quinta-feira, 5 de maio de 2011

Actividades para bebés e crianças

Um espaço diferente, mesmo no centro do Porto, na Rua Miguel Bombarda. Chama-se Miguel Bombarda 566 e tem oficinas criativas para bebés e crianças.
Uma delícia...

http://bombarda566oficinasdeartes.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Entrevista fantástica a Eduardo Sá: Ser Pai


Eduardo Sá deixa uma mensagem para os pais e encarregados de educação: “os pais são seguramente muito melhores pais do que eles imaginam. Muitas vezes, há uma atmosfera no ar que eu não compreendo; é uma atmosfera alarmada que muitas vezes mostra perigos onde eles não existem, e eu gostava muito que os pais percebessem isso: que são os melhores pais que a humanidade já conheceu, não se demitam e escutem muitas mais vezes o vosso coração”.

Para o professor e pedopsiquiatra existem três regras importantes na educação de uma criança: “o mais tempo possível de colo, autoridade e autonomia, porque crianças autónomas são crianças saudáveis”.

Para Eduardo Sá, as crianças da sociedade actual são “mais intensas”.

Seguem excertos de uma entrevista fantástica que deu ao Jornal "as beiras":

Disse um dia que as crianças estão em vias de extinção…
Estão. Não digo isso pelo facto de o Governo e a oposição as terem transformado numa espécie de conta poupança reforma. Acho até divertido que se fale de tudo e mais alguma coisa nas várias campanhas – presidenciais incluídas – e as questões das crianças e a política de fundo para a família nem sequer exista. Portanto, o que é que a mim me preocupa? Preocupa-me esta ideia complemente absurda de crescimento, que dá a entender que as crianças têm que ser jovens tecnocratas de fraldas antes dos seis, têm que ser jovens tecnocratas de mochila depois dos seis e têm que ser jovens tecnocratas de sucesso ao entrarem na universidade para que, finalmente – como se fosse uma linha de montagem –, saíssem todos mestres. Mestre é a designação mais vergonhosa que eu já vi para um título académico, porque é um título que reconhecemos aos sábios.

Andamos a enganar os jovens?
Isto é o cúmulo da publicidade enganosa. Explicar a miúdos com 22 e 23 anos que são mestres, de maneira a esperar que eles sejam, de preferência, ídolos antes dos 30… Anda toda a gente num registo eufórico e doente, que não percebe que as pessoas precisam de tempo para crescer. Acho engraçadíssimo quando dizem com orgulho que no jardim-de-infância há crianças que já sabem ler e escrever, mas não é isso que as torna mais sábias. Às vezes, as pessoas confundem macacos de imitação com crianças sábias. Acho engraçadíssimo quando as crianças não podem errar – eu julgava que errar era aprender. Mas não: as crianças têm que ter notas que são insufladas sabe Deus pelo quê. Vivem empanturradas em explicações. Se os pais puderem utilizar todo o tempo que a escola coloca ao serviço das famílias, elas podem passar 55 horas por semana na escola… Estamos a espatifar a infância das crianças, a espatifar a adolescência e, depois, com um olhar absolutamente cândido, dizemos que elas têm défi ces de atenção.

Existe a ideia que as pessoas mais escolarizadas são pessoas mais educadas?
Vive-se com essa a ideia. E peço desculpa, mas as pessoas, com toda a boa vontade do mundo, estão a tornar as crianças mais estúpidas. Se as crianças não aprendem a tolerar as frustrações, nunca hão de ser engenhosas e nunca hão de aprender com as dificuldades. A dor dói, magoa, mas é uma oportunidade de crescimento e não há dores que venham por bem. As dores são as grandes oportunidades para nos interpelarmos e para nos transformarmos. E nós não damos oportunidade às crianças para serem crianças. Queremo-las como fossem clones daquilo que nós sonhámos ser, mas que não fomos capazes. E, nestas circunstâncias, tem que haver alguém com algum bom senso que diga “tenham cuidado que estão a comprometer tudo”.

As crianças brincam pouco?
As crianças brincam de menos. Se houvesse em Portugal um Ministério da Educação digno desse nome, teria outro tipo de cuidado com os recreios das escolas. Os recreios das escolas públicas são uma vergonha. Não reúnem condições indispensáveis para brincar. As escolas deviam ter recreios cobertos, mas brincar é, para os governantes, uma atividade tipo primavera-verão: quando está frio e a chover, as crianças não podem ficar nas salas, não podem ficar nos espaços comuns, não podem andar na chuva… Brincam nos beirais, que é uma preparação para os desportos radicais. Mas, na falta de cuidados em relação às crianças, há um exemplo que é o mais delicioso do mundo: não compreendo porque é que as crianças têm uma disciplina de Educação para Saúde e depois, nomeadamente nas escolas públicas, as casas de banho dos alunos não cumprem as condições indispensáveis em termos de saúde pública. Para a ASAE, a segurança alimentar é importante, a contrafação é importante. As crianças, não.

É possível ensinar as pessoas a serem bons pais?
É. Os pais precisam de falar pelos filhos: eles sabem muito bem que quem nos ama diz-nos por atos (e por omissões) qualquer coisa como: “sente-me em ti, pensa por mim e fala por nós”. E, de facto, os pais às vezes sentem, pensam, mas não falam. Não falam nem por eles, nem pelos filhos. Ensinar pode fazer-se de maneira divertida, pode significar dizermos aos pais que estão obrigados a dar uma hora por dia aos filhos. Uma hora de mãe ou uma hora de pai, faz muito melhor do que o óleo de fígado de bacalhau para as crianças crescerem. E é necessário dizer aos pais que têm fazer, pelo menos, uma asneira de oito em oito horas. Os pais que não fazem asneiras não são bons pais.

Costuma dizer que as pessoas têm o coração apertado até ao último botão. É o que se passa com os pais?
Acho que somos todos mal-educados. Todos tivemos uma educação judaico-cristã, uma educação positivista que, em muitos aspetos foi importante, mas que criou um vício de forma muito cartesiano que nos leva a imaginar que, quanto mais racionais, melhores pessoas. Fomos todos mal-educados para as emoções. Ainda continuamos a achar que ter raiva é uma coisa feia, como se a raiva não fosse o melhor ansiolítico do mundo. Quem assume que tem ódio de vez em quando? E o ódio só acontece quando alguém que nos ama nos magoa muito. As emoções são um GPS fantástico que temos na nossa vida e nós somos educados para reprimir as emoções. Quando reprimimos as emoções, além dos efeitos neurológicos que isto provoca, vai introduzir uma coisa que é pior: à medida que não transformamos as emoções em palavras, passamos a ficar partidos ao meio. Sentimos tudo, somos tremendamente intuitivos, mas depois deixamos de aprender a falar. Quanto menos somos educados para as emoções, menos educados nos tornamos para as palavras e mais começamos a adoecer.

Somos, então, mal-educados para o amor?
Somos também mal-educados para o amor. Mas para que é que é preciso educação sexual nas escolas? Vai-me desculpar, a sexualidade faz muito bem à saúde. Mas muitas vezes esta “educação moral e religiosa parte II” está a partir do pressuposto de coisas erradas. Educar para o amor é uma coisa muito mais séria. É muito importante dizer o que é o aparelho reprodutor e falar de meios contracetivos… nada disso merece questão. Mas o que eu gostava é que também se explicasse o que é que são as relações amorosas. Devia ou não devia ser proibido casar com o primeiro namorado? Só devia. Quer dizer: passamos a vida a dizer que errar é aprender, mas nas relações amorosas temos que acertar à primeira. Onde é que isto já se viu? Isto é mentira. Se queremos educar para as relações amorosas, devíamos dizer que devia ser proibido casar para sempre.

Não devia ser para sempre?
São todas para sempre. Mas o que eu gostava que as pessoas percebessem é que quanto mais importante é uma relação mais frágil se torna. Porque exigimos às pessoas que amamos – e bem –aquilo que não exigimos a mais ninguém. E quanto mais importante for uma relação, mais preciosa ela é. Era muito bom que nós dissemos que todas as relações morrem, sobretudo as mais importantes e, sobretudo, se foram maltratadas. No fundo, educam-nos para nós abotoarmos o coração até o último botão. E, às vezes, as pessoas despem-se facilmente por fora e têm dificuldade em perceber que o grande desafio da vida é despirmo-nos por dentro. É darmo-nos a conhecer por dentro.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amamentação após 1 ano de idade

AHHH!! É verdade, continuo a amamentar...
E ouço, ainda amamentas? Sim, mas alguém já se lembrou de perguntar a um Macaco (ou a outro mamífero qualquer) se vai continuar a amamentar a Sua cria de 1 ano de idade. Lógico que não, é natural que o faça, amamentam até aos 4 anos...
Sei que não somos macacos, mas somos mamíferos e enquanto temos leite devemos amamentar, pelo menos enquanto mãe e filho se sentirem confortáveis, que é basicamente o mais importante.
Por isso, sem recriminações ou julgamentos, porque também não julgo ninguém por não amamentar! 

Apaixonados


Já não coloco um post há muito tempo.
Não me tem apetecido.
Mas hoje apeteceu-me!

A minha filhota está fantástica... Não deixa de ter os seus altos e baixos (o meu coração fica apertado dia sim dia não), mas quando olho para ela, noto que está mais robusta, mais resistente.
É uma bebé, quase menina, independente, criativa e curiosa, muito bem disposta e com uma ternura imensa.

Cada vez mais dou valor ao meu jardim, que me possibilita momentos deliciosos na companhia dela. Ela adora mexer na terra, nas flores, nas pedrinhas... uma delícia.

E passaram-se quase 16 meses desde a Sua existência e desde a minha mudança...

A nossa relação é cada vez mais empática e contagiante. E alegro-me porque a do N. com ela também.

No fundo somos uma família de apaixonados!

domingo, 16 de janeiro de 2011

O tempo depois de sermos Mães

O tempo é uma coisa estranha. A minha filha fez um ano ontem e eu pergunto-me como é possível já ter passado um ano. O tempo passa a correr, mas também passa devagar!
Vivo cada dia intensamente, porque o amor que sinto por ela é inexplicável e cada instante é delicioso, repleto... São longas as horas que passo longe dela e conto os minutos para o reencontro.
Temos pouco tempo para nós e quando o arranjamos, desejamos que passe depressa.
E o mais engraçado é que me dizem que esta paixão é para a vida toda... Porque ser Mãe é isto mesmo!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DA EMILLY

Esta é uma história semelhante à minha... Por ser amamentada este diagnóstico demorou mais tempo a ser identificado. Mas é bom partilhar histórias, porque acreditamos não estar sozinhas. São várias as histórias que constam neste blog... não as podia colocar aqui todas, mas deixo o link para quem as quiser ler.

Fico triste porque existem pessoas, que por razões que desconheço, acreditam que a minha filha não tem qualquer limitação e que sou eu que a condiciono. Felizmente é um problema que é ultrapassável e espero daqui a dois anos poder estar aqui a escrever que a minha filha pode comer de tudo... Mas para já vivo com este limitação...

"Minha filha tem várias alergias.

Emilly era tratada como tendo refluxo desde 1 mês de vida, com gastro. Pelos vômitos constantes, com engasgo e o baixo ganho de peso. Logo, a gastro teve a suspeita de alergia ao leite de vaca e trocamos para o de soja, mas sem melhoras. Então as suspeitas se voltaram somente para uma esofagite e disse para voltar pro leite de vaca. Tratamos durante um ano com Losec Mups, Domperidona, Label, e novamente sem melhoras. Detalhe: estes medicamentos tem lactose.

Quando em agosto de 2009, Emilly teve uma crise muito forte de vômitos em jatos, a ponto de se engasgar. Toda vez que comia ou bebia, até a aguá.

Levamos ao hospital e ela ficou internada durante 15 dias e foi diagnosticado inflamação crônica no Duodeno, Esôfago e Gastrite com feridas quase virando úlceras causadas pela alergia ao leite de vaca, soja, corantes e seus derivados.

Fico ansiosa, mas tenho muita esperança que minha filha possa se curar de todo este quadro de saúde.

Meu maior desafio é alimentá-la fora de casa, por ser dificil de encotrar alimentos que possa oferecer. E todos ao nosso redor entenderem a real gravidade da situação.

Beijos e Boa sorte a todos!!!"

retirado do blog http://malucontraaalergiaalimentar.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

É uma delicia ver o N. e a Mel juntos... E diz-me ele, num desabafo cheio de honestidade... "se a nossa filha alguma vez aprende italiano estou lixado. É que se ela me pede alguma coisa nessa língua não vou conseguir dizer-lhe que não."
E eu penso, nem em português, quanto mais em italiano!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cortar o tempo em fatias



"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exastão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagres da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade

O Natal e as crianças

O Natal é um momento para estarmos juntos das pessoas que amamos e celebrarmos a Vida. Trocar presentes faz parte dessa data e é um dos momentos mais esperados pelas crianças.

É uma Oportunidade que os pais podem e devem aproveitar para ensinar aos filhos sobre as questões prejudiciais que envolvem o consumismo exagerado.

Fazer a árvore de Natal, por exemplo, é um momento de partilha em que se pode explicar o significado dos itens pendurados e do presépio. É a hora das crianças, mesmo as pequenas, perceberem que a árvore não está ali apenas para que se colocar os presentes.Não é necessário passar valores negativos em relação aos presentes. Pelo contrário, acredito que é importante estimular a troca destes, valorizando a confraternização, a dedicação e o carinho. Podemos por exemplo ajudar os nossos filhos a preparar lembranças simbólicas feitas por eles para serem entregues aos familiares, demonstrando o amor neste pequeno gesto.

Viva o Natal, não pelo consumismo, mas pela alegria que nos enche o coração.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Não sei se é mais vaidosa a Mãe ou a filha!!! - My Cookie Baby



Acho esta marca o máximo. Foi criada por um grupo de jovens designers portugueses, que apostaram no mercado infantil para transmitir um novo estilo de vida mais criativo, inspirado pela moda, música e arte e assente em valores como inovação, dinamismo e conforto.

Produção 100% nacional com design e criatividade:





quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Monotorizar bebés... tão "naturalista" para algumas coisas...e para outras


Muitas vezes me deparo com esta dualidade. Por um lado, preferia que a vida fosse menos rebuscada, sem grandes gadgets ou artifícios. Mas por outro, existem tantas outras coisas que me facilitam a vida e que já as considero imprescindíveis.

Entre elas está o meu intercomunicador (Digital Kangoo - Rimax), com câmara de vídeo. Debati com o N. a necessidade de termos um sistema com câmara e quando ele escolheu meticulosamente este, duvidei da Sua escolha.

Mas hoje dou a mão à palmatória. É óptimo. Tem um bom alcance, alarme, comunicação bidireccional e mais importante Sem Interferências e com possibilidade de prender à cama. Talvez um dos aparelhos mais económicos do mercado, 150€… e sem dúvida o melhor.

Já experimentei outros e qualquer semelhança, é pura ilusão.

E assim posso deliciar-me com as expressões da minha princesa a dormir, posso ouvi-la a acordar antes dela ficar irritada e mais importante, nas alturas em que ela está doentita, posso ir virá-la (ela tem tendência a curvar-se… penso que para atenuar as dores de barriga, mas faz-lhe mal).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Carta ao Menino Jesus


Para o Natal, eu quero que a minha filha fique boa.
Não quero nenhum presente, nenhuma roupa ou perfume ou jóia.
Quero que lhe passe estas intolerâncias, este farfalho no peito e o refluxo que tanto a incomoda... e sem isto, ficarei imensamente feliz.
Ela estava bem... eu estava tãooo bem... mas voltou tudo outra vez.
Foram os bróculos que lhe coloquei na sopa? Ou foi algo que comi? Será que são as bolachas maria marca pingo doce que comi, que não levam leite mas que dizem poder ter vestígios?
Não sei, sei que ela está péssima, não come, dorme mal e sofre...
E eu sofro com ela.
Mas o Natal está próximo e o meu presente também deve chegar com ele...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Curiosidades sobre a memória das crianças

Selectiva: O cérebro só armazena estímulos importantes para a criança: o restante vai ser descartado com o tempo.

Mais velho, melhor: Conforme a capacidade intelectual aumenta, a memória tende a melhorar.

Olfacto em alta: Cheiros evocam memórias. Tudo porque o olfacto é o sentido mais próximo do hipocampo, umas das estruturas cerebrais que participam da fixação da memória de longa duração.

Genética: A boa memória pode ser uma herança genética. No entanto, modifica-se de acordo com os estímulos que a criança recebe e com o nível de interesse que eles despertam.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Devemos ou não calçar os nossos bebés



Tenho um tio médico, que colocou sempre os seus filhos descalços. Fosse verão, fosse inverno lá andavam os meus primitos de meias. Perguntei-lhe qual a razão, à qual ele me respondeu que um grande amigo dele ortopedista o ter alertado que desde bebés os nossos pés são deformados pelos sapatos e que os pais insistem em calçar os filhos, mesmo sem haver necessidade, uma vez que nem sequer andam. Que se devia privilegiar o andar descalço, mesmo nos primeiros passos em casa e deixar os sapatos para mais tarde e fora de casa.
 
As meias deixam os pés quentinhos e libertos, favorecendo a circulação. Ele insinuou também que eu não cobria o nariz, sendo este também uma extremidade.
 
Passados 8 anos desta conversa, agora sou eu que aplico esta máxima à minha princesa. Nunca lhe comprei sapatos, mas agora que ela já ensaia uns passitos, tenho de pensar numa solução, prática e confortável.
 
Penso que encontrei uma boa solução…


“Tão bom como andar descalço, mas melhor!

Ideais para andar por casa ou na creche. Muito fáceis de colocar e tirar.

Perfeitos para quando começam a andar pois permite o correcto contacto do pé no chão, propício para o bom desenvolvimento e a aprendizagem do andar.

Em pele muito macia e sem químicos nocivos.

Produzidos à mão na Bélgica.”


Custam 28€ e estão á venda no Bebés da Terra e possivelmente no D'Barriga no Porto...

Segurança Alimentar e Nutrição Infantil

Adoro este blog, com imensas dicas na área da alimentação, que é tão importante para a minha filhota. Tem receitas interessantes para variarmos o cardápio e muitos conselhos...

http://solangeburri.blogspot.com/

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Falta de tempo!


Estou sem tempo para a minha filhota e também para o meu maridão!
Trabalho até tarde, chego mega cansada e vou dormir.
Isto de ter vida de "feirante" é terrível.
Corta-me o coração, não poder dar-lhe atenção e passar tempo com ela.
E mais uma vez desejava que a minha vida fosse diferente.
Adoro o meu trabalho, porque posso ser criativa e isso para mim é o mais importante!! Mas desde que ela nasceu, que todas as minhas prioridades se alteraram. A angustia de estar longe da Mel, as saudades que tenho dela, fazem com que o meu coração fique agoniado.
Quero, Preciso de estar com ela! Mimá-la!

E o meu maridão também, que é um querido e faz tudo por mim.
Tudo isto, conciliado com tirar leite com a máquina é verdadeiramente desgastante.
Mas Segunda está aí à porta... faltam apenas 3 dias!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Feng Shui e os Bebés


Quando sentir que seu bebé está muito agitado, ou choroso ou apresentando sintomas físicos de doenças… É sinal que algo na sua casa ou no lugar onde ele passa o dia todo o está a incomodar. Será que é alguma energia negativa? (é verdade, eu acredito muito em energias) Provavelmente sim, pois a sensibilidade dos bebés é mais aguçada…

As crianças são muito frágeis e sentem com facilidade as energias do ambiente. Qualquer mudança ou desequilíbrio energético pode afectar o bebé e a maneira que ele tem de chamar a atenção dos pais será por meio do choro, da mudança de humor, da agitação ou até quando ficar quieto demais.

Vou apresentar alguns itens que podem deixar o seu “mais que tudo” tranquilo:

- Evite que o berço fique em frente à porta do quarto. Nesta posição, o berço estará exposto a muito mais energia e, certamente, deixará o bebé agitado e nervoso. Mude sua posição se conseguir, mas cuidado para não encostar na parede onde tem canos que são "ladrões" de energia.
- Se o quarto do bebé for uma suite, mantenha a porta do banheiro sempre fechada, para evitar o "roubo" de energia positiva do bebé e do quarto.
- Evite colocar móveis sobre o berço. Prateleiras e armários, por exemplo, provocam muita pressão energética, atrapalhando o sono e o humor do bebé.
- Cuidado com o excesso de cores quentes e vibrantes no quarto do bebé. Vermelho, laranja e amarelo são tonalidades muito agressivas para uma criança. O mesmo vale para cores muito escuras, como castanho, preto e azul-escuro. Cores assim deixam o ambiente pesado e triste. Podem usar cores claras, como bege, rosa, verde ou azul. Isso não significa que a mãe tenha que fazer o quarto todo em tons pastéis. Podemos abusar das cores mais vibrantes nos objectos e acessórios para estimular a visão dos pequenitos. Mas, mesmo com as cores claras, é preciso um certo cuidado: o azul, por exemplo, transmite calma. Um quarto todo azul pode deixar o bebé muito apático ou sem reacção…
- A iluminação do quarto de um Bebé deve ser suave e transmitir aconchego, não agredindo os olhos do bebé.
- Ambiente desarrumado é sinónimo de energia estagnada e negativa.
- Se o ambiente estiver muito pesado, uma boa limpeza energética (incenso de alfazema) semanalmente fará bem para a casa e para as pessoas que vivem no local, o que inclui o bebé.
- Muitas vezes, um bebé é muito agitado, porque os seus pais são agitados. Por isso, tente esquecer os problemas dentro de casa.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ter um bebé em casa


É tão delicioso ter um bebé... Cada vez mais a presença da Mel inunda a casa.
Este fim-de-semana adorei ver as meias dela dobradas junto às do Pai e às minhas, como fazendo parte integrante das nossas vidas. Uma simbologia que me deixou a sorrir durante uns largos minutos...
E quando me vou deitar.... Deito-me por cima do coelho dela! Os brinquedos povoam o sofá, a mesa da sala, a nossa cama...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perigo + Oportunidade




Vou fugir um pouco às minhas mensagens habituais, que giram sempre à volta de crianças e da minha princesa. Não é que esta mensagem não tenha também a ver com ela, mas apeteceu-me imenso compartilhar convosco.

O Director-geral da empresa onde trabalho disse uma frase fabulosa, que me deixou a pensar e cheia de esperança:

"Daqui a cinco anos, viveremos todos com menos, mas viveremos melhor!"

Acredito mesmo que mudando o paradigma e a perspectiva com que vivemos, o nosso mundo ficará mais leve e colorido. 

Realmente temos muito a aprender com os orientais, para eles a palavra crise é composta por dois caracteres que significam Perigo + Oportunidade!

E eu sou assim, basta uma pequena luz, para eu mandar embora a crise e o pessimismo...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Abóbora


Como é que uma abóbora pode fazer tantos estragos... MEL e Abóbora não lidam bem!!! Má disposição, diarreia e muitas dores de barriga... Coitadinha da minha filhota!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rotinas

Cada vez mais confirmo e comprovo diariamente a importância das Rotinas na vida da nossa pequena Mel.
Quando a alteramos fica rabugenta, hiperactiva, alterada...
Nos primeiros anos as crianças sentem-se mais seguras se as coisas acontecerem de um modo regular e se souberem o que vem depois. A repetição e a ordem tranquilizam-nas. As rotinas diárias e a ordem uniforme em que se produzem ajudam-nas a estruturar o tempo e a torná-lo menos angustiante.
É de suma importância para o bebé crescer num ambiente estruturado e repetitivo para que consiga ir ajustando os seus biorritmos ao ciclo de 24 horas. A luz, o ruído, o silêncio e, sobretudo, as rotinas ou hábitos de sono e comida são as normas mediante as quais ajudamos os nossos filhos a acomodar o seu relógio biológico.
Aos dois anos, esses ritmos biológicos já estão bem estabelecidos, mas as crianças continuam a necessitar de hábitos estáveis para que o seu “relógio” não se desacerte. Precisamente nesta idade são extremamente ritualistas: amam e necessitam de ordem e repetição, de cada coisa no seu momento e no seu lugar, já que isso lhes proporciona uma sensação de conforto e segurança.
Há duas áreas em que é particularmente importante estabelecer rotinas estáveis: a comida e o sono. Em relação à alimentação, é melhor começar por doses pequenas e alimentos de que a criança goste, para, pouco a pouco, e sem a obrigar, ir introduzindo novos sabores. Ajuda ainda, que, seja a mesma pessoa a dar-lhe de comer e que o faça de forma relaxada, sem distracções nem interferências. Isto não consigo fazer, porque sem distracções a Mel não come!!! 
Também convém não prolongar muito a duração deste momento e nada de forçar, ralhar, nem gritar!!! Comer deve ser algo agradável e cheio de afecto. Quanto ao sono, também há que respeitar a hora de dormir e preparar esse momento mediante uma sequência de acções que convém repetir todos os dias.
É moda dizer que não se gosta de rotinas, mas que elas são importantes são... Para nós e muito mais para elas. E há rotinas tão boas!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Importância de viajar com Crianças


Importante para o desenvolvimento de qualquer criança, as viagens podem - e devem - ser incentivadas desde cedo, pois são uma maneira de apresentar novas visões para quem ainda está a descobrir o mundo.

"As crianças têm medo do desconhecido, mas a partir do momento em que têm contacto com novas culturas, esse receio desaparece logo", explica a psicóloga Prislaine Krodi. E, mesmo que seus filhos já conheçam novos países pelos livros ou pela televisão, isso não se compara à vivência que podem ter durante uma viagem. "A imersão numa nova cultura torna tudo real e mais fácil de ser assimilado", explica Prislaine.

Outro benefício citado pela psicóloga é a fuga da rotina: "Não ter horários rígidos e nem obrigações traz uma nova maneira de estar no mundo e de se relacionar com a família. As crianças podem, inclusive, passar a se conhecer melhor".

As rotinas são importantíssimas, mas também é fundamental um escape de vez em quando!



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Televisão e as nossas crianças



Estudos demosntram que não se deve deixar crianças com menos de dois anos ver televisão. Eu acredito que até dê jeito entretê-los com desenhos animados, mas uma canção, uma ladaínha e umas palhaçadas de longe também funcionam.
Até aos dois anos, a passividade da televisão é prejudicial ao desenvolvimento cognitivo da criança e atrasa a linguagem.
Por isso, e por muitas outras razões, apesar da minha voz esganiçada, presenteio inúmeras vezes ao dia, canções infantis e outras inventadas por mim, que fazem as delícias da minha filhota.
Até o Pai já aderiu ao movimento e canta o "Atirei o Pão ao Gato", numa versão semi rap... Fantástico!  

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Relaxar para crescer


Segunda-feira: toque atrás de toque, elas correm de sala para sala. Chegado o fim das aulas, agarram na mochila, já a caminho do automóvel e disparam rumo à Natação, Ténis, Judo ou Inglês, engolindo um lanche para aconchegar...preparam-se à pressa, que o tempo voa! Finda a actividade, arrancam para casa a todo o vapor, mergulham no banho, jantam e saltam para a cama (isto nos dias calmos, nos quais não há trabalhos de casa para realizar). Amanhã será terça-feira...

O ritmo exasperante a que habituamos as nossas crianças, de forma a corresponder às exigências crescentes da sociedade imediatista em que vivemos, traduz-se em horários a full-time, em que são equiparadas a ‘mini-adultos’. O desejo natural dos pais de as dotar e capacitar de mais recursos e “ferramentas”, para enfrentar os desafios, representa um acréscimo de oportunidades para o desenvolvimento da criança. Contudo, importa considerar que a criança precisa de momentos para relaxar.

A desvalorização dos momentos de relaxamento, por parte dos pais, associada à adopção do papel de ‘mini-adulto’ pela criança; a ocorrência de mudanças familiares; situações de crise; problemas na escola entre outros, podem originar estresse, dificuldades em gerir a ansiedade, perturbações do sono, alterações do comportamento e mesmo, do desempenho académico desta.

STOP: MOMENTO PARA RELAXAR

As técnicas de relaxamento são utilizadas na maioria das intervenções psicológicas a problemas que manifestam sintomas de ansiedade. De igual modo, o relaxamento pode ser promotor do desenvolvimento da criança e, simultaneamente, revelar-se um factor preventivo de eventuais complicações como as já mencionadas. Para tal, os pais podem incrementar esta prática no quotidiano da criança.

Enquanto agentes modeladores do comportamento da criança, compete aos pais apoiar e orientar o processo de parar para sentir, pensar, consciencializar-se, enfim relaxar. À medida que os pais lhe ensinam modos de relaxar, a criança interioriza-os e aprende a considerá-los um recurso ao longo da vida.

O relaxamento permite à criança renovar e ampliar, mental e fisicamente, a sua energia. Ajuda-a a expandir o conhecimento de si e dos outros, aumenta a sua auto-estima e favorece a aprendizagem de modos de actuar perante situações geradoras de estresse. Desta forma, competências essenciais como; atenção, memória, auto-regulação, criatividade, resolução de problemas, consciência de si, do seu corpo, das suas sensações e emoções, capacidade de escuta e análise, entre outras, são aprendidas e/ou potenciadas, favorecendo o seu desempenho em ocasiões futuras, nos mais variados contextos. Isto é, desenvolve novos recursos emocionais e cognitivos, através do ensaio de diferentes respostas exploratórias às dificuldades sentidas.

SAIBA AJUDAR

Existem diversas práticas de relaxamento que podem ser efectuadas de forma lúdica e apelativa entre pais e filhos, sem grande complexidade. Eis as algumas ideias:

Ensine-o a respirar
O respirar de forma profunda e compassada promove uma diminuição da activação fisiológica e, consequente, distensão muscular. Use um balão ou um apito para tornar a tarefa mais aliciante. No caso de optar por um apito, a respiração deve ser lenta a ponto deste não emitir qualquer som.

Usar a distracção
Existem actividades que, só por si, podem induzir estados de relaxamento. Tais como, a leitura de um livro ou revista, pintar, escrever, andar de bicicleta, dançar, etc. Além de distrair a criança quando está tensa ajuda-a a descentrar-se das suas preocupações.

Aliviar a tensão muscular
Peça à criança que se deite confortavelmente e feche os olhos. De seguida, ensine-a a concentrar e anular a tensão numa determinada parte do corpo, percorrendo sucessivamente todas as partes. Recorra a instruções como, “Faz força no braço direito.”, “Descansa-o.” Este exercício possibilita uma descarga das tensões acumuladas.

O poder do toque
O toque das pessoas significativas reduz os índices de ansiedade e transmite uma sensação de segurança e bem-estar. Um abraço, beijo, carícia, massagem, cócegas suaves, exemplificam contactos físicos que ajudam a criança a relaxar.
Contudo, este contacto físico não agrada a todas as crianças. Assim sendo, os pais podem deixar que seja ela a tocar-lhes. Por exemplo, permitindo que ela os penteie, massaje, faça cócegas, etc.

Utilizar a música
Coloque uma música calma, ainda que de fundo, o que incita um estado de relaxamento, quer aos pais, quer aos filhos. Esta prática minimiza o estresse ligado às rotinas diárias.

Falar de emoções
Por vezes, a criança sente medo e constrangimento em expor abertamente as suas emoções e sentimentos, por se considerar diferente, o que lhe pode causar ansiedade, tristeza, zanga, etc. Proporcionar momentos de diálogo espontâneo, com a criança, acerca dos sentimentos e emoções de ambos, permite-lhe sentir alívio e aceitação, por parte dos outros.
Elabore verbalizações que expressem claramente emoções como, por exemplo, “Sentes-te preocupado com o teste de amanhã?”, “Por vezes, quando tinha a tua idade, também me sentia nervoso.”, “Ficas-te com medo por o pai estar doente?”

Descontrair pela visualização
Esta prática pode revelar-se muito útil na hora da criança ir dormir.
Mais uma vez, a criança deve deitar-se confortavelmente e fechar os olhos. De seguida, peça-lhe para se visualizar num lugar do agrado da mesma, de preferência tranquilo e familiar, como a praia ou um campo. Posteriormente, sugira-lhe que imagine sensações características desse lugar (por exemplo, ouvir o som do mar ou do vento nas árvores, sentir o sabor de um gelado). Pode ser praticada em família, sem fronteiras para a imaginação.

Relaxar a brincar
Vestir a pele de um herói, construir um castelo, ser médico, professora ou pirata, fazer um puzzle, jogar à bola ou à apanhada... Brinque com a criança.
Brincar é o meio privilegiado desta explorar, conhecer e comunicar as suas vivências interiores. Ajuda-a a relaxar e a lidar com medos e angústias próprias da sua idade, estimulando a imaginação e criatividade.
Independentemente das práticas utilizadas, a premissa é relaxar. Páre, relaxe e divirta-se com o seu filho.

Escrito por Lúcia Fernandes (Psicóloga e Psicoterapeuta) e Bruno Gomes (Psicólogo e Psicoterapeuta)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Como Melhorar a Autoestima dos Nossos Filhos


◦ É importante permitir às crianças a livre expressão dos seus sentimentos, mesmo os negativos. Por vezes, desvalorizamos sentimentos muito fortes das crianças, com expressões como "não se chora", ou "isso não é nada". Se a criança sente, é porque tem razões para isso, e é importante validar esses sentimentos e permitir-lhe que os partilhe connosco.

◦ Nem sempre é possível mas, quando for apropriado, permita que as crianças tomem as suas próprias decisões. Pode-se, por exemplo, pedir que opinem sobre questões como onde ir passear, que actividade realizar, entre outras. Tal faz com que se senta importante, valorizada e respeitada.

◦ Tal como os adultos, as crianças também apreciam (e merecem) que respeitem os seus espaços e limites. Expressões como "com licença" e "obrigado" podem ajudar a que a criança se sinta confiante e respeitada.

◦ Ouvir as crianças. Mesmo nos momentos em que sentimos pressa, é importante parar para ouvir e valorizar o que a criança nos transmite. Quando tal não é possível, é preferível explicar que será melhor falar sobre esse assunto mais tarde. Mas, mal seja possível, aborde novamente a questão junto da criança.

◦ Elogie-as com frequência, mas quando e onde o merecerem. Os elogios são uma óptima ferramenta para a construção da auto-estima, mas só quando atribuídos pelo mérito, e de forma coerente. Mais do que o resultado, reforce o esforço da criança para ser bem sucedida.

◦ É frequente em nós, adultos, esquecermo-nos de que já fomos crianças, e de que a sua forma de entender e percepcionar o mundo é muito diferente da do adulto. Procure empatizar com a criança, e perceber como ela se sente em determinado momento. Deste modo, será para nós mais fácil entender o seu ponto de vista e, assim, lidar com ela.

◦ Partilhe com os seus filhos os seus gostos, o que valoriza e o que ama.

◦ Enquanto modelo para as crianças, transmita e seja entusiasta, positivo e alegre.

◦ Ao reencontrar o seu filho após um dia de trabalho, experimente perguntar pelas coisas boas do seu dia, o que mais gostou, o que valorizou. De seguida, expresse-lhe igualmente o que mais gostou do seu dia.

◦ É sempre positivo interessar-se pelos pequenos êxitos das crianças, e "perder" alguns minutos a elogiar as primeiras tentativas no caminho certo.

◦ O nosso cansaço, muitas vezes resultado de um dia de trabalho, pode potenciar momentos em que "descarregamos" nas crianças de forma descontextualizada e injusta. É necessário avaliarmos o nosso estado e, quando necessário, recorrer ao parceiro para que lide com determinadas situações, resguardando o adulto mais cansado (e a criança).

◦ Esta é uma verdade que deve ser aplicada para todas as crianças mas que, torna-se mais relevante quando se trata de irmãos: o recorrer às comparações para repreender ou fazer a criança ver qual o comportamento desejável não é uma boa estratégia pedagógica. Não é positivo para nenhuma das crianças, e há sempre alguma que fica prejudicada com a situação.

◦ Termina-se com uma proposta: uma vez por dia (no mínimo), elogiar algo bem feito de cada criança, com naturalidade e no momento em que a criança realiza o comportamento alvo do elogio.

Bruno Pereira Gomes - Psicologo


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ter alergias em Portugal


Para algumas crianças que sofrem de alergias, o único leite/alimento que podem ingerir é um leite intitulado de NEOCATE.

No Brasil, como em todos os Países da Europa, este leite especial é comparticipado pelo estado. Em Portugal não o é. Eu felizmente ainda amamento e tenho apenas uma lata para qualquer eventualidade. Mas há famílias que gastam 1.700 euros por mês neste leite, porque os seus filhos só podem consumir este suplemento, nada mais, nem carne, nem peixe, nem legumes. Nada. Cada lata custa cerca de 60 € e dá para 3 dias (correspondente ao peso da minha filha)... E foi um senhor do PS que retirou a comparticipação... Solução para estas famílias? Muitas recorrem a familiares que vivem noutros países europeus...

A Mel está a tentar a carne de vitela (depois de fracassado o frango, o perú e o coelho) e até agora está tudo bem... Eu nem acredito, espero que se mantenha assim.

Mas para a futuras mamãs, seguem umas dicas, que ajudam a prevenir a alergia multipla. E nunca deixem que na maternidade lhe dêem leite artificial, porque pode despoletar alergias.

Prevenção da alergia múltipla

É possível prevenir ou retardar a aparição de alergias em crianças mediante intervenções dietéticas que se iniciam desde a gravidez. Em mães com antecedentes alérgicos, recomenda-se evitar durante a gravidez os alimentos alergénicos tais como, leite, ovo, peixe, mariscos, amendoins e soja, e substituí-los por outros que não comprometam seu estado nutricional, complementando com cálcio quando necessário. A mãe deve continuar a evitar os alimentos durante o aleitamento materno exclusivo e mantê-lo por no mínimo seis meses, já que alérgenicos alimentares podem ser transmitidos através do leite materno.

Mães que relatam ter ingerido alimentos alergénicos, como amendoim ou nozes quando grávidas e quando amamentavam os seus filhos, sentem-se culpadas por acreditarem que a alergia da criança tenha sido causada pelo aleitamento materno.

A introdução de alimentos sólidos com potencial alergénico deve ser adiada em crianças com antecedentes familiares de alergia. Recomenda-se que a introdução desses alimentos aconteça após o primeiro ano de idade para alimentos como, ovo, pescados e soja. Por volta dos três anos de idade, pode-se introduzir o amendoim.

Apesar de todas as dificuldades quanto ao diagnóstico correto da alergia alimentar, a sua importância é inquestionável na faixa etária pediátrica, sendo necessária uma abordagem ampla, na qual envolve atendimento multidisciplinar e a conscientização da família quanto à importância das orientações a serem seguidas, objetivando o controlo dos sintomas.

Crianças com alergia múltipla devem ser encaminhadas para um Nutricionista para se assegurarem que a dieta de eliminação da criança seja nutricionalmente adequada.

Cuidados con as reações alérgicas na crianças
A alergia pode ser fatal. Existem formas de reações alérgicas que podem matar em alguns minutos: o edema de Quincke e o choque anafilático. O edema de Quincke é caracterizado por um inchaço localizado ao nível das vias respiratórias. A pessoa afetada pode assim ser vítima de asfixia. Já o choque anafilático é uma reação generalizada grave, que começa por um mal-estar e que pode levar a uma insuficiência circulatória aguda, acompanhada de dificuldade respiratória. Na ausência de tratamento (injeção de adrenalina), a violência deste choque pode levar à morte. As picadas de himenópteros (abelhas,vespas), certos medicamentos e alimentos podem provocar este tipo de reação.

 
Uma alergia não tratada pode manter-se durante toda a vida e pode mesmo complicar-se ou agravar-se. No entanto, se for controlada a tempo, pode desaparecer. Os medicamentos como os anti-histamínicos e os corticosteróides proporcionam alívio imediato, mas não tratam o problema de fundo. A dessensibilização alergénica é um tratamento mais específico e consiste na readaptação progressiva do organismo ao alérgeno responsável pela doença alérgica. O ideal é combinar estes dois tipos de tratamentos.

Existe uma predisposição genética para a alergia. Quanto maior o número de pessoas dentro de uma família com casos de alergia, maior o risco da criança nascer com algum tipo de alergia:
- 15% se não houver hereditariedade.
- 40% se o pai ou a mãe for alérgico(a).
- 60% se o pai e a mãe forem alérgicos.
- 75% se o pai, a mãe e um membro da família próxima forem alérgicos.
É a sensibilidade alérgica que se transmite e não a alergia em si mesma (os filhos não serão forçosamente alérgicos ao mesmo alergénio que os pais).

Alergia Multipla


"Alergia infantil múltipla
Escrito por Pablo Zevallos

É cada vez maior o número de crianças com algum tipo de alergia. Segundo especialistas, 1 em cada 3 adultos e 4 em cada 10 crianças tem algum tipo de alergia. Têm aparecido casos de alergia total a comida. Hoje no mundo, cerca de 30% da população tem algum tipo de alergia. A previsão para o final do século é de 50%.

A alergia trata-se de uma verdadeira guerra do organismo visando expulsar um corpo estranho. Os anticorpos provocam no sangue, liberação de histamina, substância responsável pelos sintomas mais comuns da alergia, como os espirros.

No Brasil, o casal de irmãos João Víthor e Nicole também desenvolveram casos curiosos de alergia. Nicole, de 2 anos só pode beber bebida láctea. Cada lata dura em torno de 1 dia e meio e custa por volta de R$ 500,00. Já seu irmão João Víthor, só pode tomar outro tipo de leite (a lata custa R$ 450,00) e só come carne de rã (R$ 60,00 o quilo). Segundo a mãe, o mais difícil foi o diagnóstico da alergia múltipla. Desde que nasceu, o menino vomitava muito e tinha diarréias contantes e sempre diagnosticavam como virose ou fome. Somente aos 9 meses de idade receberam o diagnóstico, quando iniciou o tratamento.

Os meninos têm alergias a sabonete, cremes hidratantes e a alguns medicamentos. João Víthor não foi para a escola porque os médicos também identificaram alergia a cola, giz de cera, massinha de modelar e outros itens presentes na sala de aula.

A esperança dos pais é que alguns médicos afirmam que o caso deles evoluem para a cura, mas não tem data definida para isso.

A Prefeitura de Goiânia custeia as latas de leite para as crianças, mas sengundo a mãe, de vez em quando atrasam e têm que recorrer ao Ministério Público.

É importante alertarmos que as crianças brasileiras tem direitos legais ao fornecimento de medicamentos e atendimento médico especializado. Muitas vezes é necessário mover uma ação judicial. Leites especiais e medicamentos de alto custo, o governo deve assumir."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Perspectivas nº2 - "Mamã - Fazes-me sentir tão feliz"


A diversão conjunta liberta dopamina e opinóides no cérebro do seu filho. Com o tempo, ele irá associar os relacionamentos humanos com boas sensações, calor emocional e espirito brincalhão. Tudo isto é fundamental para ele ser capaz de desenvolver relacionamentos positivos na vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perspectivas - nº1 - Tristeza


Ignorar a tristeza de uma criança pode levá-la a aprender a desinteressar-se dos outros. É importante ser-se sensível à sua dor emocional e mostrar-lhe sempre compaixão pela sua angústia genuina.