sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Desenvolvimento da criança (de 2 a 3 anos)


Desenvolvimento Físico
• À medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a criança é capaz de saltar, andar ao pé-coxinho ou saltar de um pé para o outro quando está a correr ou a andar;
• É mais fácil manipular e utilizar objectos com as mãos, como um lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha;
• Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os intestinos e depois a bexiga);


Desenvolvimento Intelectual
• Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta "Porquê?";
• À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física – trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo;
• É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32 meses, é já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um breve período;
• Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome";
• A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é capaz de voltar a uma actividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela por períodos de tempo mais longos);
• A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à compreensão dos conceitos – progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo;
• Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e de formar grupos de objectos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 3 cavalos);

Desenvolvimento Social
• A mãe é ainda uma figura muito importante para a segurança da criança, não gostando de estranhos. A partir dos 32 meses, a criança já deve reagir melhor quando é separada da mãe, para ficar à guarda de outra pessoa, embora algumas crianças consigam este progresso com menos ansiedade do que outras;
• Imita e tenta participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a loiça, maquilhar-se, etc.
• É capaz de participar em actividades com outras crianças, como por exemplo ouvir histórias;

Desenvolvimento Emocional
• Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até à raiva frustrada. Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos pais;
• Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção – podem dever-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (as birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de comunicar de forma eficaz);

SINAIS DE ALERTA
• Adaptabilidade excessiva: retirada, passividade;
• Medo excessivo;
• Falta de interesse pelos objectos, pelo meio ou pelo jogo;
• Alterações de humor excessivas, bater ou morder de forma incontrolável;
• Birras prolongadas, com muito pouca tolerância aos limites impostos pelas figuras cuidadoras;
• "Consciência de si" muito frágil, que se pode traduzir na: dificuldade de tomar decisões; aceitação passiva das imposições dos outros; incapacidade de se identificar como "eu";
• Atraso significativo ao nível da linguagem: por exemplo, não é capaz de produzir frases simples (3, 4 palavras);
• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias

sábado, 15 de outubro de 2011

Reflexão

Não tenho escrito no meu blog, porque não tenho tido tempo ou disposição. Mas hoje à noite deu-me uma vontade irresistível de escrever umas linhas... sobre tudo e nada.
Hoje começou verdadeiramente o principio de algo. Todos sabíamos que as coisas não estavam bem. Contudo, quinta-feira o povo português entrou em choque. Tivemos uma sexta-feira apática, triste e desanimada.
E eu que estava tão cansada da palavra crise, parece-me que estou sempre a embarrar nela, nas notícias, nos jornais, na boca do mundo. E este espírito derrotista cansa-me.
As coisas estão mal, aliás péssimas na perspectiva económica. Ganhamos menos, pagamos mais e temos menos direitos.
Mas para mim o mais grave não são estas realidades, são outras... A perda de direitos, a falta de respeito e de liberdade... Parece que ninguém vê... Que quem nos dirige só pensa em finanças públicas, em equilibrar os desvios orçamentais e em prolongar o estado das coisas e da forma como vivemos.
E por isso, vamos todos trabalhar mais meia hora, porque já passamos todo o dia a trabalhar, mas como não chega, a solução é prescindir do tempo em família.
Vamos entregar os nossos filhos a estranhos para os criar. Vamos ser pouco presentes, chegar a casa mais tarde e deitá-los cedo. Dá tempo para meia hora de carinho e pouco mais. E isto é uma solução apresentada.
E os países nórdicos, que têm uma alta taxa de produtividade e às 16h já estão em casa com os seus filhos, a trabalhar a sua educação e instrução? E porque é que dão a possibilidade dos Pais ficarem com os filhos os primeiros anos em casa, recebendo por isso? Porque os jovens são o nosso futuro. E são com certeza mais equilibrados, quando acompanhados. Apostam na formação, na cultura.
Acreditam numa sustentabilidade, na protecção ambiental e nos produtos biológicos.
Estou cansada de corrupção, de injustiças sociais e de rendimentos mínimos. Estou cansada de pouca visão de futuro e poucas soluções.
E pergunto-me onde está o plano de salvação nacional? Porque não seguimos as tendências nórdicas? Porque não apoiamos verdadeiramente a criação de empresas fabricantes? Porque não se acabam com os poderes instalados..
Estou sentada e acabei de ver uma reportagem sobre a Guiné-Bissau. Eles sim vivem na miséria, sem instrução, sem saneamento, sem ter o que comer...
E daqui a umas décadas, se nada fizermos somos nós, a dita Europa desenvolvida. Os portugueses acham que pior não pode ficar, mas pode se não mudarmos. Se não apostarmos no que é estratégico. Se não voltarmos para a terra, se não entrarmos em conjugação com a natureza. Precisamos de a respeitar, de a aceitar e viver com menos coisas, mas bastante melhor.
Depois destas notícias, só me apeteceu sair do Porto, abandonar tudo e ir para o interior, viver com tempo para a minha filha e para mim.
Para SER FELIZ... Nós vivemos para sermos felizes, não uns desgraçados, que nos lamentamos por tudo, que aceitamos os fatalismos politicos e económicos. Basta começarmos por nós.
Eu sexta-feira estava triste, mas hoje já não! Fiz um esforço por mim, pela minha familia e acima de tudo pela minha filha. Estou bem disposta, porque sei que isto tem de acontecer para mudarmos.
Muitos falam do fim do mundo e eu acredito que isto tratasse mesmo do fim do mundo. Pelo menos, como nós o conhecemos. Estamos a aprender uma lição... Mas enquanto o fazemos, vamos tentar levá-la como uma necessidade!
Vamos dar tempo aos nossos filhos, a nós, a espalhar sorrisos e felicidades!