de leite de vaca, seu filho apresentar os mesmos sintomas, você tem a prova da alergia. Esteja pronta para amamentar o maior tempo possível, preferencialmente até 2 anos ou mais, e não dê ao seu filho nada de leite ou derivados. Se a criança é muito alérgica, e a menor quantidade através do leite materno já causa problema, dar leite directamente ao bebé, pode trazer reacções muito mais severas.

Nem todas as crianças alérgicas são tão sensíveis ao ponto de reagirem sempre a qualquer alimento que a mãe coma que leve leite de vaca ou outro alergeno. Para determinar a alergia é muito importante ser bastante restrita na fase inicial, para que se possa ter certeza. Mais tarde, talvez você poderá consumir alguns produtos sem que seu filho reaja negativamente. É possível que quanto maior o controle com que sua mãe faça da dieta, mais rápido a criança melhore da alergia, embora isso possa não acontecer sempre.

Se você acha que o leite de vaca e derivados estão afectando seu filho, converse com seu pediatra; ele poderá fazer outros testes para alergia. E não tente dar ao seu filho qualquer produto que contenha leite ou derivados até nova ordem. Avisar os membros da família e a criança pode facilitar. Crianças costumam melhorar da alergia ao leite de vaca, geralmente, por volta dos 18 meses, mas alguns casos de reintrodução dos lacticínios podem precisar de orientação médica, e algumas vezes serem feitas até em hospital."

Do livro My Child won´t eat, do Dr. Carlos González.

domingo, 25 de julho de 2010

Refluxo e Proteína do Leite de Vaca (PLV)

Uma parte significativa dos casos de refluxo em bebés tem como causa a alergia à proteína do leite de vaca. Se o caso for de alergia, o tratamento padrão para o refluxo não funciona.

Por isso, a Sociedade Americana de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição (NASPGHAN) recomenda que nos casos de refluxo se faça um teste, por duas semanas, de retirada da proteína do leite da dieta.

Se o bebé melhorar do refluxo nesse período, possivelmente o refluxo é causado por sensibilidade ao leite de vaca. Reintroduza o leite em seguida, para verificar se realmente há uma relação entre o consumo de leite e o refluxo.

Se observar que o refluxo é provocado ou piorado pelo consumo de leite de vaca, converse com o seu pediatra para avaliar o diagnóstico e o tratamento. O período total de desintoxicação do leite é de quatro a oito semanas.

Infelizmente os exames de alergia em bebés pequenos não são precisos.

Além disso, existe um tipo de alergia em que os efeitos só são sentidos algum tempo depois do consumo do alimento e que não é detectável por exames.

A forma mais confiável de se diagnosticar alergia/sensibilidade é a observação das reacções da criança ao consumo do alimento.
Se você amamenta exclusivamente, observe se o bebé melhora com a restrição da proteína do leite da sua dieta. A proteína do leite de vaca passa para o leite materno. É preciso cortar leite e derivados da alimentação da mãe.

"É muito importante restringir completamente a ingestão de proteína do leite de vaca, o que inclui iogurtes, pão de queijo e qualquer coisa que contenha leite em pó, soro de leite ou caseína em sua composição. Evitar derivados e qualquer produto com derivados.”

Leia os rótulos de tudo.

O teste de exclusão do leite não funciona sem a retirada total. Sintomas adicionais (além do refluxo) de alergia a leite de vaca incluem: diarreia com ou sem sangue, prisão de ventre crónica, dermatite atópica, urticária e, mais raramente, bronquite e asma.

Pode-se estudar a possibilidade de alergia a outros alimentos.

A alergia a que nos referimos aqui é à proteína do leite, comum em bebés pequenos, que é completamente diferente da intolerância a lactose, que é raríssima em bebés menores de um ano."

A minha história parte 3

Fomos encaminhados para uma consulta externa no Hospital São João de Gastroenterologia Pediátrica. Pelo menos, a minha filha iria ser seguida pelos melhores médicos desta área. A nossa filhota foi medicada e apesar de ser um pouco aversa a medicamentos, tive que aceitar que era o melhor para ela.

Efectivamente durante a primeira semana ela melhorou, mas passados alguns dias, mesmo com a medicação ela voltou aos mesmos sintomas. E porquê?

Uma resposta simples, mas tão difícil de alcançar. A Mel é alérgica à proteína do leite de vaca, que passa através do leite materno. Eu durante uma semana suspendi o consumo de tudo o que continha leite e após esse período voltei a reintroduzir. Nessa reintrodução, a reacção foi péssima. Mas porque é que nenhum pediatra me tinha dado esta dica? Porque é que fui eu que pesquisando tive de fazer a experiência?

Na segunda consulta, fomos consultadas pelo Dr.Jorge Amil, um excelente profissional, que transmite segurança e que confirmou o diagnóstico.

Não é fácil retirar tudo o que contenha leite na dieta, mas por um filho tudo se faz. Sabia que fiambre, atum em lata ou gelatina são alimentos proibidos? Sim, todos estes e muitos outros contêm soro de leite em pó.

Depois do leite de vaca, retirei também a soja, o ovo, o arroz e espero ter parado por aqui… E que a minha Mel fique bem…

Sonho um dia voltar a amamentar através do peito e não de biberão e sentir prazer em fazê-lo…

Regras

Eu tinha tudo estipulado, que tola fui eu. Ia amamentar até aos seis meses, o meu bebé iria para o quarto dela aos quatro meses, ia adormecer sozinha no berço e mais mil e quinhentos pressupostos estúpidos.

Mas felizmente fui Mãe e quero amamentar (mesmo com a máquina) até não poder mais, quero adormecer com a minha bebé nos meus braços e mais mil e quinhentas coisas feitas com amor e carinho…

E hoje já não respondo a quem me dita regras, que para mim, não fazem qualquer sentido.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Os Benefícios de Dormir com os Pais

Ensinaram-nos que os bebés devem dormir no seu berço e os mais crescidos na sua cama. Que dormir com os pais é um péssimo hábito, tornando-os dependentes e mimados. Que devemos ensinar os nossos filhos a dormir a noite inteira, sozinhos nos seus quartos. Aliás, é a pergunta que mais nos fazem quando temos um bebé: «Já dorme a noite inteira?»

É cultural esta tendência para tornar desde cedo as crianças autónomas dos pais. Uma necessidade para quando se tem de trabalhar o dia inteiro longe dos filhos. Noutras culturas, não é assim. A autonomia conquista-se gradualmente, não é imposta, não é «ensinada». Por isso, há quem defenda que o sono seja partilhado, ou seja, que as crianças possam dormir com os pais enquanto isso lhes der segurança e conforto. Em inglês, chamam-lhe co-sleeping, uma prática que parece ter cada vez mais adeptos, segundo estudos realizados nos EUA. Contra a corrente, são poucos os pediatras ou especialistas em desenvolvimento infantil que o defendam. Mas já existem.

No site do reconhecido pediatra William Sears, foi publicado um artigo que aponta os principais benefícios, a nível de saúde e de desenvolvimento, do co-sleeping. Na sua opinião não há um sítio correcto para o bebé dormir. São os pais que têm de descobrir o que é melhor para o seu bebé. Para que saiba que há diferentes formas de pensar e actuar, deixamos-lhe um resumo dos benefícios apontados:

Os bebés dormem melhor
Os bebés que dormem com os pais adormecem mais facilmnente e dormem melhor. Adormecer nos braços da mãe ou do pai é um prazer e dá ao bebé a noção de que o sono é bom e desejável. Por outro lado, quando está na transição do sono profundo para o sono leve, o que o faz acordar várias vezes durante a noite, a presença dos pais, fá-lo sentir-se seguro para voltar a entrar no sono profundo. Ou então talvez precise de mamar um bocadinho e rapidamente voltar a dormir. Nem a mãe nem o bebé chegam a acordar completamente, ou seja, descansam mais e melhor.

As mães dormem melhor
Mães e bebés entram em sincronia nos seus ritmos de sono. Há mães que relatam como acordam exactamente antes de o seu bebé abrir os olhos. Pelo contrário, mães que dormem em quartos separados relatam como acordam abruptamente com o choro do bebé. A mãe não acorda aos primeiros movimentos do bebé e este tem de acordar completamente e chorar bem alto para que o ouçam. Depois de o bebé voltar a dormir a mãe está completamente acordada e tem muitas vezes dificuldade em voltar a adormecer. Perde muito tempo de sono e de manhã está exausta. Muitas noites assim, com despertares abruptos e repentinos de estados de sono profundo, levam à situação em que muitos pais se encontram de privação do sono e exaustão.

Facilita a amamentação
As mães que amamentam sabem que dormir com os bebés é a forma mais fácil de o fazer. Os bebés voltam a entrar facilmente no sono profundo depois de mamar ¿ nem chegam a acordar - e as mães, não tendo de sair da cama, levantar-se, também ficam menos despertas. Tal como os bebés voltam a entrar facilmente no sono.

Mães que sentem dificuldades na amamentação durante o dia, podem resolvê-los dormindo com os seus bebés. Sears acredita que os bebés sentem as mães mais descontraídas e que produção das hormonas envolvidas na produção do leite é mais eficaz quando a mãe está descontraída ou mesmo adormecida.

Compensa o tempo em que estão separados
Trabalhando o dia inteiro longe dos bebés, dormir com eles de noite é uma forma de voltarem a estar unidos e compensarem o tempo em que não puderam tocar-se durante o dia. A mãe descontrai mais e o bebé também.

Os bebés crescem mais
Depois de trinta anos de observação em consultório de famílias que praticam o co-sleeping, Sears afirma que os bebés crescem mais não apenas em tamanho, mas atingindo todo o seu potencial de crescimento, tanto a nível físico, como emocional e intelectual. Talvez seja o toque, pele com pele, que estimula o desenvolvimento. Ou talvez as mamadas extra... já que estes bebés mamam mais do que os que dormem em quartos separados.

Reduz os riscos de Síndrome da Morte Súbita
 
A segurança é uma das razões que leva muito pais a deitar o bebé no berço ou noutra cama. Porque há o medo de sufocar o bebé. Mas os mais recentes estudos apontam para o contrário: bebés que dormem com os pais estão menos sujeitos à Síndrome da Morte Súbita. As excepções são: pais fumadores ou que consomem bebidas alcoólicas.
Uma opção para quem quer ter o bebé junto a si de noite, mas com mais espaço é baixar uma das grades da cama do bebé e juntá-la à cama de casal. Assim é fácil tocar no bebé e puxá-lo para si para mamar, mas existe mais espaço e o sono pode ser mais tranquilo.

Bebés e pais ficam mais ligados
É outras das observações do pediatra. Na sua base de dados «Crianças que crescem bem, o que fazem os pais» o co-sleeping é muito frequente. A vinculação torna-se mais forte e evidente.


Para terminar, o especialista alerta para o facto de o co-sleeping não ser uma regra. Tem benefícios mas é apenas uma opção. Aos que têm medo que os bebés fiquem tão habituados que depois nunca mais queiram ir para o quarto deles, diz: «Os bebés vão deixar a cama dos pais naturalmente tal como deixam de mamar. Normalmente isso acontece por volta dos dois anos.
Para saber mais: askdrsears.com


Dicas para Grávidas

- Tome ácido fólico todos os dias, idealmente 6 meses antes de engravidar, uma vez que evita mal-formações;

- Faça exercício físico, para facilitar o parto;

- Faça uma massagem para grávidas todos os meses, isso transmite serenidade ao bebé. Mas cuidado onde a faz. Sugiro o Porto Palácio: http://www.hotelportopalacio.com/pt/hotel/index.html?area=spa

- A partir do sétimo mês ouça música clássica. Quando o seu Bebé nascer coloque a mesma música e verá que ele relaxa automaticamente;

- Consuma produtos com Omega3, como a sardinha, ou tome um suplemento, pois evita as alergias em bebés… (se eu soubesse disto antes!)

- Evite apanhar sol em especial na cara e na barriga. As manchas na gravidez são mais comuns nas mulheres que se expõe ao sol. Uma boa técnica é usar um top na praia que cubra a barriga e um protector solar de índice 50 para a cara;

- Se optar por fazer a ecografia em 3D, não a faça cedo demais, espere pelas 28 semanas, será muito mais emocionante;

- Opte por uma alimentação saudável e coma no mínimo de 3 em 3 horas;

- Se pretender comprar uma almofada que a ajude a dormir, quando a barriga for maior, compre uma de amamentação, porque terá mais utilidade futura;

- Reduza o consumo de sal e gorduras;

- Quando estiver grávida, possivelmente o Seu ginecologista deverá sugerir-lhe que ande com uma cinta que sustente a barriga. A maioria delas é desconfortável e pouco higiénica. Mas existem umas da Anita Maternity, que não têm cueca, mas que também não são faixas. Consulte e verá a diferença: http://www.anita.com/pt-pt/Kollektionen,Anita_maternity?PSID=e4e8d749e4946ea8ad9c5c46c019ca79

Menina ou Menino?

Sabia que tem mais probabilidades de ter uma menina se “praticar” no início do ciclo, e um rapaz no ponto alto do período fértil? Isto não é uma crença, mas científico.

A mulher carrega cromossomos sexuais femininos (XX), já o homem traz ambos (XY) no seu espermatozóide, ou seja, ele é responsável por definir se nascerá um menino ou uma menina. Por isso, é universalmente difundida a expressão 'o homem determina o sexo.

Contudo, os espermatozóides com carga genética masculina são diferentes daqueles com carga feminina. O primeiro é mais rápido, leve e fraco em relação ao outro, que é resistente, porém mais pesado e lento. Com essas informações, ao longo dos anos, os médicos começaram a identificar factores que facilitariam a chegada de um deles até o óvulo, influenciando o sexo.

É o que tem demonstrado, por exemplo, a experiência do ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein José Bento de Souza, que esclarece: "É claro que não é uma ciência exacta e sim uma predisposição. Mas existe sim uma relação clínica, apontando hipóteses de acerto de 80% a 85%".

Assim sendo, se a intenção é ter um menino, tenha relações sexuais no dia da sua ovulação (veja em baixo como pode saber quando está no período da ovulação). Isso porque neste período a mulher produz um ou mais óvulos prontos para a fecundação. Desta forma, o espermatozóide com carga masculina, que é leve e rapido, tem maiores hipóteses de alcançá-los primeiro.

Se desejar engravidar de uma menina, é aconselhável ter relações sexuais dois ou três dias antes da ovulação e não nos dias seguintes. Enquanto os espermatozóides masculinos morrem no meio do caminho, os femininos são capazes de resistir até que consigam atingir os óvulos. Até nisto as “mulheres” são mais persistentes que os “homens”!!!

Agora com 8 semanas já se pode saber o sexo do bebé, basta uma análise ao sangue.

Como é que sei que estou no período de ovulação?
Em geral, a ovulação se inicia no meio do ciclo menstrual, por volta do 14º dia, contando a partir do primeiro dia da menstruação. Mesmo assim, ela pode variar de acordo com o ciclo de cada mulher e é difícil de ser identificada com precisão. Conheça a pista de como saber a data certa:

- Mudança do muco cervical (secreção da vagina). Quando a mulher está prestes a ovular, a secreção expelida pela vagina aumenta e fica mais pegajosa e fluida. A cor apresenta um tom esbranquiçado. Também é possível sentir dor nas laterais do abdómen.

Refluxo


Sintomas de refluxo:

- Vómitos (esse é o principal, mas não o único). Existe refluxo oculto;

- O bebé arqueia-se para trás depois de mamar;

- Mama apenas poucos minutos e começa a chorar;

- Quer mamar no peito muitas vezes, porque o LM alivia a azia causada pelo refluxo;

- Recusa-se a comer, ou parece estar com muita fome, come pouco e pára;

- Soluços;

- Tosse persistente, problemas respiratórios persistentes;

O refluxo pode ser oculto, ou seja, a criança não vomita, mas o alimento volta até parte do esófago, causando azia, dores, falta de apetite. Pode acontecer de parte do líquido ser aspirada, o que causa pneumonias, otites, problemas respiratórios recorrentes.

Sono perturbado, com engasgos e o bebé contorcendo-se, é um traço comum de muitos bebés com refluxo. Estes sintomas podem aparecer em conjunto ou isoladamente.

Posições que melhoram o refluxo

Antes e depois da alimentação

Manter o tronco do bebé numa posição verticalizada num ângulo superior a 30º, cerca de 30 minutos depois das refeições do bebé, a gravidade ajudará a manter o alimento no estômago. Adicionalmente, depois da amamentação mantenha também o bebé calmo e livre de grandes movimentos. Se alimentar o seu bebé com LA prolongue um pouco mais os 30 minutos, pois a fórmula é de digestão mais lenta que o leite materno.

Cadeirinha do bebé

Algumas cadeirinhas de bebé de usar nos carros não evitam que o bebé se mexa muito, colocando por vezes pressão adicional na barriga com os cintos, aumentando o refluxo. Quando comprar uma cadeirinha destas escolha uma que permita reclinar o bebé o suficiente para que não se consiga debruçar sobre o próprio estômago, nem que permita ao bebé balançar muito entre a cadeirinha.

Posição para dormir

Tal como depois do bebé ser alimentado é necessário colocá-lo numa posição verticalizada, durante o sono o mesmo acontece. Uma das formas de evitar o refluxo durante o sono do bebé é colocá-lo com o tronco ligeiramente elevado, para isso poderá usar uma rampa anti-refluxo para que ele consiga ter um sono de qualidade. Também pode encontrar uma almofada/rampa especial no D´Barriga http://www.dbarriga.pt/


Para evitar o Síndrome de Morte Súbita é recomendado que o bebé durma de barriga para cima. Para um bebé com refluxo esta posição para dormir pode perfeitamente ser adquirida desde que seja utilizado um acessório especial que faça com que o bebé durma num ângulo igual ou superior a 30º. Quanto mais elevado estiver o tronco do bebé melhor. Contudo muitos bebés que sofrem de refluxo preferem dormir de barriga para baixo - também numa posição elevada -, reduzindo consideravelmente os episódios de refluxo. Converse com o seu médico acerca desta possibilidade e antes de a experimentar, ele dir-lhe-á se é ou não aconselhada ao seu bebé, pois um bebé que sofra de refluxo tem uma percentagem maior de SMS.

Durante o dia

Idealmente, durante o dia, deve andar com bebé num sling que lhe permita ter o bebé ao colo e ao mesmo tempo as mãos livres para trabalhar. O Sling para além destes benefícios, aumenta também a proximidade mãe-filho. Mas mais tarde escreverei um post só sobre isto.

Para além de ser uma boa medida, ajudará o bebé a relaxar com os movimentos ritmados do passeio e logo ele chorará menos: um bebé que seja mais vezes transportado chora menos, diminuindo o refluxo.

Alimentação para melhorar o refluxo

Comida do bebé

A melhor opção alimentar para um bebé que sofra de refluxo é certamente o leite materno, pois é menos hipoalergénico do que a fórmula, e mais digestível. Se amamentar não for uma opção, deve trocar diversas vezes a fórmula com que alimenta o bebé. Caso o bebé sofra de intolerância ou de alergia à lactose, utilizar fórmula à base de lactose poderá piorar muito o refluxo. Informe-se com o pediatra do bebé acerca do tipo de alimentação possível neste caso.

Engrossar a fórmula

Se alimenta o seu bebé a fórmula ou como no meu caso de leite materno no biberão, saiba que alguns bebés que sofrem de refluxo respondem muito bem se a fórmula for engrossada, com cereal. O peso do cereal adicionado à fórmula ajuda o alimento a permanecer mais tempo no estômago, evitando que ande em movimento. Se o bebé tiver dificuldade em ganhar peso esta opção será benéfica pelo facto de adicionar mais calorias à alimentação. É recomendado cerca de 1 colher de sopa de cereais por cada 30 ml. Contudo muitos bebés podem não ter uma boa reacção ao arroz, que é usualmente a primeira opção tentada, por isso optar por aveia ou amido de milho, pode ser uma melhor opção. No entanto, antes de tomar qualquer destas medidas alimentares deve de as discutir com o pediatra para que ele verifique se são opções viáveis para o seu bebé. Existe um espessante da Milupa à base de farinha de Alfarroba que também é fantástico – Nutriton e vende-se em farmácias.

Hora da refeição

A forma, a quantidade e a hora da refeição do bebé podem fazer muita diferença na melhoria ou não do refluxo. Refeições mais pequenas e em maior quantidade são essenciais para diminuir o refluxo do bebé. Não alimentar o bebé logo antes de ir dormir também é importante, especialmente se ele não dormir bem.

Amamentação

Se está a amamentar saiba que a sua alimentação também poderá contribuir para o refluxo do bebé. Faça uma alimentação livre de cafeína, produtos à base de lactose, alimentos ricos em gorduras, condimentos picantes, alimentos com muita acidez. Elimine estes alimentos e depois, pouco a pouco (cerca de 1 por semana) vá adicionando-os à sua dieta e vá tentando notar as reacções provocadas pelo bebé, desta forma saberá realmente quais os que poderão ser mais responsáveis pelo refluxo dele.

Arrotar

Sempre que estiver a alimentar o bebé deve de parar diversas vezes e colocá-lo a arrotar. Isto é o ideal, mas com a minha pequenita não funciona. Se a coloco a arrotar não retoma a mamada.

Dê-lhe a chucha

Chuchar numa chucha poderá aumentar a produção de saliva, e como a saliva é alcalina, ajudará a neutralizar o ácido no estômago.

Roupas para o bebé que sofre de refluxo

Evite roupas justas

Especialmente as peças de roupa apertadas na cintura não são de todo aconselhadas para um bebé que sofra de refluxo. Um bebé com uma roupa apertada na cintura aumentará a pressão no esfíncter inferior do esófago. Certifique-se sempre que as roupas do bebé são largas na zona da barriga.

A minha história – 2ª parte

A minha história continua.. A Mel mesmo com o biberão continuava a não estar bem.

Como tínhamos mudado de Pediatra, este muito preocupado e atencioso, sugeriu que tentássemos mudar de atitude em relação à Mel. Não estipular horários, seguir o ritmo dela…

E assim o fizemos, mas infelizmente a nossa pequenina continuava mal-disposta. Passava os meus dias com ela ao colo, porque se a deitava bolçava e já não mamava na mamada seguinte. Mesmo de noite ficava com ela uma hora após a mamada.

Colocá-la a arrotar era um verdadeiro suplício. Ela gritava e reprimia o arroto e se não arrotasse não mamava… uma angústia para mim.

Pensava que a “dureza” de ter um bebé pequeno seriam as noites mal dormidas (e eu só dormia 2 horas por noite), mas para mim a dificuldade não era essa, era a angústia, o cansaço que me deixava destruída e a ela também. Dormir de dia era impossível, entre ficar com ela ao colo, tirar leite e outras pequenas tarefas essa missão era impensável.

A Mel dormia mal… não chorava porque sempre foi muito resignada, mas contorcia-se, gemia e eu não podia fazer nada para a ajudar! Que terrível impotência…

Aos 3 meses e 3 semanas, por indicação do Pediatra introduzimos as papas, para ver se com os sólidos ela melhorava.

Os meses foram passando e quase que passei a acreditar que tinha de aceitar que a minha filha era especial e que não havia nada a fazer. Até que ela nos deu sinais, da pior forma possível, de que isto não podia continuar assim. Começou a rejeitar a comida… passava cerca de 16 horas sem ingerir um mililitro.

Foi aí que disse para mim mesma que isto não podia continuar e fui ao Hospital São João. Foi-lhe diagnosticado uma Esofagite (que significa inflamação do esófago) em consequência de refluxo, que ela sofria desde que nasceu…

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Hiperlacação

Alguns bebés cuja mãe tem excesso de leite, não mamam o suficiente porque têm dificuldade em controlar o forte fluxo.Quando uma mãe produz mais leite do que o necessário podemos observar o seguinte comportamento do bebé:

• O Bebé chora muito e geralmente é irritadiço ou inquieto
• As vezes o bebé engasga-se, cospe ou tosse durante a mamada
• O bebé pode parecer querer morder o bico do peito durante a mamada
• O leite jorra quando o bebé larga o peito. Especialmente no começo da mamada
• A mãe pode ter bico do peito dolorido
• O bebé pode contorcer-se e as vezes grita
• A mamada parece uma batalha, o bebé que pega e larga o peito continuamente
• As mamadas podem ter uma duração curta as vezes de 5 ou 10 minutos no total
• O bebé parece ter uma relação de amor/ódio com o peito
• O bebé pode arrotar ou ter gases com frequência entre as mamadas com tendência a regurgitar com frequência
• O bebé pode ter as fezes verdes, moles ou espumosas
• O peito da mãe esta cheio a maior parte do tempo
• A mãe pode ter frequentemente os canais obstruídos, que se pode transformar em mastite

Se alguns destes comportamentos são familiares, talvez tenha uma produção abundante de leite, que pode causar um reflexo de ejecção muito forte. O comportamento descrito acima pode muitas vezes ser diagnosticado como intolerância à lactose, à proteína de leite, refluxo ou hipetonicidade. Felizmente a produção da maioria das mães superproductoras equilibra-se por volta do terceiro mes de aleitamento.

Porquê?

Existem várias razões para que uma mãe produza leite em excesso. Algumas mães produzem muito leite desde o começo. Noutros casos, a abundância é o resultado dos maus conselhos. Isto parece acontecer especialmente se a mãe utiliza a máquina antes da mamada para diminuir o fluxo, para que a mamada seja mais confortável para o bebé. Isto ajuda no inicio, mas termina num problema crónico. Uma outra causa pode ser de passar ao segundo peito antes do bebe ter terminado o primeiro.

Para uma mãe com superprodução de leite, o bebe enche-se com o primeiro leite, não atingindo o leite mais gordo. Grande quantidade de alimento de baixo teor calórico cria um ciclo vicioso: o ventre do bebe parece inchado e desconfortável por causa da alimentação, e ele ainda tem fome, porque não mamou leite gordo suficiente para se satisfazer. Então o bebe chora para que seja alimentado novamente.

O primeiro leite tem uma grande quantidade de lactose, um açúcar normal e necessário mas que em grandes quantidades causa gases e desconforto, frequentemente com fezes espumosa, líquidas ou verdes.

Geralmente, a produção de leite de mães com hiperlactação tende a se normalizar por volta dos 3 meses.

Após um certo tempo a lactose pode irritar o tecido dos intestinos, causando uma intolerância secundária à lactose e possivelmente pequenos sangramentos nas fezes que podem ser diagnosticado erroneamente como intolerância alimentar.

Estratégias para diminuir a produção de leite.

- Amamentar um único seio por mamada;

- Dar o mesmo seio 2x ou mesmo 3x seguidas (principalmente se o bebé mama com intervalos curtos) – fazer isto apenas um dia, porque diminui bastante a produção de leite;

- Se o outro seio ficar muito cheio, evite retirar com bomba, dando preferência à retirada manual.

- Fazer compressas frias.

- Evitar o uso de conchas colectoras, pois a pressão sobre os mamilos é um estímulo constante.

- Se posicione de maneira mais recostada com o bebe por cima. Nesta posição o leite tem que subir para sair o que reduzira a força do fluxo.

- Se o bebe cuspir ou engasgar tire-o do peito deixe o excesso de leite cair numa toalha e coloque-o no mesmo peito depois que o fluxo diminuir.

- Use a posição de tesoura com a ponta do peito entre o polegar e o dedo médio pode ajudar a moderar a força de saída do leite.

- Faça o bebe arrotar com frequência


Informaçoes tiradas do site La league La leche http://www.lalecheleague.org/FAQ/oversupply.html

O começo da minha história – 1ª parte

A Mel mamou segundos depois de ter nascido, fantasticamente, parecia ter nascido para isso. Era uma bebé muito sonolenta, mamava muito rápido, em 3 minutos saciava-se e adormecia. Eu como mãe de primeira viagem achava que a minha filhota não mamava o suficiente. Mexíamos-lhe no pezinho e na garganta e ela por vezes retomava por mais uns segundos a mamada.
Contudo, como nas primeiras três semanas a Mel aumentava bem de peso, esta velocidade não era motivo de preocupações.

Mas na Sua quarta semana de vida tudo mudou, a minha filha começou a demonstrar sinais de má disposição, bolçava muito e tinha que a manter erecta quase uma hora após a mamada.

Para todos os que conhecia isto era normal, os bebés bolçam, choram e têm cólicas.

Mas eu (o coração de Mãe sabe) sabia que a minha pequenita não estava bem. Sentia-me tristíssima, porque parecia que era eu que não “aceitava” esta situação. Diziam-me que a minha filha estava óptima. Porém não estava e hoje culpo-me por não ter seguido o meu instinto e ter revirado o mundo para descobrir o que ela tinha.

A internet transformou-se na minha conselheira e fui procurando informação. Descobri que tinha hiperlactação, isto é produzia leite a mais e o meu peito tinha um fluxo abundante. Por isso a Mel mamava rápido, engasgava-se e gritava para o peito, como se fosse uma batalha. Ela tirava a boca da mama e voltava a colocar. Uma verdadeira angústia.

Como a Mel aumentava pouco de peso, o Pediatra aconselhou-me a retirar leite com a bomba e administrar o meu leite por biberão e assim o fiz. Falei-lhe da hiperlactação, que ele desvalorizou. Cai numa cilada e não me tinha apercebido disso, só meses mais tarde tomei consciência.

Aqui surgia outro problema a Mel não sabia mamar num biberão comum. Se já no peito mamava às goladas, no biberão era impensável. Comprei uma série de biberões e nada. Mamava cerca de 40 ml e como tinha mamado às goladas, ficava aflita e não conseguia mamar mais. Felizmente encontrei este fantástico biberão: http://www.breastflow.co.uk/, que me ajudou a ultrapassar esta situação.

É o biberão ideal para quem precisa de dar biberão e amamentar em simultâneo. Tem dupla tetina e com um sistema semelhante ao seio materno, por isso o bebé não desaprende a mamar no peito e não considera mais fácil o biberão, o que promove o sucesso da amamentação.

A Mel mamava mais calmamente, mas ainda não estava bem. Bolsava menos, mas continuava indisposta, como se tivesse enjoada.

Passou-se mais um mês de angústia, a Mel aumentava pouco de peso, apenas 300 gr por mês. A solução dada pelo Pediatra era contra todos os meus princípios e convicções: Era o de deixar de amamentar e dar leite artificial.

Bem se eu tinha tanto leite, tinha de ir comprar leite em pó (de vaca) para dar à minha filha? E os benefícios do leite materno?

Recusei-me e procurei outro pediatra, que felizmente defende o aleitamento materno.

E eu continuei a administrar leite materno pelo biberão… Já tentei retomar a amamentação normal várias vezes, mas sem sucesso.

E faço isto à 5 meses… Tal não seria possível sem a ajuda da minha Super Mãe e do meu Maridão, que para que eu possa tirar leite, ocupam-se da Mel, que já se habituou a ver a Mãe na companhia de um aparelho estranho!!!

Eu e o meu Maridão fomos teimosos e mantivemos o leite materno e eu sinto-me feliz e orgulhosa, por não termos cedido a pressões.

Informação importante: Os biberões fantásticos http://www.breastflow.co.uk/ compram-se na D´Barriga (http://www.dbarriga.pt/)...

Como conservar e congelar o leite

Conservar o leite materno

- À temperatura ambiente durante 6 horas;
- No frigorífico (0 a 4º) durante 48 horas;
- No congelador (independente do frigorífico) ou na arca congeladora durante 3 meses;
- Na arca congeladora (com temperatura inferior a -13º) durante 6 meses

Congelar leite materno

Pode juntar o leite que extrair ao longo do dia e guardá-lo de uma só vez. Lembre-se que só pode fazê-lo num espaço de 24 horas, para que não se perca nenhum nutriente deste precioso néctar.
Pode congelá-lo em sacos. Os mais económicos são os da Dr. Browns (à venda por ex. na farmácia do Norteshopping – 25 sacos grandes por 16€) ou os da Lansinoh (à venda por ex. na D´Barriga– 25 sacos grandes por 16€).
Os sacos da Medela são caros e muito pequenos.
Tem também uns recipientes, um pouco mais caros, mas que dão para várias utilizações.
Aconselho a comprar um Kit destes copinhos para armazenar diariamente e os sacos para congelação.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Truques para retirar leite

- Esteja confortável e relaxada. Tente distrair-se com a televisão;
- Faça uma suave massagem no peito, de forma circular, com a ponta dos dedos, para ajudar o leite a fluir;
- Se mesmo assim não funcionar, pressione os mamilos ou rode-os entre os dedos de forma a libertar a Ocitocina, verá que o leite vai começar a escorrer;
- Para algumas mães é necessário ter o seu bebé perto, ou olhar para uma fotografia dele;
As peças da bomba (caso use uma) e o frasco ou biberão onde vai armazenar o leite devem ser lavados com água quente e detergente e esterilizados

Tirar leite

No início pode ser complicado, mas com o tempo e alguma paciência, é possível tirar leite e em grande quantidade. No início conseguia retirar apenas 20 ml de cada mama. Com o tempo, consigo retirar 200 ml (às vezes mais) em cada mamada.
Existe uma grande opção em termos de máquinas. Desaconselho vivamente as manuais que são extremamente cansativas.
De todas as máquinas, a mais completa e menos dolorosa é a Lactaline da Ameda.”A Lactaline é a mais pequena bomba de extracção de leite eléctrica ou pilhas a funcionar por impulsos. O ritmo e a força de sucção são continuamente reguláveis, o que permite uma simulação óptima do ritmo natural de sucção do bebé. A Lactaline permite às mães a opção entre extracção do leite simples ou dupla. A Bomba de Extracção de Leite Materno Lactaline permite estimular a produção de leite e reduzir o tempo de extracção para metade. A Lactaline pode ser ligada à corrente eléctrica ou funcionar com pilhas. A Lactaline obedece aos requisitos de higiene mais exigentes, é prática, de fácil utilização e silenciosa e pode levá-la para onde quiser.
Recomendada por Médicos, Enfermeiras, Conselheiras de Amamentação, Hospitais e Centros de Saúde. Pode ser adquirida ou alugada em Farmácias, Hospitais, Centros de Saúde, Centros de Preparação para o Parto, Serviços de Aconselhamento sobre a amamentação.”
No Porto podem alugar ou comprar no D´Barriga www.dbarriga.pt/.

Porquê tirar leite

Caso tenha de passar algum tempo longe do seu filho (horas ou até um dia inteiro), a retirada do leite possibilita que você o armazene e que outra pessoa possa dá-lo. Dessa forma, o Seu bebé continua a beneficiar das incríveis propriedades do leite materno.

A ordenha do leite também serve para aliviar os seios muito cheios e empedrados ou ingurgitados, além de aumentar a sua produção. Outra vantagem é que ela prolonga o período da amamentação, porque mantém a produção constante mesmo que você fique temporariamente impossibilitada de dar de mamar.

Dicas Importantes:

- Faça exercício físico na gravidez, se possível pilates, que lhe dará mais flexibilidade e aumenta a consciência que tem do seu próprio corpo;

- Frequente aulas de preparação para o parto: vai tomar consciência do seu corpo, dos seus medos e do que a espera. Pode trocar impressões e sentir-se-à mais segura. Frequentei as aulas no D´Barriga http://www.dbarriga.pt/, que me ajudaram imenso;

- Fale com amigas ou se não comigo, sobre as suas dúvidas. O meu e-mail é carlaemaia@gmail.com;

- Coma um quadradinho de chocolate todos os dias, vai fazer o seu bebé muito feliz.

Descida do Leite

Se o parto foi normal, a mãe e o bebé estiverem bem, se possível, a amamentação deve ter início na primeira hora a seguir ao parto. Este processo inicia-se quando o bebé agarra a aréola e começa a sugar; faz isto instintivamente, logo que sinta o peito junto da sua boca. Pode ser ajudado a iniciar a sucção segurando-o contra o peito e tocando com o mamilo o seu lábio inferior.


Quando o bebé agarra o peito a sua boca fecha-se à volta da aréola, a língua forma um cavado à volta do mamilo e com um movimento ondulante, comprime o reservatório do leite esvaziando os seus canalículos.


Se possível deve evitar-se dar biberão porque a sucção pelo peito é diferente da sucção pela tetina, sendo alguns bebés muito sensíveis a esta diferença.


Uma vez iniciada a sucção eficientemente, estes movimentos estimulam terminações nervosas do mamilo que por sua vez vão estimular a glândula pituitária no cérebro. Esta responde produzindo hormonas – prolactina e ocitocina. A prolactina estimula o seio a produzir mais leite e a ocitocina estimula os músculos dos canais do leite a ejectá-lo no reservatório sob a aréola. Esta hormona vai também fazer contrair os músculos do útero, de tal modo que nos primeiros dias ou semanas após o parto poderão sentir-se dores no útero quando se amamenta. Apesar de um pouco doloroso, este processo vai ajudar o útero a voltar mais rapidamente ao tamanho normal reduzindo, a perda de sangue pós-parto.


3 a 5 dias após o parto ocorre a descida do leite. Algumas mães têm uma sensação de formigueiro, enquanto outras têm um aumento de pressão e sensação de seio completamente cheio; estas sensações são rapidamente aliviadas logo que o leite começa a fluir. O fluxo de leite varia em forma de jacto, gotejamento ou em corrente. O aumento de volume dos seios pode ser muito desconfortável e doloroso. A melhor solução é amamentar o bebé sempre que esteja com fome e esvaziar os dois seios cada duas horas. Por vezes os seios estão tão cheios que o bebé não consegue agarrá-lo. Nesta situação deve-se aplicar compressas húmidas e mornas, fazer a expressão manual do seio, massajando desde a axila até ao mamilo ou retirar algum leite com a bomba antes da mamada.


Aplicar compressas húmidas e mornas no peito alguns minutos antes da mamada contribui para o fluir do leite. Entre as mamadas para aliviar o desconforto aplique compressas frias.


Deve-se deixar o bebé mamar o tempo que quiser no primeiro seio e só depois passar ao outro lado, se ainda estiver interessado em mamar. A primeira parte do leite é rico em água, a segunda parte em gordura, por isso é importante que o bebé esvazie o seio.

Leite materno

Não há dúvidas de que o Leite Materno é o melhor alimento para o bebé. O leite materno é o alimento ideal porque contém todos os nutrientes que o bebé precisa, nos primeiros seis meses de vida, e o ajuda a crescer mais saudavelmente (anticorpos). Nenhum outro leite, alimento, bebida ou mesmo água devem ser fornecidos ao bebé quando está a ser amamentado ao peito. Efectivamente não existem leites fracos, mesmo em mulheres subnutridas, talnão acontece.


O leite materno atravessa estágios diferentes da amamentação: colostro, leite transaccional e leite maduro.


Colostro – Trata-se do primeiro leite que é denso, pegajoso e amarelado. Este contém anticorpos que promovem o crescimento do bebé e fornecem defesas contra agentes infecciosos. O colostro tem um efeito laxativo que ajuda o bebé a expulsar as primeiras fezes e a diminuir a probabilidade da icterícia neonatal. Embora em pouca quantidade o colostro é tudo o que seu bebé necessita durante os primeiros dias.


Leite de transição - Nas duas semanas seguintes, o leite aumenta de quantidade e muda de aparência e composição. As imunoglobulinas e os índices de proteína diminuem, aumentando os índices de gordura e açúcar. Neste período, os seios tornam-se mais tensos e pesados (ingurgitamento), o que é normal acontecer com a descida do leite. Amamente o bebé com frequência, isso ajuda a aliviar o desconforto.


Leite maduro - O Leite maduro tem um aspecto mais aquoso do que o leite de vaca, mas infinitamente melhor. Contem todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável do bebé. O leite materno nunca “dilui demasiado”.


Não se deve lavar o peito após as mamadas. Basta enxaguar o peito com água no banho diário. Deve ser evitada a utilização de sabão ou desinfectante nos mamilos e aréola para não secar a pele, que pode contribuir para o surgimento de mamilos macerados ou gretados.


As glândulas de Montgomery que cercam o mamilo começam a segregar um óleo natural que lubrifica a pele e inibe o desenvolvimento de bactérias.


Após a amamentação deve extrair algumas gotas de leite, massajar delicadamente e deixar secar a pele. O leite materno é um cicatrizante natural. Deixe o peito andar livremente. Sem pressão aumenta a produção de leite.


Durante os primeiros meses o seio tem tendência a verter, por isso quando sair terá de colocar uns discos protectores no interior do soutien. Escolha aqueles que deixam respirar a pele. Os de pura lã são os mais indicados.


Amamentar não significa magoar ou doer. Se for doloroso amamentar, procure ajuda junto um especialista em amamentação ou da sua enfermeira assistente. Existem vários factores para ter dor: Mau posicionamento do bebé, má pega, mamilo gretado, infecção mamária.

Um texto interessante e esclarecedor sobre o Parto


Indução do Parto
Persiste a ideia, falsa, de que indução é igual a segurança, um processo controlado do princípio ao fim, sem riscos, sem surpresas, sem perigo. Para muitas mulheres que recorrem aos hospitais privados também significa poderem assegurar o «seu» médico durante o «seu» parto: por um lado, ficarão sujeitas a todos os efeitos secundários de um parto marcado, que muitas vezes desconhecem; mas, por outro, têm a segurança de que estará lá alguém de confiança para resolver os problemas que podem surgir quando se marca um parto sem um motivo médico.
Em segundo lugar, existem outras razões: por um lado, no fim da gravidez as mulheres estão cansadas, o peso dos pés a aumenta.
Em muitos casos, a indução é marcada para as 38 semanas, antes do tempo previsto, para que não haja o «perigo» de o trabalho de parto se iniciar «sozinho», longe da presença médica, longe do hospital, longe de imprevistos.
Mas importa avaliar os aspectos positivos e negativos em mulheres e nascituros saudáveis. De facto, com a indução artificial, o parto torna-se mais previsível: não há o risco de ir para a maternidade às quatro da manhã e para muitas mulheres isso é sinónimo de tranquilidade mas, por outro lado, forçar os corpos da mãe e do bebé a iniciar um processo complexo, antes de eles estarem preparados, aumenta a possibilidade de intervenção – mais ocitocina farmacológica, cesariana, forceps, ventosa, episiotomia –, tal como intensifica as contracções, logo a necessidade de anestesia.
Este conjunto de práticas que interagem e dependem umas das outras, muitas vezes num círculo vicioso, pode também aumentar a propensão para problemas respiratórios nos recém-nascidos e a consequente necessidade de estes permanecerem numa incubadora. Induzir o parto antes do tempo, sem razões médicas, torna tudo muito mais previsivel: é muito mais provável que seja um parto difícil para a mãe e para a criança. Mas claro que as maternidades têm recursos para resolver estas dificuldades e é essa a lógica que muitas vezes preside na gestão do nascimento: investir na resolução dos problemas em vez de investir na sua prevenção.
A ocitocina farmacológica é também muito utilizada para intensificar o trabalho de parto mesmo que ele tenha começado de modo espontâneo. Nalgumas ocasiões é utilizada por razões práticas, para apressar o processo, em maternidades com pouco espaço e com profissionais de saúde sobrecarregados de trabalho e de obrigações. Mas o problema é que, em muitos casos, as parturientes precisam mesmo da ocitocina artificial. Constritas a viver o processo de nascimento num ambiente e em condições que não o beneficiam, têm necessidade de «ajudas» externas que substituam as suas próprias capacidades. Inibida a produção de ocitocina natural, é necessário recorrer à ocitocina farmacológica. Assim, a indução, instrumento precioso em casos de patologias já previstas ou inesperadas, acaba por ser muitas vezes utilizada porque, realmente, os níveis de ocitocina da parturiente não são suficientes para que o processo decorra sozinho, para que as contracções sejam eficazes e a dilatação progrida.
Levar a casa para o hospitalA disciplina da fisiologia, universal e transcultural, e as novas investigações médicas sobre a ocitocina e sobre o conjunto de hormonas implicado no parto têm contribuído para uma melhor compreensão do processo de nascimento. E são muitas as maternidades do mundo que já integraram na sua prática estes conhecimentos recentes. Dão protagonismo às mulheres e criam condições hospitalares para que elas possam beneficiar dos recursos próprios do corpo humano, por um lado; e limitando os usos da ocitocina farmacológica e outras intervenções àqueles casos, excepcionais, em que elas são necessárias. Ambas as atitudes são inseparáveis: a intervenção só poderá ser reduzida se se criarem condições para que os mecanismos fisiológicos possam funcionar.
O serviço de obstetrícia de um hospital tem características únicas, diferentes de todas as outras secções de um hospital. A parturiente saudável não é uma doente. É uma mulher que vai ter um filho. A única razão que leva uma mulher saudável a ser internada num hospital requer necessariamente uma abordagem diferente da de outras áreas da medicina, que têm de estar mais centradas na patologia. A banalização da indução, em que a parturiente recebe ocitocina (às vezes sem ser informada) no mesmo «soro» que lhe limita os movimentos, tal como a imposição de dar à luz em posição supina com as pernas pousadas numas perneiras é uma das regras que exemplificam a projecção do comportamento do «doente» no comportamento das grávidas. Hoje, já são muitas as maternidades em todo o mundo que pensaram nestas questões e mudaram o seu espaço e o seu ambiente. Mas não é possível mudar mobílias sem antes mudar cabeças. E isso é, claro, muito mais difícil.
Um modelo de nascimento utilizado em muitos países e com resultados muito positivos é aquele que procura criar um espaço hospitalar o mais parecido possível com uma casa. Tendo em conta que o ambiente privado, íntimo e afectivo de casa facilita o processo de nascimento, este modelo procura reproduzir as mesmas condições num ambiente hospitalar. Assim, a parturiente pode viver o seu parto com muitas das vantagens de um parto em casa e com a possibilidade de todos os instrumentos e saber dos profissionais de saúde que acompanham todo o processo e só interferem em caso de necessidade. Os resultados deste modelo de nascimento são muito positivos, na satisfação das famílias que o vivem, e na diminuição da intervenção, com o que isso significa no bem-estar das pessoas envolvidas e na poupança de custos hospitalares.
Quando se criam condições para que o corpo humano possa produzir ocitocina, diminui drasticamente a necessidade de recorrer à ocitocina sintética, com todas as vantagens que isso significa para o bem-estar físico e emocional da mulher e para bom começo de vida para a criança que acaba de nascer.”
Revista Pais e Filhos

- O Hospital São João tem uma sala de parto especial, pensada para a mulher que pretende ter um filho da forma mais natural possível e num ambiente especial, mas não deixando de ter ajuda hospitalar, se necessário.