quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Como Melhorar a Autoestima dos Nossos Filhos


◦ É importante permitir às crianças a livre expressão dos seus sentimentos, mesmo os negativos. Por vezes, desvalorizamos sentimentos muito fortes das crianças, com expressões como "não se chora", ou "isso não é nada". Se a criança sente, é porque tem razões para isso, e é importante validar esses sentimentos e permitir-lhe que os partilhe connosco.

◦ Nem sempre é possível mas, quando for apropriado, permita que as crianças tomem as suas próprias decisões. Pode-se, por exemplo, pedir que opinem sobre questões como onde ir passear, que actividade realizar, entre outras. Tal faz com que se senta importante, valorizada e respeitada.

◦ Tal como os adultos, as crianças também apreciam (e merecem) que respeitem os seus espaços e limites. Expressões como "com licença" e "obrigado" podem ajudar a que a criança se sinta confiante e respeitada.

◦ Ouvir as crianças. Mesmo nos momentos em que sentimos pressa, é importante parar para ouvir e valorizar o que a criança nos transmite. Quando tal não é possível, é preferível explicar que será melhor falar sobre esse assunto mais tarde. Mas, mal seja possível, aborde novamente a questão junto da criança.

◦ Elogie-as com frequência, mas quando e onde o merecerem. Os elogios são uma óptima ferramenta para a construção da auto-estima, mas só quando atribuídos pelo mérito, e de forma coerente. Mais do que o resultado, reforce o esforço da criança para ser bem sucedida.

◦ É frequente em nós, adultos, esquecermo-nos de que já fomos crianças, e de que a sua forma de entender e percepcionar o mundo é muito diferente da do adulto. Procure empatizar com a criança, e perceber como ela se sente em determinado momento. Deste modo, será para nós mais fácil entender o seu ponto de vista e, assim, lidar com ela.

◦ Partilhe com os seus filhos os seus gostos, o que valoriza e o que ama.

◦ Enquanto modelo para as crianças, transmita e seja entusiasta, positivo e alegre.

◦ Ao reencontrar o seu filho após um dia de trabalho, experimente perguntar pelas coisas boas do seu dia, o que mais gostou, o que valorizou. De seguida, expresse-lhe igualmente o que mais gostou do seu dia.

◦ É sempre positivo interessar-se pelos pequenos êxitos das crianças, e "perder" alguns minutos a elogiar as primeiras tentativas no caminho certo.

◦ O nosso cansaço, muitas vezes resultado de um dia de trabalho, pode potenciar momentos em que "descarregamos" nas crianças de forma descontextualizada e injusta. É necessário avaliarmos o nosso estado e, quando necessário, recorrer ao parceiro para que lide com determinadas situações, resguardando o adulto mais cansado (e a criança).

◦ Esta é uma verdade que deve ser aplicada para todas as crianças mas que, torna-se mais relevante quando se trata de irmãos: o recorrer às comparações para repreender ou fazer a criança ver qual o comportamento desejável não é uma boa estratégia pedagógica. Não é positivo para nenhuma das crianças, e há sempre alguma que fica prejudicada com a situação.

◦ Termina-se com uma proposta: uma vez por dia (no mínimo), elogiar algo bem feito de cada criança, com naturalidade e no momento em que a criança realiza o comportamento alvo do elogio.

Bruno Pereira Gomes - Psicologo


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ter alergias em Portugal


Para algumas crianças que sofrem de alergias, o único leite/alimento que podem ingerir é um leite intitulado de NEOCATE.

No Brasil, como em todos os Países da Europa, este leite especial é comparticipado pelo estado. Em Portugal não o é. Eu felizmente ainda amamento e tenho apenas uma lata para qualquer eventualidade. Mas há famílias que gastam 1.700 euros por mês neste leite, porque os seus filhos só podem consumir este suplemento, nada mais, nem carne, nem peixe, nem legumes. Nada. Cada lata custa cerca de 60 € e dá para 3 dias (correspondente ao peso da minha filha)... E foi um senhor do PS que retirou a comparticipação... Solução para estas famílias? Muitas recorrem a familiares que vivem noutros países europeus...

A Mel está a tentar a carne de vitela (depois de fracassado o frango, o perú e o coelho) e até agora está tudo bem... Eu nem acredito, espero que se mantenha assim.

Mas para a futuras mamãs, seguem umas dicas, que ajudam a prevenir a alergia multipla. E nunca deixem que na maternidade lhe dêem leite artificial, porque pode despoletar alergias.

Prevenção da alergia múltipla

É possível prevenir ou retardar a aparição de alergias em crianças mediante intervenções dietéticas que se iniciam desde a gravidez. Em mães com antecedentes alérgicos, recomenda-se evitar durante a gravidez os alimentos alergénicos tais como, leite, ovo, peixe, mariscos, amendoins e soja, e substituí-los por outros que não comprometam seu estado nutricional, complementando com cálcio quando necessário. A mãe deve continuar a evitar os alimentos durante o aleitamento materno exclusivo e mantê-lo por no mínimo seis meses, já que alérgenicos alimentares podem ser transmitidos através do leite materno.

Mães que relatam ter ingerido alimentos alergénicos, como amendoim ou nozes quando grávidas e quando amamentavam os seus filhos, sentem-se culpadas por acreditarem que a alergia da criança tenha sido causada pelo aleitamento materno.

A introdução de alimentos sólidos com potencial alergénico deve ser adiada em crianças com antecedentes familiares de alergia. Recomenda-se que a introdução desses alimentos aconteça após o primeiro ano de idade para alimentos como, ovo, pescados e soja. Por volta dos três anos de idade, pode-se introduzir o amendoim.

Apesar de todas as dificuldades quanto ao diagnóstico correto da alergia alimentar, a sua importância é inquestionável na faixa etária pediátrica, sendo necessária uma abordagem ampla, na qual envolve atendimento multidisciplinar e a conscientização da família quanto à importância das orientações a serem seguidas, objetivando o controlo dos sintomas.

Crianças com alergia múltipla devem ser encaminhadas para um Nutricionista para se assegurarem que a dieta de eliminação da criança seja nutricionalmente adequada.

Cuidados con as reações alérgicas na crianças
A alergia pode ser fatal. Existem formas de reações alérgicas que podem matar em alguns minutos: o edema de Quincke e o choque anafilático. O edema de Quincke é caracterizado por um inchaço localizado ao nível das vias respiratórias. A pessoa afetada pode assim ser vítima de asfixia. Já o choque anafilático é uma reação generalizada grave, que começa por um mal-estar e que pode levar a uma insuficiência circulatória aguda, acompanhada de dificuldade respiratória. Na ausência de tratamento (injeção de adrenalina), a violência deste choque pode levar à morte. As picadas de himenópteros (abelhas,vespas), certos medicamentos e alimentos podem provocar este tipo de reação.

 
Uma alergia não tratada pode manter-se durante toda a vida e pode mesmo complicar-se ou agravar-se. No entanto, se for controlada a tempo, pode desaparecer. Os medicamentos como os anti-histamínicos e os corticosteróides proporcionam alívio imediato, mas não tratam o problema de fundo. A dessensibilização alergénica é um tratamento mais específico e consiste na readaptação progressiva do organismo ao alérgeno responsável pela doença alérgica. O ideal é combinar estes dois tipos de tratamentos.

Existe uma predisposição genética para a alergia. Quanto maior o número de pessoas dentro de uma família com casos de alergia, maior o risco da criança nascer com algum tipo de alergia:
- 15% se não houver hereditariedade.
- 40% se o pai ou a mãe for alérgico(a).
- 60% se o pai e a mãe forem alérgicos.
- 75% se o pai, a mãe e um membro da família próxima forem alérgicos.
É a sensibilidade alérgica que se transmite e não a alergia em si mesma (os filhos não serão forçosamente alérgicos ao mesmo alergénio que os pais).

Alergia Multipla


"Alergia infantil múltipla
Escrito por Pablo Zevallos

É cada vez maior o número de crianças com algum tipo de alergia. Segundo especialistas, 1 em cada 3 adultos e 4 em cada 10 crianças tem algum tipo de alergia. Têm aparecido casos de alergia total a comida. Hoje no mundo, cerca de 30% da população tem algum tipo de alergia. A previsão para o final do século é de 50%.

A alergia trata-se de uma verdadeira guerra do organismo visando expulsar um corpo estranho. Os anticorpos provocam no sangue, liberação de histamina, substância responsável pelos sintomas mais comuns da alergia, como os espirros.

No Brasil, o casal de irmãos João Víthor e Nicole também desenvolveram casos curiosos de alergia. Nicole, de 2 anos só pode beber bebida láctea. Cada lata dura em torno de 1 dia e meio e custa por volta de R$ 500,00. Já seu irmão João Víthor, só pode tomar outro tipo de leite (a lata custa R$ 450,00) e só come carne de rã (R$ 60,00 o quilo). Segundo a mãe, o mais difícil foi o diagnóstico da alergia múltipla. Desde que nasceu, o menino vomitava muito e tinha diarréias contantes e sempre diagnosticavam como virose ou fome. Somente aos 9 meses de idade receberam o diagnóstico, quando iniciou o tratamento.

Os meninos têm alergias a sabonete, cremes hidratantes e a alguns medicamentos. João Víthor não foi para a escola porque os médicos também identificaram alergia a cola, giz de cera, massinha de modelar e outros itens presentes na sala de aula.

A esperança dos pais é que alguns médicos afirmam que o caso deles evoluem para a cura, mas não tem data definida para isso.

A Prefeitura de Goiânia custeia as latas de leite para as crianças, mas sengundo a mãe, de vez em quando atrasam e têm que recorrer ao Ministério Público.

É importante alertarmos que as crianças brasileiras tem direitos legais ao fornecimento de medicamentos e atendimento médico especializado. Muitas vezes é necessário mover uma ação judicial. Leites especiais e medicamentos de alto custo, o governo deve assumir."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Perspectivas nº2 - "Mamã - Fazes-me sentir tão feliz"


A diversão conjunta liberta dopamina e opinóides no cérebro do seu filho. Com o tempo, ele irá associar os relacionamentos humanos com boas sensações, calor emocional e espirito brincalhão. Tudo isto é fundamental para ele ser capaz de desenvolver relacionamentos positivos na vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perspectivas - nº1 - Tristeza


Ignorar a tristeza de uma criança pode levá-la a aprender a desinteressar-se dos outros. É importante ser-se sensível à sua dor emocional e mostrar-lhe sempre compaixão pela sua angústia genuina.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mito nº 4 - O Meu filho deve ir para o Infantário por volta dos 2, 3 anos



"A pesquisa científica demonstra uma melhoria no desempenho cognitivo de uma criança que frequentou um infantário antes dos cinco anos de idade. Mas, infelizmente estas mudanças positivas não encontraram extensão semelhante na saúde e na inteligência emocionais. Aqui, verificamos que o oposto é verdade." 
A Ciência da Paternidade - Margot Sunderland


Em bebés com menos de um ano os efeitos nefastos são ainda maiores, porque estes aprendem a calarem os seus sentimentos. 
As crianças apresentam níveis elevadíssimos de cortisol, aumentando a agressividade, a sua não sujeição e a uma dificuldade de relacionamento entre pais e filhos.
Os bebés até aos dois anos podem considerar difíceis os dias passados no infantário porque não fazem ideia do tempo, não tendo por isso noção de quando o pai ou a mãe o vão buscar.


Tenho a sorte de ter uma Mãe disponível, que adora a Mel... Mas e as Mães que não têm? Que outro remédio têm? Por isso, é que cada vez menos acredito neste sistema social, nesta sociedade estranha que nos obriga a fazer aquilo em que não acreditamos (estilo carneirinhos)... 
Queria poder ter mais tempo para a minha filha e não me submeter a regras estúpidas, que obedeço cegamente, por razões quase desconhecidas! 
Por isso, quem tiver avós disponíveis ou uma ama amorosa e confiável, não pense duas vezes... o seu filho tem a vida toda para socializar e mil e uma oportunidades para o fazer de outra forma...  

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ser Mãe e Mulher


Não sei se é algo generalizado, é pelo menos algo que sinto e que nunca tinha percepcionado em "Mães"...
Ser Mãe transformou-me numa Mulher mais forte e confiante.
Muito se fala nas inseguranças femininas, seja no seu papel de Mãe, seja no de Mulher, devido às alterações decorrentes no corpo devido à gravidez. Mas eu não as sinto... É incrível e nem sei como explicar... porque de facto tenho a necessidade de ser uma Mãe perfeita, contudo não sofro de ansiedade... Sinto-me extremamente magra (nunca pesei 45 kilos e não gosto de me ver assim), mas ao mesmo tempo sinto-me muito confiante (estilo super mulher - talvez um bocadinho menos:))...
Enfim, um mix de coisas...
E acima de tudo, cada vez mais acredito que o equilibrio e a confiança nascem dentro de nós. Espero que esta alegria e serenidade tornem a minha filha na criança mais feliz do Mundo, porque ela fez de mim a Mulher mais feliz do mundo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meias para gatinhar

Não são o máximo?
Com as collants de gatinhar da Sterntaler ninguém pára o seu bebé! Com uma sola anti-derrapante que permite a tracção necessária caso do bebé se levante, anti derrapante no peito do pé para dar segurança evitando que as pernas escorreguem e Joalheira anti derrapante que protege e dá traccção para um gatinhar seguro. Com motivo na parte de trás. Podem ser secas na máquina e tal como todos os texteis Sterntaler têm certificação Oeko-tex 100 que atesta que toda a sua confecção é feita livre de quimicos nocivos.


Também quero umas... Onde? Na Ecological Kids  http://www.ecologicalkids.pt/

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Como estimular o meu Bebé? Dicas


1º. mês - Converse ou cante para o bebé. O som da sua voz é reconfortante e transmite-lhe segurança.
Faça massagens à criança, estimule cada parte do corpo dela: pés, mãos, costas, rosto. Pode-se colocar música suave e revelar, através deste contacto físico, os seus sentimentos por ele pois, o toque das mãos transmite amor, carinho e segurança.

2º mês - Apresente objectos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos.
Junto ao berço coloque um móbil colorido dentro do campo de visão do bebé.

3º. mês - Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebé tentará imitar e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos.
Estimule o tacto do bebé com objectos de diferentes texturas. Ex.: passar no pé ou na mão dele uma pluma e observar as reacções; encostar na mão algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado apoiado por almofadas.

4º. mês - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebé tentará imitar.
Mande-lhe brinquedos (bolas, dados) para ele tentar agarrar.

5º. mês - Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que ele agarrar, vai levar à boca.
Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. Espalhe brinquedos à sua volta deixe-o a brincar no chão.

6º. mês - Durante as refeições relate ao bebé o que ele está a comer. Mostre-lhe os alimentos.
Nesta fase, convide a criança para passear, e espere que ela lhe estenda os braços.
Imite o barulho dos animais e objectos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre, deixe-o próximo das árvores, para que ele observe o balancear o e barulho das folhas.

7º. mês – Proporcione à criança a manipulação de brinquedos que façam barulho, de diferentes cores, formas e tamanhos. Coloque-os próximos do bebé e estimule-o de modo a ele ir buscá-los.
Ensine-o a dizer adeus. Em pouco tempo repetirá os gestos dos adultos.

8º. mês - Brinque às escondidas com uma toalha ou cortina. Permita que a criança mande objectos para o chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento. Desta forma, está-se a fomentar a noção de causa e efeito.
Conte histórias, mostrando as imagens do livro.

9º. mês - Deixe perto do bebé brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e a encaixá-los.
Quando junto do bebé, relate-lhe tudo o que faz. Ele começará a repetir sílabas. Converse sobre animais e imite o barulho dos mesmos.

10º. mês - Converse com o bebé e dê-lhe alternativas. Por exemplo: "Queres o urso ou a bola". Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido.
Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará os seus monossílabos.
Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, está a incentivar a linguagem.

11º. mês - Participe nas brincadeiras da criança. Deixe à mão objectos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde.
Chame a atenção dele para objectos e animais conhecidos e também para as novidades.
Estimule-o a beber água em copos ou com o auxílio de palhinhas.

12º mês - Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique-lhe tudo: o que estão a fazer, onde vão, etc... Brinque às escondidas ou à apanhada com a criança. Jogue à bola com ela.

Psicólogo Bruno Pereira Gomes

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mito nº3 - Os dentes dão febre

Os dentes não dão febre!! É comum ouvir esta expressão mas ela não é verdadeira. Os dentes ao romperem tornam o bebé mais irritado e fazem com que se babem mais. Eles levam muitas vezes as mãos e os objectos contaminados à boca, o que provoca uma maior probabilidade de infecção. As infecções, essas sim, dão febre, e quase sempre, simultaneamente "ao nascer dos dentes" existe uma constipação.

Febre


A minha Mel está de rastos.. Febre alta, dores abdominais, dorme mal e umas diarreias. Eczema na pele e muito aborrecimento.
É a primeira vez que a vejo assim... Já teve doentinha, mas não neste estado.
Fica caidinha, com os olhos fundos e o meu coração fica apertado, apertado... 

Para mamãs e futuras mamãs stressadas


Fique atento aos principais sinais de stress

Quando o stress atinge níveis elevados pode representar uma ameaça grave à saúde, gerar esgotamento e desencadear doenças como úlceras, dores crónicas, problemas cardíacos, dermatológicos, depressão, entre outros. O nível de stress depende de como cada um lida e interpreta as situações do dia-a-dia. Saber o que gera tensão e ansiedade e aprender a lidar com os conflitos e emoções é fundamental.

Então, para manter o stress sob controlo, é importante que você reveja e modifique seu estilo de vida. Não existe receita pronta, mas algumas dicas são válidas:
- Respeite e valorize seu corpo e sua mente;
- Conheça seus desejos, competências, conflitos e dificuldades;
- Procure dosear prazer e obrigações;

- Organize sua agenda e compromissos;
- Não seja perfeccionista (esta é difícil para mim!!);
- Aprenda a dizer “não” (esta é para ti amiga S.);
- Identifique suas principais fontes de stress;
- Faça pequenas pausas no trabalho;
- Procure actividades de lazer;
- Nas férias procure relaxar;
- Cultive os seus amigos e os relacionamentos familiares;

- Pratique exercício físico;
- Procure ter uma alimentação saudável e balanceada;
- Durma o suficiente para descansar (para mim, neste momento também é difícil);
- E a minha preferida: “Mude de canal” quando estiver aborrecido – ouça uma música, lembre-se de algo bom que fez ultimamente, imagine-se num lugar que lhe inspira segurança e bem-estar;


Sei que é dificil, mas lembre-se que só se vive uma vez.. ou talvez mais... Mas só uma de cada vez:)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mimar bebés torna-os adultos menos stressados


Um estudo publicado no “Jornal de Epidemiologia e Saúde Comunitária”, um jornal norte-americano, demonstra que mimar os bebés os torna mais bem preparados para enfrentar os problemas da vida na idade adulta. Na pesquisa realizada durante vários anos com 482 pessoas no Estado americano de Rhode Island, os cientistas compararam dados sobre a relação dos bebés de 8 meses com a sua mãe e o seu desempenho emocional, medido por testes, aos 34 anos de idade.
Eles queriam verificar a noção segundo a qual os vínculos afectivos fortes a partir da primeira infância fornecem uma base sólida para se sair bem diante dos problemas da vida.
Até então, os estudos sobre o assunto eram baseados em relatos de lembranças da infância, sem nenhum acompanhamento.
Em cerca de um caso em dez, o psicólogo notou um baixo nível de afecto maternal em relação ao bebé. Em 85% dos casos, o nível de afeição era normal, e elevado em 6% dos casos.
Essas pessoas acompanhadas foram testadas, depois, aos 34 anos, sobre uma lista de sintomas reveladores de ansiedade e hostilidade e mal-estar em relação ao mundo.
Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objecto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos. A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar.
Segundo eles, isto confirma que as experiências, mesmo as mais precoces, podem influenciar na vida adulta. As memórias biológicas construídas cedo podem "produzir vulnerabilidades latentes", diz o estudo.

Eu mimo muito a minha filhota e vou continuar a mimar... sempre...

Mito nº 2 - Os bebés ficam mimados se pegarmos muito neles?

Pelo contrário. Durante os primeiros meses, pegar nele fá-lo sentir-se amado e seguro. Tornam-se bebés mais calmos e felizes.
E todas nós queremos que os nossos filhotes sejam muito felizes...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Parece fácil, mas não é

Esta é para ti Rita...

"Uma criança aos berros no chão do supermercado... A gritar que não quer jantar... Raro é o pai que nunca teve de lidar com uma birra do filho. Entre os 18 meses e os 3/4 anos, quase todas as crianças passam, com menor ou maior intensidade, por momentos destes, o que deixa frequentemente os pais desarmados, sem saber como reagir.

A boa notícia é que tal situação é um sinal de crescimento, e é característica duma fase em que a criança procura afirmar-se, com sentimentos e vontades próprias.

Apesar de ser difícil lidar com este tipo de comportamentos, eles podem tornar-se em óptimas oportunidades de ajudar a criança a aprender a conviver com sentimentos como a frustração e a zanga, e a desenvolver a capacidade de auto-controlo. A tarefa dos pais é ensinar à criança outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o facto de que nem sempre lhe fazem a vontade.

Nestes momentos, é necessário que os pais não tenham receio de dizer não, explicando a razão de o fazerem. Cabe-lhes ensinar aos filhos que as birras não os farão mudar a sua opinião, bem como que o seu amor pelo filho não se alterará. Se mesmo assim não resultar, procure distraí-lo ou não lhe dê atenção por alguns minutos. Muitas birras terminam quando deixam de ter público e, com os pais por perto, tornam-se mais difíceis de controlar.

Após a criança controlar-se, felicite-a por ter optado pelo bom comportamento, e procure falar com ela sobre alternativas de conduta mais eficazes que as birras.

Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. Aprender que tudo tem limites, abre caminho para um convívio saudável com os outros e para uma boa integração na sociedade.

O objectivo é a autodisciplina, porém, não pense que esta será a última birra...

Psicólogo Bruno Pereira Gomes"

Mitos e Perspectivas - Mito nº 1


"Chorar é bom para os pulmões do bebé"
Não ouça este conselho de boa vontade mas disparatado - se o seu bebé está a chorar, geralmente há uma boa razão. Como qualquer mãe sabe, o choro de um bebé significa "quero comer", "estou cansado", "tenho dores", "estou molhado" ou até "estou demasiado excitado, deixem-me em paz". Chorar é a forma de o seu bebé lhe comunicar alguma coisa e é natural e saudável responder a isso.

Como concordo com esta opinião. Bebés que vêem as suas necessidades atendidas, aprendem a confiar e serão certamente adultos mais seguros e felizes.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Enfim...

Confirma-se através de analises ao sangue que a pequenina é alérgica à proteína do leite de vaca e uma alergia severa. É raro num bebé estas análises demonstrarem a alergia, mas infelizmente devido à reactividade do organismo da Mel, foi possível verificá-lo.
Em termos de ferro, tiroide e outros nutrientes a Mel está bem e tudo graças ao leite materno.
Vou esperar que ela estabilize para nos aventurarmos novamente na introdução de outros alimentos.
Depois do frango, perú e coelho, sem sucesso, tentaremos a vitela e rezo para que a aceitação seja possível.
Ontem estava muito triste, porque tinha a esperança que a alergia fosse apenas imaginação minha... e porque em vez do querido médico Jorge Amil, fomos consultados por uma outra médica, que não gosto e que pouco segurança me transmitiu...
Só espero que em Outubro a consulta seja novamente com o Dr. Jorge Amil.
Com tudo isto a pequenina desceu novamente de percentil. Já não está no 5... mas no 3...
Será certamente uma fase. E serve-me de lição que não posso confiar nas empadas do Celeiro, apesar de me terem dito que a margarina não tinha leite, mas tinha...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Estou farta…. Fartinha

Como se já não bastasse ter que tirar leite 6 vezes por dia, ainda tenho de ouvir e sentir as pessoas a sufocarem-me, a pressionarem-me para eu deixar de amamentar.

Sim, porque amamento através de uma máquina, não porque tenha prazer nisso, muito pelo contrário, mas porque é o melhor para a minha filha.

Faço dieta de leite, derivados, ovos e soja, não porque queira, mas porque é o melhor para a minha filha.

Sei que perdi 8 kilos do meu peso habitual, mas a minha filha é bem mais importante que tudo o resto.

E para todas as mães que querem amamentar e não o conseguem fazer pela via tradicional, maravilhosa, que é a natural, sim é possível amamentar em exclusivo através da máquina.

Faço-o à 7 meses… Em casa, na casa dos meus Pais, dos meus sogros, em estações de serviço, casas de banho, salas de reunião e até no avião, tudo é possível, desde que seja feito com muito amor…

Obrigada ao meu super maridão, que me dá força, ajuda-me para que isto seja possível…

terça-feira, 21 de setembro de 2010

WISHBONE DESIGN - Bicicleta 3 em 1



Estas bicicletas de madeira para bebés da Wishbone Design da Nova Zelândia são fabulosas.

Vencedora de vários prémios de design ambiental e considerado um dos 100 melhores produtos VERDES pela revista TIME, são ambientalmente responsáveis pois todos os componentes são amigos do ambiente, reciclados e sustentáveis.

É uma bicicleta 3 em 1 que acompanha diferentes etapas no crescimento da criança, começando como triciclo a partir do 1º ano e depois como bicicleta. Quando crescem mais um pouco, o quadro vira-se e torna-se a maior bicicleta sem pedais do mercado.

Não são o máximo?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pergunta difícil

Quando estive com a minha amiga S., ela perguntava-me quais as coisas que são verdadeiramente necessárias quando se tem um filho e as dispensáveis.
Pergunta difícil...
Mas odeio tralhas que não se usam, parece que me bloqueia a circulação de energia em casa, sei lá. Mas como somos todos diferentes e as nossas necessidades também, resolvi apontar as melhores compras que fiz.
Assim:
 - Não uso toalhetes. São agressivos para a pele do bebé e poluem imenso o ambiente. Por isso uso compressas de algodão para bebé que compro no Jumbo e Água Termal da Uriage para Bebé. O cheirinho é delicioso e são bem mais económicos;
- Um parque insuflável: A Mel adora brincar neste parque. Não se sente presa e pode interagir connosco. Tem na Verbaudet, mas no Toysrus é mais barato 10€.


- Um cesto respirável para guardar os brinquedos e acessórios do banho. Assim não andam espalhados pela casa de banho.
- Balde para fraldas: muito prático para ter no quarto.
O que dispensei ou dispensaria (cada mãe tem a sua percepção):
- Espreguiçadeira (só dá até aos seis meses), contam-se as horas em que a Mel lá esteve sentada;
- Esterilizador (custa mais lavar, esterilar na panela é rápido. Os esterilizadores de microondas são controversos, mas são óptimos para guardar os biberões depois de esterilizados na panela, é o que faço);
- Carrinho, em especial pesado. Nunca ando de carrinho. Acredito que andarei quando ela for mais pesada. Muitos pais compram um carrinho todo quitado, pesado e depois compram um mais leve, quando o bebé tem um ano... Aconselho a esperar e comprar só o mais leve!

Mas Mamãs, ajudem a minha amiga S. e digam da Vossa justiça...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Casinha de cartão


O que estou a pensar comprar quando a minha pequenota for maior... Já a estou a imaginar lá dentro e partes do corpo da mãe também:)


É irresistível


Ter uma menina é irresistível para nós Mães...
As roupas, os acessórios são deliciosos.
Ainda este fim-de-semana comprei umas galochas e só me apetecia trazer umas para ela!
Quando ela começar a pedir, estou desgraçada, porque não sei quem será a mais vaidosa...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pais e Mães, mas também Homens e Mulheres


Sempre que falo com amigas e amigos pais surgem sempre as mesmas afirmações, por parte deles e delas. Parece que somos formatados pelos nossos novos papeis e que Homem e Mulher vivem as coisas de forma diferente.
Não gosto de estereotipos, mas acabo por chegar à conclusão que no meu Universo definitivamente os Pais e as Mães queixam-se das mesmas coisas e sentem os mesmos medos e emoções. Obviamente, sabendo que cada um tem a Sua personnalidade e que isso intensifica ou atenua estas sensações.

E que sensações são essas, perguntam?
Quando nos tornamos pais, assumimos novos papéis sociais, que exigem adaptação. Trata-se de uma transição profunda, que altera a nossa forma de viver e sentir. Mesmos os casais mais ajustados sofrem tensão na transição, devido a pressões psicológicas e sociais.

Um ponto de stress surge com a divisão das tarefas domésticas e dos cuidados do bebé. A divisão de tarefas domésticas acaba por não ser tão equilibrada como gostariam o que gera conflitos no casal.

Diferenças Homens/Mulheres

As Mulheres queixam-se de uma diminuição da satisfação conjugal e sofrem o maior índice de mudança pessoal.

Os Homens têm a percepção do declínio da satisfação conjugal.

Mães investem mais e envolvem-se mais com os filhos.

Pai faz um maior investimento em actividade lúdicas com o filhote.

Mães participam no cuidado primário dos bebés e os pais ajudam e não dividem as responsabilidades parentais. A mãe acha que deve exercer todos os cuidados, afastando o pai, originando sentimentos de ciúme e insegurança.

Pais decepcionados com o papel secundário que assumem na vida da mulher após a paternidade.

Comum aos dois: perda de intimidade na relação conjugal, perda de espaço em casa e perda de tempo disponível para si mesmos.


Le Masters citada por Rocha

“as mulheres, quando se tornam mães, tendem a reclamar de um cansaço crónico, de um confinamento prolongado dentro de casa e uma vida social menos activa, das longas horas de vigília a que são submetidas e de uma queda vertiginosa nos padrões de arrumação da casa. Além disso, elas demonstram uma certa insatisfação e uma preocupação excessiva consigo mesma e com sua aparência.”"Os maridos repetem os mesmos temas, queixam-se de uma aumento da pressão sócio-economica e um declínio da correspondência sexual das esposas. Grande parte da amostra de casais da sua pesquisa afirma que o nascimento do primeiro filho correspondeu a uma ampla e severa crise nas suas vidas, porém consideram que valeu a pena."

Apesar de todos estes sentimentos, se existir cumplicidade e amor entre o casal, estas questões são ultrapassadas. Também nós temos de crescer e pensar menos no imediato (estes sentimentos são só nos primeiros tempos).

Eu e o N. também tivemos o nosso período de adaptação, embora o N. seja fantástico e me ajude imenso com a Mel. Mas passamos por alguns dos items acima expostos, contudo nada que dois berros e muitos abraços não ultrapassem. Sim, às vezes a tensão é libertada assim.

E esta é a mais pura das verdades "Vale tudo a pena"...

Boas

Boas notícias.. A Mel está bem melhor...
Depois de uma semana atribulada com ida ao Hospital, análises ao sangue e eu dilacerada a segurar-lhe na mãozinha... ela está bem disposta e a comer...
O senão é que tive de retomar a medicação!
Ela é tão pequenita que me corta o coração.
Tive de suspender a carne na sopa... Tinha a esperança que o Coelho não lhe fizesse reacção, mas tentativa fracassada. Frango nem pensar... está dificil.
Foi numa consulta em Julho que me falaram pela primeira vez em alergia multipla...
Estou desejosa que chegue o dia 27 de Setembro... Temos os resultados dos exames!

domingo, 5 de setembro de 2010

Hoje é um daqueles dias

Não é muito meu costume desabafar aqui no blogue. Não foi para isso que o criei...
Mas hoje é um daqueles dias, em que me sinto sem forças. A minha pequenota está de rastos... Não come, não dorme... Contorce-se e eu sem saber porquê.
Foi uma noite em claro. Por fim, perto das seis da manhã, já exausta, adormeceu...
O dia de hoje não foi melhor... recusou todas as mamadas!
Só a sopa é que foi. E eu sinto-me impotente. 
Talvez amanhã esteja melhor...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um exemplo fantástico de Educação Positiva

“Mara Nunes é psicopedagoga, tem 30 anos e uma filha com 15 meses. Já seguia alguns dos princípios da Educação Intuitiva profissionalmente. Agora aplica-os na aventura de educar a sua filha.

"Já antes de engravidar me interessava muito pela área da educação, pela vertente profissional. Mas procurava alargar conhecimentos e conhecer novas abordagens. Encontrei muitas visões diferentes da forma convencional de educar, da forma como a maioria de nós, pais, teremos sido educados.

Com a minha filha, comecei a tomar uma série de opções que eram instintivas para mim. Só depois conheci a Educação Intuitiva e percebi que se enquadrava nas opções que eu já fazia. Até aí achava que era uma visão pessoal, todas as pessoas à minha volta questionavam as minhas escolhas, como o parto em casa para respeitar mais o bebé e os seus ritmos, como pôr a minha a filha a dormir comigo, ou andar sempre com ela ao colo, no pano, ou ainda, hoje, continuar a dar-lhe de mamar.

Não sabia que havia um nome para tudo isso e grupos de pais que se juntavam para trocar experiências. Achei que fazia todo o sentido participar.

Penso que os pais hoje estão muito perdidos entre a forma ideal de educar e aquilo que conseguem, de facto, fazer. Por isso, estes grupos são muito úteis. Porque o mais difícil, neste processo, é lidar com as pressões exteriores.

A minha filha é bastante autónoma

Logo para começar, o parto foi muito respeitado e cada vez acho mais que o nascimento é a base de muito do que acontece ao longo da vida. Há coisas que têm explicação muito mais atrás do que nós imaginamos. Isso é logo um dos princípios da educação intuitiva.

Depois é tudo muito natural e ao ritmo dela. Até aos 12 meses, os sólidos foram sendo introduzidos muito devagar, só à medida que ela procurava. Foi alimentada sobretudo com leite materno. As pessoas achavam que ela ia ficar doente, que depois não ia querer comer.

Quando saio com ela para fazer caminhadas ou para ir às compras vai sempre no pano, desde as seis semanas de vida. Nunca usei o carrinho.

Hoje come praticamente tudo, adora comer, come sozinha com a sua colher. Para quem pensa que as crianças ficam muito dependentes, só posso dizer que a minha filha é uma criança normal, mas talvez mais autónoma do que é a média. Quando me dizem «Está muito agarrada a ti», eu respondo, «Claro, só pode estar a agarrada a mim, passa o dia comigo. A quem é que havia de estar agarrada?»

É isso que eu quero, que ela crie um vínculo grande e forte comigo. Quando se for afastando, ganhando autonomia sei que vai estar forte e segura. Esse é o instinto de todos os pais, mas por razões culturais e pela forma como está estruturada a nossa sociedade, virada para o trabalho e para as questões económicas à frente de todas as outras, vamos contrariando isso e arranjando formas alternativas que agora defendemos como as melhores.

A minha filha já vai buscar o bacio sozinha de manhã e está a deixar as fraldas. Nunca teve cólicas. Nunca esteve doente, nem mesmo quando os dentes romperam. Está sempre bem disposta.

É precisa muita disponibilidade para estabelecer limites de forma inequívoca

Agora está a começar a querer fazer valer a vontade dela. Pela Disciplina Positiva, outro princípio da Educação Intuitiva, vamos procurar estabelecer limites, mas explicando-lhe o porquê desses limites e fazendo-a ver o que acontece quando não os respeita. Trata-se de envolvê-la de criar conhecimento com ela.

É um método que eu já usava no meu trabalho com crianças. Claro que com os nossos filhos é mais difícil. Claro que vai haver conflitos, mas acredito que esta é a melhor forma de educar. Vai haver birras, vai insistir em coisas que não são as que eu quero. Mas nós, pais, estamos lá para mostrar quais são os limites e para mostrá-lo sem margem para dúvidas, sem incoerências.

É difícil, é preciso muita experiência e auto-controlo. Há sempre limites, muito bem estabelecidos, não se pense que a criança anda à deriva a fazer o que lhe apetece a cada momento. Simplesmente evitamos o Não constante e os castigos.

Sei, por experiência, que a Disciplina Positiva não leva a crianças mimadas e que não respeitam os outros. Tem o efeito precisamente contrário. O facto de participarem na criação de regras, não quer dizer que as vão transgredir mais, pelo contrário.

Claro que isto exige muito mais presença e muito mais disponibilidade. É nisso que eu acredito, é isso que eu quero dar à minha filha."

Educação positiva ou intuitiva


O ponto de partida...
... foi a Teoria da Vinculação dos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth, desenvolvida a partir do final dos anos 60. Eles mostraram que o bebé nasce com uma série de mecanismos que lhe permitem ligar-se a uma ou duas figuras de referência, normalmente a mãe e/ou o pai. A forma como decorre essa ligação vai ser determinante para todas as relações sociais do indivíduo, ao longo da vida, e para o desenvolvimento da sua personalidade.

Segundo a teoria de Bowlby, se existe na infância alguém em quem se pode confiar, que está sempre lá, que é «um porto seguro», então «os seres humanos de todas as idades são mais felizes e mais capazes de desenvolver os seus talentos».

Foi acreditando neste pressuposto que Barbara Nicholson e Lysa Parker fundaram, em 1994, a Attachment Parenting International(API). Desde logo com grupos de apoio, que divulgavam e davam suporte à passagem das teorias à prática. Na Europa o movimento está pouco divulgado, mas nos EUA é bastante divulgado e debatido. O pediatra Dr. Sears foi um dos seus precursores e continua um dos principais defensores. Também tem muitos opositores, claro. Afinal, a educação não é uma ciência exacta, como todos os pais já devem ter percebido.

Respeitar as crianças

«As pessoas que tentam respeitar as crianças enfrentam sérias dificuldades», afirma. «Não dês tanto colo, não dês de mamar à noite, estás a estragá-lo com mimos, chorar faz bem, deixa-o adormecer sozinho, eles têm muitas manhas, isso não é fome é mimo... são frases comuns que traduzem a forma como na nossa sociedade é regra educar uma criança. O objectivo principal é a independência, a autonomia, como se fosse suposto uma criança tornar-se independente na primeira infância», aponta Natália.

«É suposto uma criança ser dependente e prefiro que seja dependente de mim do que de alguém que eu não conheço. Além disso, a independência tem de vir da segurança interior e essa só se consegue com o tempo e com respostas positivas às necessidades de um bebé. Não está previsto pela natureza uma criança de três anos sair para caçar quando tem fome! É natural que sejam dependentes!».

Respeitar as crianças é fácil se fizermos o exercício de nos pormos no lugar delas. E se conseguirmos lembrar-nos da nossa infância. «Baixarmo-nos para conversarmos olhos nos olhos, ouvirmos o que nos dizem, em vez de ditarmos ordens de cima, será um bom princípio», aconselha Natália.

Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer». Descubra então que ferramentas são essas e como podem funcionar no seu filho, através dos oito princípios da Educação Intuitiva que Natália Fialho ajudou a trocar por miúdos:

1- Preparação para o parto e para a maternidade/paternidade
2- Alimentar com amor e com respeito
3- Responder às necessidades emocionais da criança
4- Promover o contacto físico
5- Responder às necessidades nocturnas das crianças
6- Garantir proximidade
7- Praticar a disciplina positiva
8- Procurar o equilíbrio entre vida familiar e pessoal

Deixar as crianças participar na solução de um problema é uma maneira de as deixar mais predispostas a segui-la. Fazer com elas um cartaz com a rotina da hora de deitar, por exemplo. Deixá-las consultá-lo e seguir a sequência, descobrindo elas o que vem a seguir a lavar os dentes e o que fazer a seguir à história. É como um jogo que as envolve e que pode evitar algum desgaste.

Quando vamos sair de um sítio onde as crianças estão muito bem a brincar, não devemos dizer de repente, está na hora de ir embora e arrastá-las por um braço porque não querem ir. As crianças envolvem-se muito nas brincadeiras e têm dificuldade em fazer uma transição de actividade. Devemos prepará-las e deixá-las participar. «Vamos combinar uma coisa: está quase na hora de ir embora, mas tu é que vais avisar a mãe. Quando acabares este puzzle, ainda podes fazer mais aquele e depois vais chamar a mãe para irmos embora, combinado?» Esta é uma forma quase garantida de evitar conflitos.

Mas os conflitos também vão acontecer. Nessa altura, a disciplina positiva propõe ensinar as crianças a respeitar todas as pessoas, como nós as respeitamos e elas. Se o seu filho bateu noutra criança no parque, em vez de o tratar como um agressor, de o envergonhar e de tratar o outro como uma vítima, deve tentar perceber o que motivou a agressão. Explicar que conversando se consegue resolver melhor os problemas. Em vez de o obrigar a pedir desculpa (que são aquelas desculpas impostas e não vêm de dentro, é como os beijinhos que os obrigamos a dar às tias chatas) tente resolver, respeitando todas as partes. E não impondo o seu poder. Deixar que as crianças tenham algum poder dá-lhes auto-estima, mas também as obriga a pensar nas consequências dos seus actos.

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O seu Bebé já quer morder tudo?


Escova de Dentes para o bebé a partir dos 3 meses. A escova com maior sucesso junto dos bebés pois é muito fácil de agarrar.
A sua forma e dimensões são perfeitas para as mãos dos bebés.
Feita em 100% silicone semi-flexivel, evita acidentes mesmo que o bebé caia enquanto escova os dentes.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Agora podemos andar bonitas


Pendente em silicone, porque eles adoram por na boca os colares das mães! Finalmente existem colares e pulseiras que podem morder à vontade sem se magoarem. Feitos em silicone seguro para bebés, livres de Ftalatos, BPA, PVC e Chumbo.

Vende-se no D´Barriga e  em http://www.bebesdaterra.pt/