Não se pense que os especialistas são perfeitos e sabem sempre tudo à primeira. Helena Marujo, professora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, revela como, um dia, foi surpreendida pelo filho mais novo: «Mãe, ultimamente, só me dás ordens (vai tomar banho, lava os dentes antes de ires para cama, arruma a pasta, olha os sapatos no meio da sala…) ou só me perguntas pelas notas dos testes».
Antes, a psicóloga tinha-nos explicado «como é importante ouvir os filhos e aprender com os seus sinais, não ficar preso à ideia de que quem manda são os pais (apesar de esse ser um valor indiscutível), mas ter capacidade de ver a necessidade da sua própria mudança».
Por isso, ao ouvir as palavras do filho mais novo, Helena Marujo parou, engoliu em seco, reviu os episódios recentes e relembrou como se «identificava com uma mãe que deseja que a relação com o filho seja, sobretudo, positiva». Estava no momento de mudar a comunicação: «O Thomas tinha toda a razão. E eu apreciei aquele acto de amor, a pedir-me mudança. A cultura da nossa relação, tanto quanto o clima da nossa família, melhorou».
"Patrícia Lamúria Quinta"

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